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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A história do mês vocacional- origem e objetivo

 
 
Em 1981, durante a 19ª Assembleia Geral da CNBB, os bispos do Brasil decidiram estabelecer o mês de agosto como mês vocacional. Esta decisão fazia parte de uma série de iniciativas que visam dar à Igreja Católica no Brasil novo vigor vocacional. Junto com o mês vocacional os bispos aprovaram a realização do primeiro ano vocacional (1983) e a publicação do Guia Pedagógico de Pastoral Vocacional, um livrinho que, apesar dos anos, continua atual.
Todo esse incremento da animação vocacional fora motivado pela Conferência de Puebla (1979) e pela realização do 2º Congresso Internacional das Vocações, que aconteceu em Roma em 1981. O Brasil, atendendo ao apelo do grande papa João XXIII, tinha começado a planejar a sua ação pastoral ainda durante o período da realização do Concílio Vaticano II. Dentre as prioridades estava a preocupação com as vocações. A experiência brasileira neste campo não tinha sido tão positiva. A chegada do Catolicismo ao nosso país fora marcada pelo clima de cristandade, no espírito da Contrarreforma. Por causa da lei do padroado a Coroa portuguesa, durante o período colonial, determinava como deveriam ser as coisas para a Igreja Católica, inclusive no campo das vocações. A Igreja, por sua vez, no espírito do Concílio de Trento, reduziu a questão vocacional à "Obra das Vocações Sacerdotais” (OVS). Tratava-se simplesmente de uma campanha junto ao povo para rezar pelas vocações dos seminaristas e para ajudar financeiramente os seminários.
Com a chegada do Vaticano II houve uma virada copernicana. A Igreja, especialmente na Constituição Dogmática Lumen Gentium, se percebeu como ekklesía, isto é, como assembleia daqueles e daquelas que foram convocados e reunidos pela Trindade. A partir desta perspectiva, a Igreja Católica no Brasil decidiu mobilizar todas as forças eclesiais despertando nas pessoas a consciência e a convicção de que são vocacionadas à comunhão com a Trindade. Tendo presente a afirmação conciliar de que há uma vocação universal à santidade, para a qual são convocados os filhos e as filhas de Deus, a Igreja em nosso país passou a pensar não somente na vocação do padre, mas também nas demais vocações específicas. Quis contribuir para que as dioceses, paróquias e pequenas comunidades fossem um espaçoeclesial concreto onde as pessoas pudessem se perceber como vocacionadas e encontrassem formas de responder a esse chamado. Assistimos, então, a um florescer de comunidades eclesiais de base e de pequenos grupos nos quais as pessoas tinham a oportunidade de se confrontar com a Palavra de Deus e de assumir sua missão na Igreja e na sociedade.
O retorno à vocação universal e a redescoberta de que todas as pessoas são vocacionadas, colocaram em crise muitos padres, muitos frades e muitas freiras. Eles e elas tinham assumido essa forma específica de vocação com a certeza de que tais vocações eram superiores às demais e que valia qualquer sacrifício para permanecer no ministério ordenado e nos conventos. O ensinamento do Vaticano II revelou a fragilidade de tal concepção e muitas pessoas abandonaram o ministério e a vida religiosa por perceberem que para cultivar a santidade não era mais necessário ser padre, frade ou freira. Essa crise, porém, foi importante para solidificar a vocação batismal. Na Europa não se conseguiu perceber que o batismo está na raiz de todas as vocações. Por isso a crise foi mais violenta por lá, afetando não só os que já eram padres, frades e freiras, mas também a entrada de novas vocações. Tal crise perdura até hoje, obrigando a Igreja europeia a "importar vocações” da África e da Ásia.
No Brasil, graças à ação da CNBB, a crise não foi tão violenta. Investindo na formação dos leigos e das leigas, na formação de comunidades de base, a Igreja em nosso país se preparava para enfrentá-la. Por isso, a partir do final da década de 1970, se assiste a um florescer progressivo de vocações para a vida religiosa e o ministério ordenado. E se hoje a Igreja no Brasil se sente mais tranquila neste campo deve-se à sua ação audaciosa de enfrentamento da crise. Ação essa que consistiu essencialmente na valorização da vocação batismal dos leigos e das leigas e na formação de pequenas comunidades eclesiais de base, de onde vieram e continuam vindo as atuais vocações para o ministério ordenado e a vida consagrada.
Infelizmente muitos, inclusive bispos, se esquecem disso e ainda continuam acreditando que o milagre da multiplicação de vocações se deve ao atual oba-oba de alguns movimentos. Esquecem que toda casa se constrói sobre um bom alicerce, o qual costuma sempre ficar escondido, mas sem o qual a casa pode cair um dia. O alicerce do atual crescimento de vocações para os ministérios ordenados e a vida consagrada no Brasil foi, sem dúvida alguma, o dinamismo eclesial da nossa Igreja nas décadas de 1960 a 1980. Se este alicerce continuar sendo desmantelado em breve se assistirá a outra crise violenta de vocações, lembrando que, biblicamente falando, a crise não está na quantidade de pessoas chamadas, mas na pouca qualidade da resposta dos escolhidos (Mt 22,14). Alguns sinais parecem apontar nesta direção, como indicam as pesquisas recentemente publicadas por William César Castilho Pereira no seu livro Sofrimento psíquico dos presbíteros (Vozes, 2012).
Portanto, o surgimento do Mês Vocacional no Brasil deve ser visto neste contexto. Ele nasce antes de tudo para fomentar a vocação eclesial da comunidade. Pouco antes, em 1979, Puebla tinha lembrado que a vocação humana possui três dimensões: a humana, a cristã e a específica. Somos chamados antes de tudo a sermos humanos com os demais humanos da terra. Na vivência da vocação humana somos vocacionados por Deus Pai a seguir Jesus Cristo num caminho específico, que descobrimos progressivamente na medida em que vamos vivendo a nossa vocação humana e batismal.
Mais de trinta anos depois corremos o risco de esquecermos estas coisas e de transformarmos o mês vocacional em mais uma dessas atividades que realizamos na Igreja sem saber com que finalidade. Corremos o risco de direcionar o mês vocacional para os problemas dos seminários. Esse momento pode ficar reduzido a mais um simples peditório de dinheiro e de coisas para sustentar seminários, onde seminaristas levam vida de burgueses, não sendo mais capazes de contribuir para o próprio sustento. Desta forma o mês vocacional não estaria mais sendo uma oportunidade de animar a vocação do Povo de Deus, mas apenas uma ocasião de fomentar a famosa Obra das Vocações Sacerdotais. Estaríamos assim retornando a uma eclesiologia anterior ao Concílio Vaticano II.
A celebração do Mês Vocacional só tem sentido na perspectiva em que foi criado. Deve ser um momento para intensificar a permanente catequese vocacional nas comunidades cristãs. Tal catequese visa conscientizar toda a comunidade de que ela forma a ekklesía, ou seja, a assembleia daqueles e daquelas que foram convocados e reunidos pela Trindade para ser povo eleito e para proclamar as maravilhas de Deus (1Pd 2,9). Somente numa comunidade conscientizada de sua identidade vocacional podem surgir autênticas vocações específicas para os diversos serviços, carismas, dons e ministérios. Sem essa catequese e sem essa conscientização teremos apenas recrutamento de rapazes para os seminários. Sem verdadeira catequese vocacional e sem a conscientização dela resultante, das quais o Mês Vocacional é a expressão mais significativa, podemos ter até filas para entrada nos seminários. Mas de pessoas que querem apenas usufruir das vantagens e benesses prometidas pela carreira eclesiástica. E como amava repetir um dos meus professores na Universidade Gregoriana, os piores inimigos da Igreja não são os "heréticos”, mas os carreiristas.
 
 
 
[Autor de O Evangelho da Vocação. Dimensão vocacional da evangelização e Nossa resposta ao amor. Teologia das Vocações Específicas, ambos por Edições Loyola]

Agosto - mês das vocações



Gif Jesus“O amor: eis a minha vocação!” O amor é paciente e bom, a vocação não permite inveja, nem ostentação. O amor não se incha de orgulho, a vocação não admite interesses próprios. O amor não se irrita, a vocação não aceita rancor... A amor jamais acabará! Só um vocacionado “realizado” pode ir até onde vai o amor: ao termo final de nossa fidelidade ao AMOR eterno.
 
A vocação de cada cristão nasce da mais profunda intimidade do Pai, se concretiza, necessariamente, na vida da Igreja e se projeta, com as demais realidades do dia-a-dia, para as realidades últimas e para a experiência definitiva, no âmbito da graça de Deus. A Igreja nos pede que neste mês de agosto nos dediquemos a uma profunda reflexão sobre as vocações e a orar para que em nossa Igreja frutique mais vocações. Obedientes a voz da Igreja neste mês celebramos e meditamos sobre as vocações.
 
Para os catequizandos de 03 a 09 anos iniciamos a nossa meditação utilizando o texto bíblico da Pesca Milagrosa, onde Jesus chama os seus discípulos para serem pescadores de homens. Conscientizamos os catequizandos que assim como Jesus chamou os discípulos ele chama a cada um de nós para a missão. E esse chamado é a vocação. Depois a cada semana estamos trabalhando a árvore vocacional falando da vocação específica de cada semana.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para os catequizandos a partir de 10 anos estamos utilizando textos bíblicos que falem de chamado: A pesca milagrosa (1ª semana), O chamado de Samuel (2ª semana), Zaqueu (3ª semana) e na 4ª semana faremos um ofício vocacional. A cada semana, assim como para os catequizandos menores, estamos montando a cada semana a árvore vocacional, levando os catequizandos a cada semana a refletirem sobre uma vocação específica da Igreja.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O mês vocacional quer nos chamar à reflexão para a importância da nossa vocação, descobrindo nosso papel e nosso compromisso com a Igreja e a sociedade. Reflexão que deve nos levar à ação, vivenciando no dia-a-dia o chamado que o Pai nos faz. Que a celebração do mês vocacional nos traga as bênçãos do Pai para vivermos a nossa vocação sacerdotal, diaconal, religiosa ou leiga. Todas elas são importantes e indispensáveis. Todas elas levam à perfeição da caridade, que é a essência da vocação universal à santidade.
 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Vocação- dinâmica

Gif arco-írisIremos postar uma sugestão de uma dinâmica que utilizamos este mês na catequese para conversar com os catequizandos sobre o tema vocação.


Gifs de solMaterial necessário: cartaz com uma imagem de árvore; fichas com o nome das vocações( vocação sacerdotal, vocação religiosa, vocação familiar, vocação leiga) e figuras representando cada uma dessas vocações .


 
 
Gifs de solDesenvolvimento:

Neste mês vocacional a cada sábado falamos para os catequizandos sobre uma vocação de nossa Igreja. Foi sendo construída a árvore vocacional e a cada semana colocamos um galho nesta árvore de acordo com as vocações que eram faladas.
 
 
 
 
Cada vocação é um chamado do próprio Deus que nos  convida a  colocar os nossos dons a  serviço para que o Reino de Deus cresça em nosso meio. Por isso todas as fichinhas que íamos colocando apontava para o nome de Jesus. Na medida que fomos montando a árvore da vocação enfeitamos esta árvore com flores, borboletas e frutos porque quando dizemos o nosso sim à Deus, a vocação a que somos chamados, tudo florece e os frutos aparecem em grande quantidade.
 
 
 
 
 
 
 
 Que todos nós possamos sempre rezar por todas as vocações, pois toda vocação é um caminho de amor à Deus e aos irmãos.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Vocação- para colorir


Algumas sugestões de atividades para colorir sobre o tema vocação. Essas atividades foram tirados de alguns  blogs de catequese.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 














Vocação- um chamado de Deus para servir em seu Reino

O mês de Agosto deste 1981 foi indicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil como mês vocacional.  A Igreja, cumprindo a ordem de Jesus, deve rezar ao Senhor da Messe para que envie operários para a sua messe. A nova evangelização necessita de muitos e qualificados evangelizadores: cristãos e cristãs leigos comprometidos, consagrados e consagradas totalmente doados ao Reino, ministros ordenados que sejam verdadeiros pastores e sinais de comunhão e unidade do povo de Deus.



Vocação é chamado de Deus para sermos operários em sua messe. Antes de qualquer reflexão, é necessário que saibamos o que significa a palavra vocação. A palavra vocação vem do latim vocare que significa chamado. Todos nós somos chamados, de uma forma ou de outra à fazer algo, à alguma coisa. Antigamente este termo significava qualquer espécie de aptidão. Por exemplo: aptidão para medicina, música, artes, etc.. Depois ele foi adquirindo um significado religioso passando a designar o chamado de Deus.Dentro do plano divino que conduz todas as coisas e especialmente o homem de forma livre somos chamado de várias formas e em vários momentos. O primeiro chamado é o chamado ã existência, o chamado à vida. Em vários momentos da vida Deus torna a chamar, porque há muitas coisas que Deus deseja fazer no mundo através do homem. Deus não quer mais agir sozinho. Por isso, quando Deus chama, Ele chama para pedir alguma coisa, confiar alguma missão. O chamado de Deus é sempre um desafio.
O Catecismo da Igreja Católica relaciona alguns tipos de Vocação, quais sejam: Vocação da Humanidade, Vocação dos Leigos, Vocação para a Castidade, Vocação para o Amor, Vocação para o Apostolado, Vocação ao Matrimônio e Vocação Sacerdotal.


No primeira domingo de Agosto ora-se pelas vocações dos ministérios ordenados, ou seja, sacerdotais e diaconais. Essa comemoração se deve ao fato de no dia 04 de Agosto celebrarmos o dia São João Maria Vianney, o Cura D'Ars, patrono dos párocos, padres, sacerdotes e no dia 10 de Agosto, o dia de S. Lourenço, diácono e mártir, patrono dos diáconos.A vocação sacerdotal é o maior presente que Deus pode depositar nas almas. Do mesmo modo que chamou Pedro, Tiago, João... e foi-lhes dizendo: 'Vem e segue-me', um dia Cristo fixou seu olhar em um jovem e disse: N.,... vem, que eu te farei pescador de homens'. Ninguém respondeu ao sacerdócio por ação humana, mas porque o próprio Cristo no interior de suas almas pronunciou seu nome e os convidou a segui-lo. É um convite a grandes coisas: o que é melhor que ser embaixador do próprio Deus? A vocação sacerdotal e consagrada se apresenta por isso como uma eleição providente de Deus, profundamente gratuita, imprevista e desproporcionada a nossos cálculos e possibilidades humanas.



No segundo domingo ora-se pelas vocações matrimoniais e pela família. Deus, que é amor e criou o homem por amor, chamou-o a amar. Criando homem e mulher, chamou-os no Matrimônio a uma íntima comunhão de vida e de amor entre si.Na segunda semana do mês de agosto, é celebrado  a Semana Nacional da Família, oportunidade em que podemos contemplar a família à luz da divina graça do chamado. A realização da semana da família faz parte do esforço permanente da Igreja para que a “família assuma seu ser e sua missão no âmbito da sociedade e da Igreja” .Em meio a tantos desafios que atingem a família, a Igreja não se cansa de destacar sua importância singular como igreja doméstica, comunidade privilegiada, primeira escola da fé . A Igreja crê que “nossas famílias têm sua origem, seu modelo perfeito, sua motivação mais bela e seu último destino na comunhão de amor das três Pessoas divinas” .
A família, pequena Igreja, deve ser, junto com a Paróquia, o primeiro lugar para a iniciação cristã das crianças .Os pais devem respeitar e favorecer a vocação de seus filhos e contribuir decisivamente para que a articulação entre a família e a comunidade se dê de modo a edificar a “família de Deus”.


No terceiro domingo ora-se pelas vocações à vida consagrada: religiosas, religiosos, consagrados e consagradas nos vários institutos e comunidades de vida apostólica. Essa recordação é feita porque no dia 15 de agosto celebramos o dia da Assunção de Maria aos céus, solenidade que aqui no Brasil é transferida para o domingo seguinte. Maria, como mulher modelo de consagração a Deus dá o tom da comemoração do dia da vocação à vida consagrada. A vida consagrada é o nome que a Igreja Católica dá ao modo de viver das pessoas que deixaram as suas vidas profissionais e familiares e seu próprio futuro no mundo para dedicar-se inteiramente a Deus, no serviço à Igreja, na evangelização, intercessão e promoção da dignidade humana. Esse serviço se dá através de um jeito próprio, ou seja, de acordo com o carisma de cada congregação ou entidade religiosa e de cada membro da mesma, como um modo próprio de ser e agir. A vocação religiosa nasce de um encontro, de uma experiência onde a pessoa sente profundamente o amor de Deus em sua vida. Esse encontro se dá de forma tão intensa que a pessoa passa a desejar uma vida de inteira dedicação a Deus. E deseja fazer com que outras pessoas vivam a mesma experiência, que leva a uma vida onde, de forma concreta, o amor divino é compartilhado com todos.


O quarto domingo de agosto lembra-se a vocação dos leigos na Igreja por ser o dia do Catequista. O cristão leigo é aquele que auxilia no serviço da Igreja e também que dá testemunho de vida cristã no seu ambiente de trabalho, em casa, onde vive.  No tocante à vocação específica dos cristãos leigos e das cristãs leigas, precisamos lembrar que eles são membros vivos da comunidade eclesial.   O leigo representa a Igreja no coração do mundo, atuando como discípulo de Jesus nos mais diversos ambientes , com seu testemunho de vida cristã, sua palavra oportuna, sua ação concreta e verdadeira. Por outro lado, o leigo é o homem do mundo no coração da Igreja, onde exerce também diversos ministérios/serviços na comunidade, conforme os dons e carismas que Deus lhes deu. Esses serviços são: animação da liturgia, catequese, equipe de música, obras e pastorais sociais, etc. Exercendo um ministério na comunidade ou na sociedade, os leigos estão inseridos no meio do mundo como fermento na massa, sal que dá sabor e luz que ilumina os difíceis caminhos. Os cristãos leigos vivem o Evangelho que lêem, que rezam e que celebram, não apenas entre paredes de uma igreja, mas em todos os lugares. São aqueles que fazem do seu trabalho a liturgia diária e prolongam a Missa dominical em todos os dias da semana, vivendo sua fé com coragem.