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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Um menino na praia- reflexões de Santo Agostinho

 
 
Sempre gostei de passear à beira-mar. Sentir o sol, o mar, a areia e a brisa que refresca nos dias quentes. Depois da minha conversão tornou-se um lugar especial. É certo que a minha vida não permite passear tanto como queria. Afinal tenho a minha comunidade, a minha cela, os meus sermões, as pessoas que me procuram... Mas preciso da beira-mar. Sobretudo quando tenho mais dificuldades. Sempre fui um homem de estudo, primeiro profano, agora religioso. E, quer queiramos quer não, as coisas de Deus são mais fáceis de viver do que entender. E há lugares escondidos onde a minha mente nunca chegará.
Mas a história que vos quero contar passou-se, exactamente, à beira-mar.
Pediram-me que escrevesse sobre o mistério da Santíssima Trindade. Um pedido exigente mas necessário. As heresias andam por aí e não podemos deixar que elas alastrem. Isto de andar a dizer que temos três deuses, ou que o Filho ao encarnar deixou de ser Deus não se pode admitir. Percebi que seria uma empresa muito difícil. No entanto aceitei o desafio. Afinal, apesar de ser um cristão tardio tinha tido um bom mestre que me ajudou na conversão e que me tinha dado mais do que o suficiente para poder fortalecer a minha fé. Comecei a ler o pouco que já havia sobre o tema. As Escrituras não diziam muito, a literatura era de difícil entendimento. Como explicar que há um só Deus em três pessoas distintas...
Pus-me a caminho da praia para andar um pouco, para meditar melhor, para começar a alinhavar ideias. Era um dia de outono, ninguém na praia. Lia e meditava. Entretanto dou-me conta de um menino que estava a brincar, sozinho, na praia. Tinha feito um buraco na areia e estava a tentar enchê-lo com a água do mar. Ia e vinha, sempre a correr, nesta tarefa impossível. Fiquei a observá-lo até que, às tantas, interrompi-o:
- Olha lá, meu menino, o que é que estás a fazer?
Ele respondeu-me:
- Olá. Estou a tentar meter a água do mar neste buraco de areia.
Ri-me. Depois pus-me a explicar-lhe que isso era impossível porque a areia é um terreno permeável e que a água vai desaparecer sempre e, portanto, não valia a pena continuar a esforçar-se porque não ia dar em nada.
E o menino responde-me:
- Olha, sabes uma coisa? É mais fácil eu meter neste buraco toda a água do mar do que tu conseguires penetrar no mistério da Santíssima Trindade.
E desapareceu. Percebi então que aquele Menino era Jesus, o meu Deus, e que ele me queria dizer que não há outro caminho senão Ele para poder chegar à Santíssima Trindade. Fui para casa e comecei a escrever em letra humana um mistério divino.
 
 
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Santíssima Trindade- músicas

Para podermos trabalhar sobre o tema Santíssima Trindade na catequese utilizamos a música do CD "Um lugar bem legal " faixa 5 - Eu creio no Deus que é Pai. Para que pudessémos dinamizar esta música fizemos uma coreografia utilizando alguns gestos em libras. Com este recurso mostramos as crianças que acreditamos em um Deus- em três pessoas- e que esta é uma comunidade de amor que nos faz ser comunidade.

Autor: Pitter Di Laura
Eu creio no Deus que é Pai
Eu creio no Deus que é Filho
Eu creio no Deus que é Espírito Santo
Eu creio no Deus de amor
O Pai criou o céu, a terra e o mar
O Filho veio ao mundo pra salvar
O Espírito nos enche de amor
De amor…
De amor…
 

 

A Festa da Santíssima Trindade- comunidade de Amor



As três pessoas da Santíssima Trindade é um só Deus em Três Pessoas distintas. O Pai, o Filho e o Espírito Santo, possuem a mesma natureza divina, a mesma grandeza, bondade e santidade. Apesar disso, através da história, a Igreja tem observado que certas atividades são mais apropriadas a uma pessoa que a outra. A Criação do mundo é mais apropriada ao Pai, a redenção ao Filho e a Santificação, ao Espírito Santo. Nenhuma das Três pessoas Trinitárias exerce mais ou menos poder sobre as outras.  Trata-se, portanto, de um grande mistério, central da fé cristã. As Escrituras são claras a respeito da Santíssima Tindade, desde o antigo, até o novo Testamento.

A festa da Santíssima Trindade é um dos dias mais importantes do ano litúrgico. Nós, como cristãos a celebramos convictos pelos ensinamentos da Igreja, que possui a plenitude das verdades reveladas por Cristo. É dogma de fé estabelecido, a essência de um só Deus em Três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. É um mistério de difícil interpretação, impossível, de ser assimilado pelas limitações humanas. Há séculos a Santa Igreja ensina o mistério de Três Pessoas em um só Deus, baseada nas claras e explícitas citações bíblicas. Santo Agostinho de Hipona, grande teólogo e doutor da Igreja, tentou exaustivamente compreender este inefável mistério. Certa vez, passeava ele pela praia, completamente compenetrado, pediu a Deus luz para que pudesse desvendar o enigma. Até que deparou-se com uma criança brincando na areia. Fazia ela um trajeto curto, mas repetitivo. Corria com um copo na mão até um pequeno buraco feito na areia, e ali despejava a água do mar; sucessivamente voltava, enchia o copo e o despejava novamente. Curioso, perguntou à criança o que ela pretendia fazer. A criança lhe disse que queria colocar toda a água do mar dentro daquele buraquinho. No que o Santo lhe explicou ser impossível realizar o intento. Aí a criança lhe disse: “É muito mais fácil o oceano todo ser transferido para este buraco, do que compreender-se o mistério da Santíssima Trindade”. E a criança, que era um anjo, desapareceu... Santo Agostinho concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder assimilar a dimensão de Deus e, por mais que se esforce, jamais poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só o compreenderemos plenamente, na eternidade, quando nos encontrarmos no céu com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Ao participarmos da Santa Missa observamos que, desde o início, quando nos benzemos, até o momento da bênção trinitária final, constantemente o sacerdote invoca a Santíssima Trindade, particularmente durante a pregação eucarística. As orações que o padre pronuncia após a consagração, que por certo são dignas de serem ouvidas com atenção e recolhimento, são dirigidas a Deus Pai, por mediação de Jesus Cristo, em unidade com o Espírito Santo. E é na missa onde o cristão logra vislumbrar, pela graça do Espírito Santo, o mistério da Santíssima Trindade. Devemos, neste momento, invocar a Deus Trino, que aumente nossa fé, porque sem ela, será impossível crer neste mistério, mistério de fé no sentido estrito. Mesmo sem conseguir penetrar na sua essência o cristão deverá, simplesmente, crer nele.

O mistério da Santíssima Trindade é uma das maiores revelações feita por Nosso Senhor Jesus Cristo. Os judeus adoram a unicidade de Deus e desconhecem a pluralidade de pessoas e a sua unidade substancial. Os demais povos adoram a multiplicidade de deuses. O cristianismo é a única religião que, por revelação de Jesus, prega ser Deus uno em três pessoas distintas:

DEUS PAI – Não foi criado e nem gerado. É o “princípio e o fim, princípio sem princípio”; por si só, é Princípio de Vida, de quem tudo procede; possui absoluta comunhão com o Filho e com o Espírito Santo. Atribui-se ao Pai a Criação do mundo.

DEUS FILHO – Procede eternamente do Pai, por quem foi gerado, não criado. Gerado pelo Pai porque assumiu no tempo Sua natureza humana, para nossa Salvação. É Ele Eterno e consubstancial ao Pai (da mesma natureza e substância). Atribui-se ao Filho a Redenção do Mundo.

DEUS ESPÍRITO SANTO – Procede do Pai e do Filho; é como uma expiração, sopro de amor consubstancial entre o Pai e o Filho; pode-se dizer que Deus em sua vida íntima é amor, que se personaliza no Espírito Santo. Manifestou-se primeiramente no Batismo e na Transfiguração de Jesus; depois no dia de Pentecostes sobre os discípulos. Habita nos corações dos fiéis com o dom da caridade. Atribui-se ao Espírito Santo a Santificação do mundo.

O Pai é pura Paternidade, o filho é pura Filiação e o Espírito Santo, puro nexo de Amor. São relações subsistentes, que em virtude de seu impulso vital, saem um ao encontro do outro em perfeita comunhão, onde a totalidade da Pessoa está aberta à outra distintamente.  É desta forma que devemos conhecer a mensagem a Santíssima Trindade, mesmo sem alcançar os segredos do seu mistério. Desta maneira, devemos nos comprometer a adquirir certas atitudes nas nossas relações humanas. A Igreja nos convida a “glorificar a Santíssima Trindade”, como manifestação da celebração. Não há melhor forma de fazê-lo, senão revisando as relações com nossos irmãos, para melhorá-las e assim viver a unidade querida por Jesus: “Que todos sejam um”.

Celebremos, portanto, neste domingo esta Festa da Santíssima Trindade, que nos convida a meditar e celebrar que devemos formar uma comunidade de amor.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Móbile da Santíssima Trindade- dinâmica

Objetivo: levar a criança a tomar conhecimento da Santíssima Trindade e do amor que nos une.
Material: Triângulo em papel cartão amarelo, com um furo em cada canto: em uma extremidade duas mãos (Deus-Pai), em outra extremidade um coração com Jesus no centro (Deus-Filho) e em outra extremidade uma pomba (Deus-Espírito Santo)


Desenvolvimento:
Mostrar o triângulo e explicar: O triângulo é uma só figura, Deus também é um só.



O triangulo tem três lados distintos, e estes lados todos têm o mesmo tamanho.
Acreditamos em único Deus, mas três pessoas formam um só Deus: Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo também é Deus. O Pai não é maior que o Filho, o Filho não é maior que o Espírito santo e o Espírito Santo não é maior que o Pai. O nosso Deus é Pai, com o Filho no Espírito Santo. Estão unidos pelo amor, formam uma comunidade de amor.
Mostrar as mãos e dizer: O Pai é criador de todas as coisas. Ele enviou seu Filho ao mundo por amor de todos nós. (JOÃO 3,16-17)


Mostrar o coração com Jesus e dizer: Jesus é Deus que se fez homem para nos salvar e nos enviou o Espírito Santo.




 Mostrar o Espírito Santo e dizer: O Espírito Santo doado por Jesus procede do Pai e dá testemunho de Jesus. (João 15,26)

O amor que os une é tão grande , que Eles não se separam . Onde um está o outro também está . E Eles conseguem estar em todo lugar ao mesmo tempo.

Textos para a preparação dos catequistas: Lucas 10,21-22; João 10,30 e João 14,9-16
(Esta dinâmica foi retirada do livro Querigma para crianças-Projeto Talita Cumi- Hyde Flávia)