quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Vocação- dinâmica

Gif arco-írisIremos postar uma sugestão de uma dinâmica que utilizamos este mês na catequese para conversar com os catequizandos sobre o tema vocação.


Gifs de solMaterial necessário: cartaz com uma imagem de árvore; fichas com o nome das vocações( vocação sacerdotal, vocação religiosa, vocação familiar, vocação leiga) e figuras representando cada uma dessas vocações .


 
 
Gifs de solDesenvolvimento:

Neste mês vocacional a cada sábado falamos para os catequizandos sobre uma vocação de nossa Igreja. Foi sendo construída a árvore vocacional e a cada semana colocamos um galho nesta árvore de acordo com as vocações que eram faladas.
 
 
 
 
Cada vocação é um chamado do próprio Deus que nos  convida a  colocar os nossos dons a  serviço para que o Reino de Deus cresça em nosso meio. Por isso todas as fichinhas que íamos colocando apontava para o nome de Jesus. Na medida que fomos montando a árvore da vocação enfeitamos esta árvore com flores, borboletas e frutos porque quando dizemos o nosso sim à Deus, a vocação a que somos chamados, tudo florece e os frutos aparecem em grande quantidade.
 
 
 
 
 
 
 
 Que todos nós possamos sempre rezar por todas as vocações, pois toda vocação é um caminho de amor à Deus e aos irmãos.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Vocação- para colorir


Algumas sugestões de atividades para colorir sobre o tema vocação. Essas atividades foram tirados de alguns  blogs de catequese.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 














Vocação- um chamado de Deus para servir em seu Reino

O mês de Agosto deste 1981 foi indicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil como mês vocacional.  A Igreja, cumprindo a ordem de Jesus, deve rezar ao Senhor da Messe para que envie operários para a sua messe. A nova evangelização necessita de muitos e qualificados evangelizadores: cristãos e cristãs leigos comprometidos, consagrados e consagradas totalmente doados ao Reino, ministros ordenados que sejam verdadeiros pastores e sinais de comunhão e unidade do povo de Deus.



Vocação é chamado de Deus para sermos operários em sua messe. Antes de qualquer reflexão, é necessário que saibamos o que significa a palavra vocação. A palavra vocação vem do latim vocare que significa chamado. Todos nós somos chamados, de uma forma ou de outra à fazer algo, à alguma coisa. Antigamente este termo significava qualquer espécie de aptidão. Por exemplo: aptidão para medicina, música, artes, etc.. Depois ele foi adquirindo um significado religioso passando a designar o chamado de Deus.Dentro do plano divino que conduz todas as coisas e especialmente o homem de forma livre somos chamado de várias formas e em vários momentos. O primeiro chamado é o chamado ã existência, o chamado à vida. Em vários momentos da vida Deus torna a chamar, porque há muitas coisas que Deus deseja fazer no mundo através do homem. Deus não quer mais agir sozinho. Por isso, quando Deus chama, Ele chama para pedir alguma coisa, confiar alguma missão. O chamado de Deus é sempre um desafio.
O Catecismo da Igreja Católica relaciona alguns tipos de Vocação, quais sejam: Vocação da Humanidade, Vocação dos Leigos, Vocação para a Castidade, Vocação para o Amor, Vocação para o Apostolado, Vocação ao Matrimônio e Vocação Sacerdotal.


No primeira domingo de Agosto ora-se pelas vocações dos ministérios ordenados, ou seja, sacerdotais e diaconais. Essa comemoração se deve ao fato de no dia 04 de Agosto celebrarmos o dia São João Maria Vianney, o Cura D'Ars, patrono dos párocos, padres, sacerdotes e no dia 10 de Agosto, o dia de S. Lourenço, diácono e mártir, patrono dos diáconos.A vocação sacerdotal é o maior presente que Deus pode depositar nas almas. Do mesmo modo que chamou Pedro, Tiago, João... e foi-lhes dizendo: 'Vem e segue-me', um dia Cristo fixou seu olhar em um jovem e disse: N.,... vem, que eu te farei pescador de homens'. Ninguém respondeu ao sacerdócio por ação humana, mas porque o próprio Cristo no interior de suas almas pronunciou seu nome e os convidou a segui-lo. É um convite a grandes coisas: o que é melhor que ser embaixador do próprio Deus? A vocação sacerdotal e consagrada se apresenta por isso como uma eleição providente de Deus, profundamente gratuita, imprevista e desproporcionada a nossos cálculos e possibilidades humanas.



No segundo domingo ora-se pelas vocações matrimoniais e pela família. Deus, que é amor e criou o homem por amor, chamou-o a amar. Criando homem e mulher, chamou-os no Matrimônio a uma íntima comunhão de vida e de amor entre si.Na segunda semana do mês de agosto, é celebrado  a Semana Nacional da Família, oportunidade em que podemos contemplar a família à luz da divina graça do chamado. A realização da semana da família faz parte do esforço permanente da Igreja para que a “família assuma seu ser e sua missão no âmbito da sociedade e da Igreja” .Em meio a tantos desafios que atingem a família, a Igreja não se cansa de destacar sua importância singular como igreja doméstica, comunidade privilegiada, primeira escola da fé . A Igreja crê que “nossas famílias têm sua origem, seu modelo perfeito, sua motivação mais bela e seu último destino na comunhão de amor das três Pessoas divinas” .
A família, pequena Igreja, deve ser, junto com a Paróquia, o primeiro lugar para a iniciação cristã das crianças .Os pais devem respeitar e favorecer a vocação de seus filhos e contribuir decisivamente para que a articulação entre a família e a comunidade se dê de modo a edificar a “família de Deus”.


No terceiro domingo ora-se pelas vocações à vida consagrada: religiosas, religiosos, consagrados e consagradas nos vários institutos e comunidades de vida apostólica. Essa recordação é feita porque no dia 15 de agosto celebramos o dia da Assunção de Maria aos céus, solenidade que aqui no Brasil é transferida para o domingo seguinte. Maria, como mulher modelo de consagração a Deus dá o tom da comemoração do dia da vocação à vida consagrada. A vida consagrada é o nome que a Igreja Católica dá ao modo de viver das pessoas que deixaram as suas vidas profissionais e familiares e seu próprio futuro no mundo para dedicar-se inteiramente a Deus, no serviço à Igreja, na evangelização, intercessão e promoção da dignidade humana. Esse serviço se dá através de um jeito próprio, ou seja, de acordo com o carisma de cada congregação ou entidade religiosa e de cada membro da mesma, como um modo próprio de ser e agir. A vocação religiosa nasce de um encontro, de uma experiência onde a pessoa sente profundamente o amor de Deus em sua vida. Esse encontro se dá de forma tão intensa que a pessoa passa a desejar uma vida de inteira dedicação a Deus. E deseja fazer com que outras pessoas vivam a mesma experiência, que leva a uma vida onde, de forma concreta, o amor divino é compartilhado com todos.


O quarto domingo de agosto lembra-se a vocação dos leigos na Igreja por ser o dia do Catequista. O cristão leigo é aquele que auxilia no serviço da Igreja e também que dá testemunho de vida cristã no seu ambiente de trabalho, em casa, onde vive.  No tocante à vocação específica dos cristãos leigos e das cristãs leigas, precisamos lembrar que eles são membros vivos da comunidade eclesial.   O leigo representa a Igreja no coração do mundo, atuando como discípulo de Jesus nos mais diversos ambientes , com seu testemunho de vida cristã, sua palavra oportuna, sua ação concreta e verdadeira. Por outro lado, o leigo é o homem do mundo no coração da Igreja, onde exerce também diversos ministérios/serviços na comunidade, conforme os dons e carismas que Deus lhes deu. Esses serviços são: animação da liturgia, catequese, equipe de música, obras e pastorais sociais, etc. Exercendo um ministério na comunidade ou na sociedade, os leigos estão inseridos no meio do mundo como fermento na massa, sal que dá sabor e luz que ilumina os difíceis caminhos. Os cristãos leigos vivem o Evangelho que lêem, que rezam e que celebram, não apenas entre paredes de uma igreja, mas em todos os lugares. São aqueles que fazem do seu trabalho a liturgia diária e prolongam a Missa dominical em todos os dias da semana, vivendo sua fé com coragem.

Início das atividades catequéticas- 2º semestre


                       

Iniciamos com muito entusiasmo e alegria as atividades da catequese Santo Antônio neste segundo semestre. As crianças voltaram animadas das férias e compareceram em grande número . Nós catequistas ficamos muito felizes porque estávamos morrendo de saudades de nossos catequizandos.
















Pedimos a Deus que abençõe cada catequizando e catequista nesta missão que Deus nos confiou . Pois ser catequista é viver a paixão de Cristo, amar sem nada esperar , suportar as dificuldades, cuidar e zelar das ovelhinhas que Jesus coloca em nossa vida.

domingo, 19 de agosto de 2012

Seja bem-vindo Padre Marlone



Senhor, cativaste-me e não pude resistir. Fui marcado com o fogo do teu amor e tudo o que amava me parecia insignificante. Larguei tudo! Os meus desejos humanos fundem-se como cera sob o fogo do seu amor. Que importa as coisas? O que importa as minhas escolhas, quero viver somente em ti? Que me importa minha vida se minha vida agora é Cristo?
Padre Marlone um dia foste cativado pelo Senhor e decidiste entregar a sua vida a ele. Foram anos de preparação; momentos de medo e ansiedade diante desta missão que Deus te pedia. Mas ao mesmo tempo em seu coração a certeza de que fizeste a escolha certa: escolheste ao Senhor, escolheste ser pessoa de Cristo, escolheste a Igreja, escolheste os filhos de Deus, escolheste administrar os bens de Deus. Como sacerdote, a exemplo de Cristo Jesus, se faça ao mesmo tempo pequeno e grande, tenha espírito nobre, mas conserve em si a simplicidade. Seja acolhedor, mas ao mesmo tempo saiba conduzir o seu rebanho com autoridade. Deixe-se ser conduzido pelo Espírito do Senhor , seja convicto de sua fé e autêntico em suas decisões .Seja um discípulo autêntico do Senhor, chefe de um grande rebanho. Seja um mendigo de mãos largamente abertas, um portador de inumeráveis dons, um homem no campo de batalha, uma mãe para confortar os doentes, com a sabedoria da idade e a confiança de um menino; com os pés no chão, mas com os olhos voltados para o alto. São João Maria Vianey disse um dia : O padre tem a chave dos tesouros celestes. É ele quem abre a porta, é ele o ecônomo de Deus. O administrador de seus bens- palavras lindas, mas carregadas de responsabilidades.
A Catequese Santo Antônio te acolhe com carinho nesta missão que Deus te confiou. Que o Senhor derrame sobre sua vida todas as bênçãos , que nossa Senhora te cubra com teu manto e conte sempre com nossas orações. 


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Homilia de Bento XVI - Festa da Assunção de Maria - 15/08/2012

O Papa Bento XVI celebrou, na manhã desta quarta-feira, 15, a Santa Missa na paróquia pontifícia de “São Tomás de Villanova”, em Castel Gandolfo. Neste dia, a Igreja celebra a Solenidade da Assunção da Virgem Maria. O Pontífice lembrou, na homilia, que na Assunção é possível ver que há espaço para o homem em Deus e que Maria, estando unida a Ele, não se distancia, mas participa da presença de Deus e tem um coração grande como o Dele.

 


Queridos irmãos e irmãs,

Em 1º de novembro de 1950, o Venerável Papa Pio XII proclamava como dogma que a Virgem Maria “terminado o curso da vida terrena, foi assunta à glória celeste em alma e corpo”. Esta verdade de fé era conhecida pela Tradição, afirmada pelos Padres da Igreja, e era, sobretudo, um aspecto relevante do culto rendido à Mãe de Cristo. O elemento cultual constitui, por assim dizer, a força motora que determinou a formulação deste dogma: o dogma parece um ato de louvor e de exaltação em relação à Virgem Santa. Este emerge também do próprio texto da Constituição apostólica, onde se afirma que o dogma é proclamado “em honra ao Filho, para a glorificação da Mãe e a alegria de toda a Igreja”. É expresso assim na forma dogmática algo que já foi celebrado no culto da devoção do Povo de Deus como a mais alta e estável glorificação de Maria: o ato de proclamação da Assunta se apresentou quase como uma liturgia da fé. E no Evangelho que escutamos agora, Maria mesma pronuncia profeticamente algumas palavras que orientam nesta perspectiva. Diz: “Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz” (Lc 1,48). é uma profecia para toda a história da Igreja. Esta expressão do Magnificat, referida por São Lucas, indica que o louvor à Virgem Santa, Mãe de Deus, intimamente unida a Cristo, seu filho, diz respeito à Igreja de todos os tempos e de todos os lugares. E a anotação destas palavras da parte do Evangelista pressupõe que a glorificação de Maria estivesse já presente no período de São Lucas e ele a considerou um dever e um compromisso da comunidade cristã para todas as gerações. As palavras de Maria indicam que é um dever da Igreja recordar a grandeza de Nossa Senhora para a fé. Esta solenidade é um convite, portanto, a louvar Deus, e a olhar para a grandeza de Nossa Senhora, para que conheçamos Deus na face dos seus.
Mas, por que Maria é glorificada na assunção ao Céu? São Lucas, como ouvimos, vê a raiz da exaltação e do louvor à Maria na expressão de Isabel: “Feliz aquela que acreditou” (Lc 1, 45). E o Magnificat, este canto ao Deus vivo e operante na história é um hino de fé e de amor, que brota do coração da Virgem. Ela viveu com fidelidade exemplar e guardou no mais íntimo do seu coração as palavras de Deus ao seu povo, as promessas feitas a Abraão, Isaac e Jacó, fazendo do seu conteúdo sua oração: a Palavra de Deus estava no Magnificat transformada em Palavra de Deus, lâmpada do seu caminho, até torná-la disponível a acolher também em seu ventre o Verbo de Deus feito carne. A atual página evangélica apresenta esta presença de Deus na história e no próprio desenvolver-se dos eventos; especialmente, há uma referência ao Segundo livro de Samuel no capítulo sexto (6, 1-15), no qual Davi transporta a Arca Santa da Aliança. O paralelo que faz o Evangelista é claro: Maria à espera do nascimento do Filho Jesus e a Arca Santa que porta em si a presença de Deus, uma presença que é fonte de consolação, de alegria plena. João, de fato, dança no ventre de Isabel, exatamente como Davi dançava diante da Arca. Maria é a “visita” de Deus que cria alegria. Zacarias, em seu canto de louvor, dirá explicitamente: “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e libertou o seu povo” (Lc 1,68). A casa de Zacarias experimentou a visita de Deus com o nascimento inesperado de João Batista, mas, sobretudo, com a presença de Maria, que porta em seu ventre o Filho de Deus.
Mas agora nos perguntamos: o que a Assunção de Maria ensina ao nosso caminho, à nossa vida? A primeira resposta é: na Assunção vemos que em Deus há espaço para o homem, Deus mesmo é a casa com muitas moradas da qual fala Jesus (Jo 14, 2). O próprio Deus é a casa do homem, em Deus há espaço de Deus. E Maria, unindo-se a Deus, não se distancia de nós, não vai para uma galáxia desconhecida, mas quem vai a Deus se aproxima, porque Deus está perto de todos nós, e Maria, unida a Deus, participa da presença de Deus, está muito perto de nós, cada um de nós. Há uma bela palavra de São Gregório Magno sobre São Bento que podemos aplicar ainda também a Maria: São Gregório Magno diz que o coração de São Bento tornou-se grande que toda a criação podia entrar neste coração. Isso vale ainda mais para Maria: Maria, unidade totalmente a Deus, tem um coração tão grande que toda a criação pode entrar neste coração, e os testemunhos em todas as partes da terra o demonstram. Maria está perto, pode escutar, pode ajudar, está perto de todos nós. Em Deus, há espaço para o homem, e Deus está perto, e Maria, unida a Deus, está muito perto, tem um coração alargado como o coração de Deus.
Mas tem também outro aspecto: não só em Deus há espaço para o homem; no homem há espaço para Deus. Também vemos isso em Maria, a Arca Santa que porta a presença de Deus. Em nós, há espaço para Deus e nesta presença de Deus em nós, tão importante para iluminar o mundo na sua tristeza, em seus problemas, esta presença se realiza na fé: na fé abrimos as portas do nosso ser para que Deus entre em nós, para que Deus possa ser a força que dá vida e caminho ao nosso ser. Em nós, há espaço, vamos nos abrir como Maria se abriu, dizendo: “Seja realizada a Tua vontade, eu sou serva do Senhor”. Abrindo a Deus, não perdemos nada. Ao contrário: nossa vida torna-se rica e grande.
E assim, fé, esperança e amor se combinam. Existem hoje muitas palavras sobre um mundo melhor a esperar: seria a nossa esperança. Se e quando este mundo melhor vem, não sabemos, não sei. Certo é que um mundo que se afasta de Deus não se torna melhor, mas pior. Só a presença de Deus pode garantir também um mundo bom. Mas deixemos isso. Uma coisa, uma esperança é certa: Deus nos espera, nos aguarda, não caminhamos no vazio, somos esperados. Deus nos espera e encontramos, indo ao outro mundo, a bondade da Mãe, encontramos os nossos, encontramos o Amor eterno. Deus nos espera: esta é a grande alegria e a grande esperança que nasce exatamente desta festa. Maria nos visita, é a alegria da nossa vida e é a esperança da alegria.
O que dizer, portanto? Coração grande, presença de Deus no mundo, espaço de Deus em nós e espaço de Deus para nós, esperança, ser esperados: esta é a sinfonia desta festa, a indicação que a meditação desta Solenidade nos dá. Maria é aurora e esplendor da Igreja triunfante; ela é a consolação e a esperança para o povo ainda em caminho, diz o Prefácio de hoje. Vamos nos confiar à sua materna intercessão, para que o Senhor nos ajude a reforçar nossa fé na vida eterna; nos ajude a viver bem o tempo que Deus nos oferece com esperança. Uma esperança cristã, que não é somente nostalgia do Céu, mas vivo e operoso desejo de Deus aqui no mundo, desejo de Deus que nos torna peregrinos incansáveis, alimentando em nós a coragem e a força da fé que, ao mesmo tempo, é coragem e força no amor. Amém.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Catequese do Papa Bento XVI- 08/08/2012


 
Caros irmãos e irmãs,
Hoje a Igreja celebra a memória de São Domingos de Gusmão, sacerdote e fundador da Ordem dos Pregadores, os Dominicanos. Em uma catequese anterior eu abordei esta nobre figura e a fundamental contribuição que ele deu à renovação da Igreja de seu tempo. Hoje, eu gostaria de trazer à tona um aspecto essencial de sua espiritualidade: a vida de oração. São Domingos era um homem de oração. Apaixonado por Deus, não teve outra aspiração que a salvação das almas, especialmente aquelas caídas nas redes das heresias de seu tempo. Imitador de Cristo, encarnou radicalmente os três conselhos evangélicos, unindo à proclamação da Palavra o testemunho de uma vida pobre. Sob a inspiração do Espírito Santo, progrediu no caminho da perfeição cristã. Em todos os momentos, a oração era a força que o renovava e tornava sempre mais fecunda a sua obra apostólica.
O Beato Jordão da Saxônia, que morreu em 1237, sucessor de São Domingos como líder da Ordem, escreve assim: “Durante o dia, ninguém se mostrava mais amigável que ele... Por outro lado, à noite, ninguém foi mais assíduo que ele na oração. O dia, dedicava ao próximo e, a noite, dava a Deus.” (P. Filippini, São Domingos visto por seus contemporâneos, Bolonha 1982, pg. 133). Em São Domingos, podemos ver um exemplo de integração harmoniosa entre a contemplação dos mistérios divinos e a atividade apostólica. De acordo com o testemunho de pessoas mais próximas, “ele falava sempre com Deus ou de Deus.” Tal observação indica a sua profunda comunhão com o Senhor e, ao mesmo tempo, o compromisso contínuo de levar os outros a essa comunhão com Deus. Não deixou escrito sua oração, mas a tradição Dominicana reuniu e transmitiu sua experiência viva em um obra intitulada: As nove maneiras de rezar de São Domingos. Este livro foi elaborado entre 1260 e 1288 por um frade dominicano. Ele nos ajuda a compreender algo da vida interior do santo e também ajuda-nos, com todas as diferenças, a aprender algo sobre como rezar.
São, portanto, nove maneiras de orar de acordo com São Domingos e cada uma delas, que realizava sempre diante de Jesus Crucificado, expressa uma atitude corporal e espiritual que, se intimamente compenetrados, favorece-nos o recolhimento e o fervor. Os primeiros sete modos seguem uma linha ascendente, como passos de uma jornada rumo à comunhão com Deus, com a Santíssima Trindade: São Domingos reza em pé, inclinado para exprimir humildade, deitado no chão para pedir perdão por seus pecados, de joelhos penitenciando-se para participar dos sofrimentos do Senhor, com os braços abertos olhando para o crucifixo para contemplar o Amor Supremo e olhando para o céu, sentindo-se atraído ao mundo de Deus. Então são três formas: em pé, ajoelhado, deitado no chão, mas Sempre com o olhar voltado para o Senhor Crucificado. Os dois últimos aspectos, no entanto, que gostaria de abordar brevemente, correspondem a duas práticas de piedade geralmente vividas pelo santo. Antes de tudo, a meditação pessoal, em que a oração adquire uma dimensão ainda mais íntima, fervorosa e tranquilizante. No final da recitação da Liturgia das Horas e após a celebração da Missa, São Dominingos prolongava a conversa com Deus, sem estabelecer um limite de tempo. Sentado calmamente, recolhia-se numa atitude de escuta, lendo um livro ou olhando para o crucifixo. Viveu tão intensamente estes momentos de relacionamento com Deus que aparentemente era possível compreender suas reações de alegria ou de lágrimas. Assim, assimilou a si mesmo, meditando a realidade da fé. Testemunhas dizem que, às vezes, entrava em uma espécie de êxtase, com o rosto transfigurado, mas logo retomava suas atividades diárias, humildemente revigorado pela força que vem do alto. Também a oração: enquanto viajava de um convento ao outro, recitava as Laudes, ao meio-dia, as Vésperas com os colegas e, cruzando os vales ou colinas, contemplava a beleza da criação. De seu coração jorrava um hino de louvor e agradecimento a Deus por tantas graças, especialmente a maravilha maior: a redenção feita por Cristo.
Caros amigos, Domingos lembra-nos que, na origem do testemunho de fé, o que todo cristão deve viver em família, no trabalho, na vida social, e até mesmo em momentos de relaxamento, é a oração o contato pessoal com Deus e só este relacionamento real com Deus nos dá força para viver intensamente cada situação, especialmente os momentos mais sofridos. Este santo nos lembra também a importância das atitudes externas em nossas orações. O ajoelhar-se, o permanecer em pé diante do Senhor, fixar o olhar no crucifixo, parar e se recolher em silêncio não são atitudes secundárias, mas nos ajuda a nos questionar interiormente, com toda a pessoa, em relação com Deus. Quero recordar mais uma vez, para a nossa vida espiritual, a necessidade de encontrar diariamente momentos de oração com tranquilidade. Devemos aproveitar este momento especialmente durante os momentos de férias, reservar um pouco de tempo para conversar com Deus. Será também uma maneira de ajudar aqueles que nos são mais próximos a entrar nos raios luminosos da presença de Deus, que traz paz e o amor que todos nós precisamos. Obrigado.



domingo, 5 de agosto de 2012

Oração para os nossos sacerdotes- rezemos pelos nossos pastores

Hoje eu quero rezar, Senhor,
por alguns homens especiais,
que nada têm a mais,
que todos os Teus outros filhos…
Quero rezar por homens corajosos,
que largaram tudo, que arriscaram muito,
ao ouvir o Teu chamado…
Que abandonaram a segurança de suas casas
e puseram-se a caminho,
ainda que cheios de medo.
Que se fizeram surdos aos apelos do mundo
e vestiram-se com a couraça da renúncia,
para a entrega que seus corações pedia.
Que vislumbraram uma tênue luz, ao longe,
na estrada por onde se embrenharam
e acreditaram que, caminhando para ela,
haveriam de sabê-la fortemente acesa,
capaz de envolvê-los completamente
da claridade que nasce da certeza.
Hoje eu quero pedir, Senhor,
por esses homens comuns, no corpo e na alma,
tão semelhantes a milhares de outros homens,
mas que possuem uma marca, um sinal,
uma destinação honrosa e necessária!
Quero pedir por esses homens despojados,
que se fizeram pobres, em busca da riqueza celeste,
assumindo compromissos nada compreensíveis,
pelo tanto que precisaram abrir mão,
pelas aparentes perdas a que foram levados…
Quero pedir por esses vitoriosos homens,
capazes de despojarem-se de suas covardias
e se entregarem absolutamente certos
de que o Teu regaço de Pai os transformaria
em Pastores de almas e de sonhos.
Quero pedir por esses homens de todo o mundo,
que renunciaram às alegrias da família constituída,
para adotarem, no coração, os filhos dos outros como seus
e usaram seus cajados para orientá-los,
em todos os caminhos e com todo o amor possível.
Hoje, Senhor, eu quero rezar
muito especialmente e com toda a gratidão,
pelos Teus PADRES, pelos Teus PASTORES,
e pedir por esses homens que
- em um dia abençoado -
foram capazes de dizer SIM,
para sempre!
Amém!




Mensagem para o dia do padre

coraçãoEste é o nosso reconhecimento por este grande ministério de nossa Igreja: o sacerdócio.




Neste dia em união com toda a Igreja celebramos a vida e a vocação de todos os ministros ordenados, especialmente na pessoa de nosso pároco: Pe. José Carlos. Desde muito cedo o próprio Deus o chamou para ser um servo de Deus, um "pai" espiritual que leva com suas palavras e ações o Evangelho e o amor de Deus no coração de cada filho que passam por sua vida. Sabemos que esta missão não é fácil, pois o padre é humano e está sujeito a emoções, sentimentos e fraquezas mas fique sabendo que pode contar com todo o nosso carinho e a nossas orações para que possa receber de Deus sabedoria, graça, força necessária para desempenhar a sua missão: ser um continuador da obra salvadora de Jesus, construir o Reino de Deus aqui na terra. Seja em seu ministério modelo por excelência de Jesus Cristo, o bom pastor. Aquele que guia pelos bons caminhos, orientando nas dificuldades, prevenindo e corrigindo, anunciando e denunciando. Defendendo seu rebanho dos lobos modernos que devoram os menos esclarecidos e dos ladrões que atacam, confundem e disperçam o rebanho do Senhor.Nossa eterna gratidão pois padre, você é um filho predileto de Deus, apaixonado por Jesus. Sua vida é uma catequese viva dom precioso da divina misericórdia.

Nossa eterna gratidão a todos os padres que já passaram em nossa Paróquia da Conceição, ao Pe. Paulo Alexandre, Pe.Marlone, Pe. Humberto Borelli e Dom Hélio Heleno.


coração

sábado, 4 de agosto de 2012

São João Maria Vianney- patrono dos párocos

Com admiração, alegramo-nos com a santidade de vida do patrono de todos os vigários, conhecido por Cura D'Ars. São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica. Camponês de mente rude, proveniente de uma família simples e bem religiosa, percebia desde de cedo sua vocação ao sacerdócio, mas antes de sua consagração, chegou a ser um desertor do exército, pois não conseguia "acertar" o passo com o seu batalhão.





João Maria Vianney nasceu em 08 de maio de 1786 em Dardilly, perto de Lion, filho de Mateus e Maria Beluze. Sua infância foi marcada pelos acontecimentos trágicos da revolução francesa. Em 1799, recebeu a Primeira Comunhão clandestinamente em uma casa particular e de sua própria mãe,a instrução religiosa.Ele era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial, tanto assim que, somente graças à vida de piedade é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade).
João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia "pagã", chamada Ars, onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo: "Neste meio, tenho medo até de me perder". Ele lá chegou como um bom filho de São Francisco, humildemente, a pé, como um pobre entre os pobres e logo tentou conquistar aquelas almas. 0 espírito franciscano que havia assimilado na Ordem Terceira da Penitência, o sustentou e o guiou no ministério pastoral.Dentro da lógica da natureza vem o medo; mas da Graça, a coragem. Com o Rosário nas mãos, joelhos dobrados diante do Santíssimo, testemunho de vida, sede pela salvação de todos e enorme disponibilidade para catequizar, o santo não só atende ao povo local como também ao de fora no Sacramento da Reconciliação. Dessa forma, consumiu-se durante 40 anos por causa dos demais (chegando a permanecer 18 horas dentro de um Confessionário alimentando-se de batata e pão).

O Santo Cura D’Ars nunca saiu ao vestíbulo para chamar as pessoas, nem correu pelas ruas para agitar a indiferença dos paroquianos e nunca os reprovou. De joelhos diante do tabernáculo e da imagem da Virgem, permanecia longo tempo em oração, comendo apenas o necessário para viver, dormindo poucas horas durante a noite. Ainda que detraídos e despreocupados, os paroquianos começaram a acudir e vendo o Pároco ajoelhado, ajoelhavam-se também, e rezavam com ele. Antes de dois anos Ars converteu-se em caminho de peregrinação de todas as partes da França e da Europa.
O sacerdote tardio de inteligência, que no primeiro momento não havia tido licença para exercer o ministério da confissão, converteu-se no confessor dos mais obstinados pecadores, e em Ars encontraram a luz da fé. Os peregrinos acorriam antes de amanhecer à aquela igreja que trinta anos antes se encontrara vazia:“Diga-me onde está Ars, e eu lhe indicarei o caminho do céu”, havia dito São João Maria a um pastorzinho antes de chegar à sua paróquia. O caminho do céu ele havia indicado a milhares de almas, e também se mostrou àquele pastorzinho, que pouco dias depois da morte de seu Pároco o alcançou no céu.
O Santo morreu em 4 de agosto de 1859, aos 73 anos.Portanto, São João Maria Vianney,  tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso e construção de uma ferrovia – que servia para a visita dos peregrinos – mas principalmente, e antes de tudo, exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus para uma multidão, pois, como padre teve tudo de homem e ao mesmo tempo tudo de Deus.

São João Maria Vianney, rogai por nós!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Nossa Senhora dos Anjos- 02 de Agosto


Nossa Senhora dos Anjos é patrona da Ordem dos Franciscanos. É no interior da basílica a ela dedicada que está a capela de Porciúncula, local especialmente caro a São Francisco de Assis e onde o santo veio a falecer. Seu biógrafo conta que Deus havia revelado a Francisco que Nossa Senhora tinha uma predileção especial pela capela já que Porciúncula em italiano significa “pedacinho”.
O nome de Santa Maria dos Anjos provém da tradição de que, naquela pequena Capela, que foi construída por quatro peregrinos que retornavam da Terra Santa, era venerado um fragmento do túmulo da Virgem Maria, e que sempre se ouvia no local o canto dos anjos. Foi também nesta pequena Capela, que recebeu o nome de Porciúncula, isto é, pequena porção, que São Francisco recebeu a indulgência do “Perdão de Assis”.Estava certa noite em sua cela, rezando pela conversão dos pecadores, quando um anjo convidou a dirigir-se à Capela da Porciúncula. Lá chegando, encontrou-a toda iluminada e no meio de um coro de anjos estava a Virgem Maria ao lado de seu Divino Jesus.Jesus, dirigindo-se a Francisco, disse-lhe: “Em recompensa ao teu zelo pela conversão dos pecadores, pede-me o que quiseres”.
O Seráfico Pai Francisco, pediu-lhe então a indulgência Plenária para todos aqueles que. tendo confessado e comungado, visitassem aquela pequena igrejinha.São Francisco, meio que assustado com seu atrevimento, suplicou à Virgem Maria que intercedesse em seu favor.Jesus, não resistindo ao apelo de sua mãe, concordou com o pedido, desde que fosse ratificado pelo Papa, Francisco com a face no chão. Adorou o seu Senhor.
No dia seguinte, Francisco foi ao encontro do Santo Padre; este, porém, lhe concedeu a graça apenas um dia no ano, ou seja a cada 02 de Agosto.Nesta data, denominada “Perdão de Assis”, é enorme a afluência de fiéis à Basílica da Porciúncula e a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora dos Anjos.Esta festa é uma das mais importantes, ainda hoje, da família franciscana, pois foi estendida, mais tarde, pelo Papa Sisto IV, a todas as igrejas.Então, somos todos beneficiados pelo “Perdão de Assis” ou “Dia do Perdão”, para tanto, devemos fazer uma boa confissão, participar da Eucaristia, e, entrando em uma igreja franciscana, rezar pelo Santo
Não se sabe ao certo a origem da capela, mas conta-se que foi construída por um grupo de peregrinos que voltava da Terra Santa e que nela era venerado uma relíquia atribuída ao túmulo de Nossa Senhora. Ao reunirem-se os fiéis para lá rezar, era possível ouvir o coro dos anjos, e foi daí que se originou a denominação Nossa Senhora dos Anjos, que anos mais tarde veio a dar nome à basílica local.




Oração a Nossa Senhora dos Anjos

Augusta Rainha dos Céus e Senhora dos Anjos
vós que desde o princípio recebestes de Deus
o poder e a missão de esmagar a cabeça de satanás,
humildemente vos rogamos que envieis as legiões celestes,
para que, às vossas ordens, persigam os infernais espíritos,
combatendo-os por toda parte, confundam a sua audácia
e os precipitem no abismo. Amém!
Nossa Senhora dos Anjos, rainha dos Frades Menores,
Rogai por nós que recorremos a vós.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Santo Afonso Maria de Ligório- patrono dos confessores e teólogos da doutrina moral

Celebramos, neste dia, a memória de um santo Bispo e Doutor da Igreja que se tornou pelo seu testemunho "Patrono dos confessores e teólogos de doutrina moral". Afonso Maria de Ligório nasceu de pais nobres, em Nápoles, a 27 de setembro de 1696. Sua juventude foi piedosa, estudiosa e caritativa. Com 16 anos doutorou-se em direito civil e eclesiástico e já se destacava em sua posição social quando se deparou, involuntariamente, sustentando uma falsidade, isto levou Afonso a profundas reflexões, a ponto de passar três dias seguidos em frente ao crucifixo. Escolhendo a renúncia profissional, a herança e títulos de nobreza, Santo Afonso acolheu sua via vocacional, já que o Senhor o queria advogando as causas do Cristo. Aos 17 anos ele era doutor em direito civil e canônico. E começava pouco depois uma brilhante carreira de advogado. Mas nem seu sucesso, nem as instâncias de seu pai, que o queria casado, o impediram de deixar o mundo. Diante do altar de Nossa Senhora, fez o voto de se tornar sacerdote. Ordenado padre em 1726, consagrou-se à pregação. Em 1729, uma epidemia permitiu-lhe que se dedicasse aos doentes em Nápoles. Pouco depois retirou-se, com companheiros, a Santa Maria dos Montes, e com eles se preparou para a evangelização dos campos.Em 1732, estabeleceu a Congregação do Santíssimo Redentor, que lhe deveria acarretar numerosas dificuldades e perseguições. Mas enfim os postulantes afluíram e o instituto se expandiu rapidamente. Em 1762 foi nomeado Bispo de Santa Ágata dos Godos, perto de Nápoles. Empreendeu ato contínuo a visita à sua diocese, pregando em todas as paróquias e reformando o clero. Ele continuava a dirigir seu Instituto e o das religiosas que tinha fundado para servir de apoio, por sua oração contemplativa, a seus filhos missionários.Em 1765, demitiu-se do ministério episcopal e voltou a viver entre seus filhos. Dentro em pouco uma cisão se produziu no Instituto dos Redentoristas, e Santo Afonso se viu expulso de sua própria família religiosa. A provação foi muito grande, mas ele não perdeu a coragem e predisse mesmo que a unidade se restabeleceria depois de sua morte. Às suas doenças se acrescentaram sofrimentos morais que lhe causaram longas crises de escrúpulos e diversas tentações. Porém, seu amor a Deus não fez senão crescer.



Santo Afonso Maria de Ligório colocou todos os seus dons a serviço do Reino dos Céus, por isso, como sacerdote, desenvolveu várias missões entre os mendigos da periferia de Nápoles e camponeses; isto até contagiar vários e fundar a Congregação do Santíssimo Redentor, ou Redentoristas. Depois de percorrer várias cidades e vilas do sul da Itália convertendo pecadores, reformando costumes e santificando as famílias. Santo Afonso de Ligório  entrou no Céu com 91 anos, depois de deixar vários escritos sobre a Doutrina Moral, sobre a devoção ao Santíssimo Sacramento e a respeito da Mãe de Deus, sendo o mais conhecido: “As Glórias de Maria”.

Santo Afonso Maria de Ligório, rogai por nós!

Senhor, concedei-me pelos méritos de Santo Afonso Maria de Ligório, o dom do verdadeiro amor fraternal. Com Vossa Graça, ajudai-me, pois não quero mais julgar, condenar, desprezar, excluir. Que eu tenha humildade para aceitar os meus defeitos e procurar melhorá-los. Amém. Maria, Espelho da Justiça, rogai por nós.

Catequese do Papa Bento XVI - 01/08/2012

O Papa Bento XVI retomou nesta quarta-feira, 1º, o encontro semanal com os fiéis e peregrinos, a Audiência Geral. Na catequese, realizada ainda em Castel Gandolfo, onde o Papa passa um período de descanso, o Pontífice lembrou Santo Afonso Maria de Ligório, ao qual se faz memória liturgica neste dia e que trouxe ensinamentos valiosos a respeito da oração. O Santo Padre enfatizou que, somente por meio da oração, é que os fiéis podem acolher a graça de Deus, que nos ilumina e nos torna capazes de exercer o bem.


Boletim da Santa Sé
(Tradução de Thaysi Santos - equipe CN Notícias)



Caros irmãos e irmãs,

Hoje celebramos a memória litúrgica de Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, os Redentoristas, padroeiro dos estudiosos de teologia moral e dos confessores. Santo Afonso é um dos santos mais populares do século XVIII por seu estilo simples e direto e por sua doutrina sobre o sacramento da Penitência: em um período de grande rigor, fruto da influência do jansenismo, ele aconselhava aos confessores que ministrassem este Sacramento manifestando o alegre abraço de Deus Pai, que na sua infinita misericórdia não se cansa de receber o filho arrependido. A celebração de hoje nos dá a oportunidade de debruçarmos sobre os ensinamentos de Santo Afonso a respeito da oração, muito preciosos e cheios de inspiração espiritual. Volto ao ano de 1759, data de seu tratado “O grande meio da oração”, que ele considerava o mais eficaz de todos os seus escritos. Ele descreve a oração como “o meio necessário e seguro para se obter a salvação e todas as graças que necessitamos para alcançá-la." (Introdução) Nesta frase é sintetizado o modo alfonsiano de entender a oração.
Antes de tudo, dizendo que é um meio, nos faz uma recordação no intuito de alcançar: Deus criou por amor, para poder nos dar vida em abundância, mas esta meta, esta vida em plenitude, por causa do pecado, é, por assim dizer, distanciada - todos sabemos - e somente a graça de Deus pode torná-la acessível. Para explicar esta verdade básica e nos fazer entender como é realmente real para o homem os riscos de se perder, Santo Afonso criou uma máxima famosa, muito simples, que diz: "Quem reza se salva, quem não reza se condena." Comentando sobre esta frase lapidar, acrescentou: "Se salvar sem oração é dificílimo, senão impossível... mas rezando o 'salvar-se' é algo seguro e fácil” (II, Conclusão). Ele ainda diz: "Se não oramos, para nós não há desculpa, porque a graça de rezar é dada a todos... se não nos salvarmos, toda a culpa será nossa, por não termos rezado" (ibid.). Dizendo ainda que a oração é uma condição necessária, Santo Afonso queria dar a entender que em cada situação da vida não se pode fazer menos que rezar, especialmente nos momentos de provação e dificuldade. Sempre devemos bater à porta do Senhor com confiança, sabendo que em tudo Ele cuida de seus filhos, de nós. Por isso, somos convidados a não termos medo de recorrer a Ele e de apresentar com confiança os nossos pedidos, na certeza de alcançarmos o que necessitamos.

Caros amigos, esta é a questão central: o que é realmente necessário em minha vida? Respondo com Santo Afonso: "A saúde e todas as graças que por ela necessitamos" (ibid.), é claro, ele quer dizer não só a saúde do corpo, mas acima de tudo, da alma, que Jesus nos dá. Mais do que qualquer outra coisa, precisamos de sua presença libertadora que nos torna plenamente humanos, e por isso, enche de alegria o nosso existir. E só através da oração podemos acolhê-Lo, a Sua graça, que, iluminando-nos em cada situação, faz-nos discernir o verdadeiro bem e, fortalecendo-nos, torna eficaz também a nossa vontade, torna-a capaz de implementar o bem conhecido. Muitas vezes reconhecemos o bem, mas não somos capazes de fazê-lo. Com a oração, conseguimos realizá-lo. O discípulo do Senhor sabe que está sempre exposto à tentação e não deixa de pedir ajuda a Deus em oração, para vencê-la.

Santo Afonso recorda o exemplo de São Filipe Neri - muito interessante – no qual desde o primeiro momento em que ele acordava de manhã, dizia a Deus: "Senhor, ponha hoje as mãos sobre Filipe, porque senão, Filipe vai te trair”. (III, 3) Grande realista! Ele pede a Deus para manter Sua mão sobre ele. Nós também, conscientes de nossa fraqueza, devemos pedir a ajuda de Deus com humildade, confiando na riqueza da Sua misericórdia. Em outra mensagem, Santo Afonso diz: "Somos pobres de tudo, mas se questionamos não somos mais pobres. Se somos pobres, Deus é rico "(II, 4). E, seguindo Santo Agostinho, o convite é para que o cristão não tenha medo de procurar Deus, com a oração, aquele poder que não há igual e é necessário para se fazer o bem, na certeza de que o Senhor não nega sua ajuda àqueles que rezam com humildade (cf. III, 3). Caros amigos, Santo Afonso nos lembra que a relação com Deus é essencial em nossa vida. Sem o relacionamento com Deus falta a relação fundamental e a relação com Deus consiste em falar com Deus na oração pessoal diária e participação nos sacramentos, assim este relacionamento pode crescer em nós, pode crescer em nós a presença divina que conduz o nosso caminho, ilumina-o e o torna seguro e sereno, mesmo no meio de dificuldades e perigos. Obrigado.



(Fonte: CançãoNova.com)