segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Ofício vocacional


Gif Jesus
No mês de agosto, em virtude do mês vocacional, realizamos com os catequizandos a partir de 10 anos o Ofício Vocacional. Esta celebração nos permitiu refletir sobre as diversas vocações de nossa Igreja e agradecer a Deus por fazer aos seus filhos o chamado a ajudá-lo na implantação do Reino já aqui em nosso meio. 
 
 
 Postaremos o Ofício que fizemos com os nossos catequizandos:
  
Invoquemos o Espírito Santo( cantando)
Abertura:
·         Venham catequizandos/ ao Senhor cantar!/ Venham com alegria/ ao nosso Deus festejar.
·         Deste o ventre materno, já nos amastes/ e nos chamaste a vida para vos servir.
·         No Batismo, nos chamaste a santidade, e nos destes talentos para usar em seu louvor.
·         Glória ao Pai, ao Filho e ao Santo Espírito/ Glória a Trindade Santa!/ Gloria ao Deus bendito!
Recordação da vida: No mês de agosto celebramos o mês vocacional. Vocação quer dizer chamado de Deus (entra uma faixa com a palavra vocação). O primeiro chamado que Deus nos faz é o chamado a vida, mas ele também nos chama em nosso Batismo a sermos sacerdotes, profetas e reis. O mês vocacional quer nos chamar à reflexão para a importância da nossa vocação, descobrindo nosso papel e nosso compromisso com a Igreja e a sociedade. Reflexão que deve nos levar à ação, vivenciando no dia-a-dia o chamado que o Pai nos faz.
 
Salmo (139) – Senhor, tu me conheces
Refrão: Para onde irei, para onde fugirei.  Se subo ao céu ou desço ao abismo eu te encontro lá. (bis)
Senhor, tu me examinas e me conheces/ sabes quanto me sento e me levanto/ penetras o meu pensamento/ sabes o meu caminho e meu descanso.
Ainda na barriga de minha mãe tu já me conhecias/ fostes tu que me tecestes e me deste a vida/ eu te louvo porque me fizestes maravilhoso, são admiráveis a sua obra.
Examina-me Senhor e conhece o meu coração/ prova-me e conhece meus sentimentos/ cuida para que eu não desvie de meu caminho.
Proclamação da Palavra
É como a chuva que lava, é como o fogo que arrasa/ tua Palavra é assim não passa por mim sem deixar um sinal. (bis)
Leitura bíblica: Jeremias 20, 7-9
Reflexão: “O amor: eis a minha vocação!” O amor é paciente e bom, a vocação não permite inveja, nem ostentação. O amor não se incha de orgulho, a vocação não admite interesses próprios. O amor não se irrita, a vocação não aceita rancor... o amor jamais acabará! Só um vocacionado “realizado” pode ir até onde vai o amor: ao termo final de nossa fidelidade ao AMOR eterno. A vocação de cada cristão nasce da mais profunda intimidade do Pai, e se concretiza, necessariamente, na vida da Igreja e se projeta, com as demais realidades do dia-a-dia, para as realidades últimas e para a experiência definitiva, no âmbito da graça de Deus. A Igreja nos pede que neste mês de agosto nos dediquemos a uma profunda reflexão sobre as vocações e a orar para que em nossa Igreja frutifique mais vocações. Obedientes à voz da Igreja neste mês celebramos e oremos pelas vocações.
Catequese sobre as vocações: Breve meditação sobre as vocações específica de nossa Igreja. (sacerdotal, familiar, religiosa e leiga).
Oração pelas vocações
 PELO Papa, pelos bispos, presbíteros, diáconos, para que, impulsionados pelo Espírito Santo, coordenem e animem o povo do Senhor, rezemos ao bom Deus.

 POR TODAS as famílias, para que através da intercessão de Maria, possam se espelhar na grandeza da família divina, onde respeito, carinho e amor mútuos seja a base de tudo, rezemos ao bom Deus

 PELOS RELIGIOSOS E RELIGIOSOS que tudo deixaram por causa do Evangelho, a fim de que possam, com liberdade, proclamar a grandeza de Deus a partir de seu carisma congregacional, rezemos ao bom Deus.
POR TODOS OS LEIGOS que doam seus talentos e dons á Igreja de Cristo, em especial neste dia às catequistas, para que possam com sua vida testemunhar Jesus Cristo sendo sal da terra e luz no mundo.
Música: Me chamaste para caminhar na vida contigo
Conclusão: Deus Pai todo poderoso, aumentai os trabalhadores / pois a messe é grande e os trabalhadores são poucos. Louvado Seja o nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Festa da exaltação da Santa Cruz

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: “Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.  (Jo 3,13-17)
 
 
 
 
A Festa da Exaltação da Santa Cruz, que celebramos hoje, 14 de setembro, é a Festa da Exaltação do Cristo vencedor. Para nós cristãos, a cruz é o maior símbolo de nossa fé, cujos traços nós nos persignamos desde o início do dia, quando levantamos, até o fim da noite ao deitarmos. Quando somos apresentados à comunidade cristã, na cerimônia batismal, o primeiro sinal de acolhida é o sinal da cruz traçado em nossa fronte pelo padre, pais e padrinhos, sinalando-nos para sempre com Cristo.
A Cruz recorda o Cristo crucificado, o seu sacrifício, o seu martírio que nos trouxe a salvação. Assim sendo, a Igreja há muito tempo passou a celebrar, exaltar e venerar a Cruz, inclusive como símbolo da árvore da vida que se contrapõe à árvore do pecado no paraíso, quando a serpente do paraíso trouxe a morte, a infelicidade a este mundo, incitando os pais a provarem o fruto da árvore proibida. (Gn 3,17-19)
No deserto, a serpente também provocou a morte dos filhos de Israel, que reclamavam contra Deus e contra Moisés (Nm 21,4-6). Arrependendo-se do seu pecado, o povo pediu a Moisés que intercedesse junto ao Senhor para livrá-los das serpentes. Assim, o Senhor, com sua bondade infinita, ordenou a Moisés que erguesse no centro do acampamento um poste de madeira com uma serpente de bronze pendurada no alto, dizendo que todo aquele que dirigisse seu olhar para a serpente de bronze se curaria. (Nm 21,8-9)
Esses símbolos do passado, muito conhecidos pelo povo (serpente, árvore, pecado, morte), nos dizem que na Festa da Exaltação da Santa Cruz, no lugar da serpente de bronze pendurado no alto de um poste de madeira, encontramos o próprio Jesus levantado no lenho da Cruz. Se o pecado e a morte tiveram sua entrada neste mundo através do demônio (serpente do paraíso) e do deserto, a bênção, a salvação e a vida eterna vêm do Cristo levantado no alto da Cruz, de onde Ele atrai para si os olhares de toda a humanidade. Assim, a Igreja canta na Liturgia Eucarística de Festa: “Santa Cruz adorável, de onde a vida brotou, nós, por Ti redimidos, te cantamos louvor!”
A Cruz não é uma divindade, um ídolo feito de madeira, barro ou bronze, mas sim, santa e sagrada, onde pendeu o Salvador do mundo. Traçando o sinal da cruz em nossa fronte, a todo o momento nós louvamos e bendizemos a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, agradecendo o tão grande bem e amor que, pela CRUZ, o Senhor continua a derramar sobre nós.
 
(Fonte: Catequisar.com.br)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Catequese do Papa Bento XVI-Oração no Apocalipse II - 12/09/2012

Boletim da Santa Sé
(Tradução: Jéssica Marçal – equipe CN Notícias)




Caros irmãos e irmãs,

Quarta-feira passada falei da
oração na primeira parte do Apocalipse, hoje passamos para a segunda parte do livro, e enquanto na primeira parte, a oração é orientada para o interior da vida eclesial, a atenção da segunda parte é voltada ao mundo inteiro; a Igreja, de fato, caminha na história, é sua parte segundo o projeto de Deus. A assembleia que, escutando a mensagem de João apresentada pelo narrador, redescobriu a própria missão de colaborar com o desenvolvimento do Reino de Deus como “sacerdotes de Deus e de Cristo” (Ap 20,6; cfr 1,5; 5,10), e se abre ao mundo dos homens. E aqui emergem dois modos de viver em uma relação dialética entre eles: o primeiro podemos definir como o “sistema de Cristo”, ao qual a assembleia tem o prazer de pertencer, e o segundo é o “sistema terrestre anti-Reino e anti-aliança posto em prática pela influência do Maligno”, o qual, enganando o homem, quer implantar um mundo oposto àquele desejado por Cristo e por Deus (cfr Pontifícia Comissão Bíblica, Bíblia e Moral, raízes do agir cristão, 70). A Assembleia deve então saber ler de forma profunda a história que está vivendo, aprendendo a discernir com a fé os acontecimentos para colaborar, com sua ação, para o desenvolvimento do Reino de Deus. E este exercício de leitura e de discernimento, como também de ação, está ligado à oração.
Primeiro, após o apelo insistente de Cristo que, na primeira parte do Apocalipse, sete vezes disse: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz à Igreja” (cfr Ap 2,7.11.17.29; 3,6.13.22), a assembleia é convidada a subir ao céu para assistir à realidade com os olhos de Deus; e aqui encontramos três símbolos, pontos de referência para a leitura da história: o trono de Deus, o Cordeiro e o livro (cfr Ap 4,1 – 5,14).
O primeiro símbolo é o trono, sobre o qual está sentado um personagem que João não descreve, porque supera qualquer representação humana; pode somente sugerir a beleza e alegria que se prova encontrando-se diante dele. Este personagem misterioso é Deus, Deus onipotente que não permaneceu fechado no seu Céu, mas se fez próximo ao homem, entrando em aliança com ele; Deus que faz sentir na história, de modo misterioso mas real, a sua voz simbolizada pelo relâmpago e pelo trovão. Há vários elementos que aparecem ao redor do trono de Deus, como os 24 anciãos e quatro seres seres viventes, que constantemente louvam o único Senhor da história.
Primeiro símbolo, o trono. Segundo símbolo é o livro, que contém o plano de Deus sobre os acontecimentos e sobre os homens; é fechado hermeticamente por sete selos e ninguém é capaz de lê-lo. Diante dessa incapacidade do homem de analisar o projeto de Deus, João sente uma profunda tristeza que o leva às lágrimas. Mas há um remédio para a perda do homem diante do mistério da história: qualquer um é capaz de abrir o livro e de iluminá-lo.
E aqui aparece o terceiro símbolo: Cristo, o Cordeiro imolado no Sacrifício da Cruz, mas que está em pé, sinal da Ressurreição. É o próprio Cordeiro, o Cristo morto e ressuscitado, que progressivamente abre o selo e revela o plano de Deus, o sentido profundo da história.
O que dizem estes símbolos? Eles nos recordam qual é o caminho para saber ler os fatos da história e da nossa própria vida. Olhando para o Céu, no relacionamento constante com Cristo, abrindo a Ele o nosso coração a nossa mente na oração pessoal e comunitária, nós aprendemos a ver as coisas de um modo novo e a colher o sentido verdadeiro. A oração é como uma janela aberta que nos permite ter o olhar voltado para Deus, não somente para nos recordar a meta para a qual nos dirigimos, mas também para deixar que a vontade de Deus ilumine o nosso caminho terrestre e nos ajude a vivê-lo com intensidade e compromisso.
De que modo o Senhor guia a comunidade cristã a uma leitura mais profunda da história? Primeiro convidando-a a considerar com realismo o presente que estamos vivendo. O Cordeiro abre agora os primeiros quatro selos do livro e a Igreja vê o mundo em que está inserida, um mundo em que existem vários elementos negativos. Existem os males que o homem causa, como a violência, que nasce do desejo de possuir, de prevalecer uns sobre os outros, de modo a atingir para matar (segundo selo); ou a injustiça, porque os homens não respeitam as leis que lhes são dadas (terceiro selo). A estes se unem os males que o homem deve sofrer, como a morte, a fome, a enfermidade (quarto selo). Diante dessa realidade, muitas vezes dramática, a comunidade eclesial é convidada a não perder nunca a esperança, a crer firmemente que a aparente onipotência do Maligno colide com a verdadeira onipotência de Deus. E o primeiro selo que o Cordeiro dissolve contém precisamente esta mensagem. Narra João: “Eu vi: eis um cavalo branco. Com aquele que nele cavalgava tinha um arco; lhe foi dada uma coroa e ele saiu vitorioso para vencer ainda” (Ap 6,2). Na história do homem entrou a força de Deus, que não somente é capaz de equilibrar o mal, mas vencê-lo; a cor branca lembra a Ressurreição: Deus se fez tão próximo para, na escuridão da morte, iluminá-la com o esplendor de sua vida divina; tomou sobre si o mal do mundo para purificá-lo com o fogo do seu amor.
Como crescer nesta leitura cristã da realidade? O Apocalipse nos diz que a oração alimenta em cada um de nós e nas nossas comunidades esta visão de luz e de profunda esperança: nos convida a não nos deixarmos vencer pelo mal, mas a vencer o mal com o bem, a olhar para Cristo Crucificado e Ressuscitado que nos associa à sua vitória. A Igreja vive na história, não se fecha em si mesma, mas enfrenta com coragem o seu caminho em meio à dificuldade e sofrimento, afirmando com força que o mal em definitivo não vence o bem, a escuridão não ofusca o esplendor de Deus. Este é um ponto importante para nós; como cristãos não podemos nunca ser pessimistas; sabemos bem que no caminho da nossa vida encontramos muita violência, mentira, ódio, perseguição, mas isto não nos desencoraja. Sobretudo, a oração nos educa a ver os sinais de Deus, a sua presença e ação nos faz sermos nós mesmos luzes do bem, que espalham a esperança e indicam que a vitória é de Deus.
Esta perspectiva leva a elevar a Deus e ao Cordeiro graças e louvores: os 24 anciãos e os quatro seres viventes cantam juntos o “canto novo” que celebra a obra de Cristo Cordeiro, o qual faz “novas todas as coisas” (Ap 21, 5). Mas esta renovação é acima de tudo um dom a ser pedido. E aqui encontramos um outro elemento que deve caracterizar a oração: invocar ao Senhor com insistência que o seu Reino venha, que o homem tenha o coração dócil à soberania de Deus, que seja a sua vontade a orientar a nossa vida e a do mundo. Na visão do Apocalipse esta oração de petição é representada por um particular importante: “os 24 anciãos” e “os quatro seres viventes” têm em mãos, junto à harpa que acompanha o seu canto, “taças de ouro cheias de incenso” (5,8a) que, como é explicado, “são as orações dos santos” (5,8b), daqueles, isso é, que já alcançaram Deus, mas também de todos nós que nos encontramos no caminho. E vejamos que diante do trono de Deus, um anjo tem em mãos um incensário de ouro em que coloca continuamente os grãos de incenso, que são nossas orações, cuja fragrância doce é oferecida junto às orações que apresentam-se diante de Deus. (cfr Ap 8,1-4). É um simbolismo que nos diz como todas as nossas orações – com todas as limitações, a fadiga, a pobreza, a aridez, as imperfeições que podem ter – vêm quase purificar e alcançar o coração de Deus. Precisamos certificar, isto é, que não existem orações supérfluas, inúteis; nada está perdido. E elas são respondidas, mesmo que às vezes de forma misteriosa, porque Deus é amor e misericórdia infinita. O anjo – escreve João – “tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e jogou-o na terra: sendo seguido de trovões, sons, relâmpagos e um terremoto” (Ap 8,5). Esta imagem significa que Deus não é insensível à nossas súplicas, intervém e faz sentir o seu poder e a sua voz sobre a terra, faz tremer e perturba o sistema do Maligno. Muitas vezes, diante do mal se tem a sensação de não poder fazer nada, mas é a nossa própria oração a primeira resposta e mais eficaz que podemos dar e que faz mais forte o nosso cotidiano empenho em espalhar o bem. O poder de Deus fecunda a nossa fraqueza (cfr Rm 8,26-27).
Permitam-me concluir com algumas palavras sobre diálogo final (cfr Ap 22,6-21). Jesus repete várias vezes: “Eis que venho sem demora” (Ap 22,7.12). Esta afirmação não indica somente a perspectiva futura ao final dos tempos, mas também aquela presente: Jesus vem, coloca sua morada sobre quem acredita Nele e O acolhe. A assembleia, então, guiada pelo Espírito Santo, repete a Jesus o convite a tornar-se cada vez mais perto: “Vem” (Ap 22,17a). E como a noiva (22,17) que aspira ardentemente a plenitude do casamento. Pela terceira vez recorre à invocação: “Amém. Vem, Senhor Jesus” (22,20b); e o leitor conclui com uma expressão que manifesta o sentido dessa presença: “A graça do Senhor Jesus esteja com todos” (22,21).
O Apocalipse, mesmo na complexidade de símbolos, nos envolve numa oração muito rica, pela qual também nós escutamos, elogiamos, agradecemos, contemplamos o Senhor, lhe pedimos perdão. A sua estrutura de grande oração litúrgica comunitária é também um forte chamado a redescobrir o encargo extraordinário e poder transformador que tem a Eucaristia; em particular quero convidar com força a serem fiéis à Santa Missa dominical no Dia do Senhor, o Domingo, verdadeiro centro da semana!
A riqueza da oração em Apocalipse nos faz pensar em um diamante, que tem uma fascinante variedade de facetas, mas cuja preciosidade reside na pureza de um único núcleo central. As sugestivas formas de oração que encontramos no Apocalipse fazem brilhar então a preciosidade única e indizível de Jesus Cristo. Obrigada.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Catequese do Papa Bento XVI- 05/09/2012

Boletim Sala de Imprensa da Santa Sé
(Tradução de Thaysi Santos - equipe CN Notícias)







Queridos irmãos e irmãs, hoje, após as férias, retomamos a audiência no Vaticano, continuando a "Escola de oração" que estou vivendo juntamente com vocês nesta Catequese de quarta-feira.
Hoje quero falar sobre a oração no livro do Apocalipse que, como sabem, é o último do Novo Testamento. É um livro difícil, mas que contém uma grande riqueza, coloca-nos em contato com a oração viva e palpitante da assembléia cristã, reunida “no dia do Senhor" (Ap. 1,10): este é o pano de fundo no qual se desenvolve o texto.
Um leitor apresenta à assembléia uma mensagem confiada pelo Senhor ao evangelista João. O leitor e a assembléia constituem, por assim dizer, os dois protagonistas do desenvolvimento do livro. A eles, desde o início, é dirigida uma saudação festiva: "Bem-aventurado aquele que lê e os que ouvem a palavra dessa profecia" (1,3). Do diálogo constante entre eles, brota uma sinfonia de oração, que se desenvolve com uma grande variedade de formas até o fim. Ouvindo o leitor que apresenta a mensagem, ouvindo e observando a assembléia que reage, a oração deles tende a se tornar nossa também.
A primeira parte do Apocalipse (1,4-3,22) apresenta, na atitude da assembléia que reza, três fases sucessivas. A primeira (1,4-8) consiste em um diálogo - único caso no Novo Testamento - que ocorre entre a assembléia reunida e o leitor, que lhe dirige uma saudação de bênção: "Graça e paz" (1,4). O leitor prossegue destacando a fonte dessa saudação: ela vem da Trindade: do Pai, do Espírito Santo, de Jesus Cristo, envolvidos juntos no levar adiante o projeto de criação e salvação para a humanidade.
A assembléia escuta e, quando ouve chamar o nome de Jesus Cristo, há como uma explosão de alegria, então responde com entusiasmo, elevando a seguinte oração de louvor: "Àquele que nos ama e nos libertou de nossos pecados com o seu sangue, que fez de nós um reino, sacerdotes para Deus e Pai, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém" (1,5b-6). A assembléia, envolta pelo amor de Cristo, se sente liberta da escravidão do pecado e proclama o "Reino" de Jesus Cristo, que pertence totalmente a Ele. Reconhece a grande missão que, através do Batismo, foi confiada a ela, de levar ao mundo a presença de Deus. E conclui essa celebração de ação de graças olhando novamente para Jesus e, com crescente entusiasmo, reconhece n'Ele "a glória e o poder" para salvar a humanidade. O "Amém" final conclui o hino de louvor a Cristo.
Já nestes primeiros quatro versículos contêm uma grande riqueza de informação para nós, diz que a nossa oração deve ser, acima de tudo, escutar Deus, que nos fala. Submersos com tantas palavras, somos pouco acostumados a ouvir, sobretudo nos recolhermos interiormente para estar atento ao que Deus quer nos dizer. Esses versículos ensinam-nos que a nossa oração, muitas vezes apenas de pedidos, deve ser, antes de tudo, de louvor a Deus por seu amor, pelo dom de Jesus Cristo, que nos trouxe força, esperança e salvação.
Uma nova intervenção do leitor, então, convida a assembléia, cativada pelo amor de Cristo, ao compromisso de assimilar sua presença em sua vida. Diz assim: "Eis que vem com as nuvens e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram, e todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele" (1,7a). Depois de subir ao céu em uma "nuvem", símbolo de transcendência (cf. Atos 1:9), Jesus Cristo retornará assim como ascendeu ao céu (cf. Atos 1,11b). Então, todos os povos o reconhecerão e, como exorta São João no quarto Evangelho, "olharão para Aquele que transpassaram" (19,37). Pensarão nos próprios pecados, na causa de Sua crucifixão e, como aqueles que tinham testemunhado tudo isso de forma direta no Calvário, “vão se lamentar" (cf. Lc 23,48) pedir perdão a Ele, para segui-Lo e preparar assim a plena comunhão com Ele, depois de seu retorno final.
A assembléia reflete sobre essa mensagem e diz: "Sim. Amém." (Ap 1,7 b). Exprime com seu "sim" a aceitação plena do que foi comunicado e pede que isso possa de fato se tornar realidade. É a oração da assembléia, que medita sobre o amor de Deus manifestado de forma suprema na Cruz e clama por viver a coerência dos discípulos de Cristo. E a resposta de Deus: "Eu sou o Alfa e o Ômega, Aquele que é, que era e que há de vir, o Todo Poderoso" (1,8). Deus, que se revela como o início e fim da história, aceita e leva a sério o pedido da assembléia. Ele foi, é e será presente e ativo com o seu amor nas relações humanas, no presente, tanto no futuro, como no passado, até chegar o fim dos tempos. Esta é a promessa de Deus e aqui encontramos outro elemento importante: a oração constante desperta em nós um senso de presença do Senhor em nossa vida e na história, uma presença que nos sustenta, nos guia e nos dá uma grande esperança no meio da escuridão de certos acontecimentos humanos. Além disso, cada oração, mesmo aquela feita na solidão mais radical, nunca é um isolar-se e nunca é estéril, mas é a força vital para alimentar uma vida cristã cada vez mais comprometida e coerente.
A segunda fase da oração da assembléia (1,9-22) aprofunda ainda mais o relacionamento com Jesus Cristo: o Senhor se mostra, fala, age, e a comunidade, sempre mais perto Dele, ouve, reage e acolhe. Na mensagem apresentada pelo leitor, São João relata sua experiência pessoal de encontro com Cristo: se encontra na ilha de Patmos, por causa da "palavra de Deus e do testemunho de Jesus" (1,9) e é “o dia do Senhor " (1,10a), o domingo, dia em que celebramos a Ressurreição. E São João está "tomado pelo Espírito" (1,10a). O Espírito Santo o preenche e o renova, ampliando sua capacidade de acolher Jesus, o qual convida-o a escrever. A oração da assembléia que escuta, gradualmente assume uma atitude contemplativa motivada pelos verbos "ver", "olhar": contemple, tudo o que o leitor propõe, internalize-o e o assuma como seu.
João ouve "uma voz forte como de trombeta" (1,10b), a voz o ordena a enviar uma mensagem "às sete igrejas" (1,11) que se encontram na Ásia Menor e, por meio disso, a todas as igrejas de todos os tempos, juntamente com seus pastores. O termo "voz... de trombeta", tirado do livro do Êxodo (cf. 20,18), recorda a manifestação divina a Moisés no Monte Sinai e indica a voz de Deus que fala do céu, da sua transcendência. Aqui é atribuída a Jesus Cristo, o Ressuscitado, que da glória do Pai fala com a voz de Deus à assembléia em oração.
Virando-se "para ver a voz" (1,12), João vê "sete candelabros de ouro e em meio a eles, algo semelhante ao Filho do homem" (1,12-13), um termo muito familiar a João, que indica o próprio Jesus. Os castiçais de ouro, com suas velas acesas, indicam a Igreja de todos os tempos em postura de oração na Liturgia: Jesus ressuscitado, o "Filho do Homem" se encontra em meio a tudo isso, revestido com as vestes do sumo sacerdote do Antigo Testamento, atua como um mediador junto ao Pai.
Na mensagem simbólica de João, segue uma manifestação visível de Cristo Ressuscitado, com as características próprias de Deus, citadas no Antigo Testamento. Ele fala dos "cabelos... brancos como a lã, como a neve" (1,14), símbolo da eternidade de Deus (cf. Dn 7,9) e da Ressurreição.
Um segundo símbolo é o fogo, que no Antigo Testamento muitas vezes é associado a Deus para mostrar duas propriedades. A primeira é a intensidade de seu amor ciumento, que anima sua aliança com o homem (cf. Dt 4,24). É esta intensidade que se lê nos olhos de Jesus Ressuscitado: "Seus olhos eram como chama de fogo" (Ap 1,14a). A segunda é a capacidade irrestringível de vencer o mal como um "fogo devorador" (Dt 9,3). Assim também "os pés" de Jesus, no caminho por enfrentar e destruir o mal, tem o brilho do "bronze brilhante" (Ap 1,15).
A voz de Jesus Cristo então, "como o som de muitas águas" (1,15c), tem o ruído impressionante "da glória do Deus de Israel" que segue rumo a Jerusalém, mencionado pelo profeta Ezequiel (cf. 43,2). Seguem ainda três elementos simbólicos que mostram o quanto Cristo Ressuscitado está fazendo por sua Igreja: a mantém firme em sua mão direita – uma imagem muito importante: Jesus tem a Igreja em sua mão - fala a Ela com o poder penetrante de uma espada afiada e revela o esplendor de sua divindade: "Seu rosto era como o sol que brilha em todo o seu esplendor" (Ap 1:16). João se sente tão tomado por esta maravilhosa experiência do Ressuscitado, que perde as forças e cai como morto.
Depois desta experiência de revelação, o Apóstolo está à frente do Senhor Jesus que fala com ele, tranquiliza-o, coloca a mão em sua cabeça, revela sua identidade de Crucificado Ressuscitado e lhe confia a missão de transmitir sua mensagem à Igreja (cf. Ap 1,17-18). Algo belo é esse Deus diante daquele que perde as forças e cai como morto. É o amigo da vida, que coloca Sua mão em nossa cabeça. Assim será também para nós: somos amigos de Jesus. Depois da revelação de Deus Ressuscitado, Cristo Ressuscitado, não haverá temor, mas será o encontro com o amigo. A Assembléia também vive com João o momento especial de luz diante do Senhor, unidos. No entanto, é a experiência do encontro diário com Jesus, experimentando a riqueza do contato com o Senhor, que preenche todo o espaço da existência.
Na terceira e última fase da primeira parte do Apocalipse (Ap 2,3), o leitor propõe à assembléia uma mensagem na qual Jesus fala em primeira pessoa. Dirigida às sete igrejas situadas na Ásia Menor, próximo a Éfeso, as palavras de Jesus partem da situação particular de cada igreja, para depois se estender às igrejas de todos os tempos. Jesus entra na realidade de cada igreja, enfatizando luz e sombra, fazendo um apelo urgente: "Convertei-vos" (2,5.16; 3,19c). "Guardai o que tens" (3,11), "praticai as primeiras obras" (2,5); "Sejais zelosos, portanto, e vos convertei" (3,19b)... Esta palavra de Jesus, se ouvida com fé, imediatamente passa a ser eficaz: a Igreja em oração, acolhendo a Palavra de Deus se transforma.
Todas as igrejas precisam colocar-se à escuta do Senhor, abrindo-se ao Espírito, como Jesus pede insistentemente, que repetiu este pedido sete vezes: "Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" (2,7.11.17.29; 3,6.13.22). A assembléia ouve a mensagem recebendo um estímulo para o arrependimento, a conversão, a perseverança no amor, a orientação para o caminho.
Queridos amigos, o livro do Apocalipse nos apresenta uma comunidade reunida em oração, porque é na oração que experimentamos de forma crescente a presença de Jesus conosco e em nós. Quanto mais e melhor rezarmos, com constância e intensidade, mais nos assimilaremos a Ele, e Ele realmente entrará em nossa vida e a guiará, dando-nos alegria e paz. E quanto mais nós conhecermos, amarmos e seguirmos Jesus, mais sentiremos a necessidade de parar e rezar, recebendo d'Ele serenidade, esperança e força em nossas vidas. Obrigado pela atenção.

 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Assim como Jesus perdoou eu também vou perdoar

Boneco de massinhaEm agosto a proposta para a celebração, seguindo a mesma temática das atitudes de Jesus, foi a atitude do perdão. Com esta celebração levamos os nossos catequizandos a celebrar o perdão de Deus em nossa vida e mostramos para os catequizandos que assim como Jesus nos perdoa também devemos perdoar os nossos irmãos. " Perdoai as ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido"- disse Jesus.



Iniciamos a nossa celebração com um louvor com os catequizandos preparando-os para a celebração. Contamos uma história chamada "Ana Coração" mostrando que é possível mesmo o coraçãozinho mais cheio de pecado voltar para Deus e que Deus não ama o pecado mas está de braços abertos para receber o pecador.


 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
Recebemos a Palavra de Deus em nosso meio- Palavra que norteia toda a nossa Catequese. Com a ajuda de Toninho contamos para os catequizandos a Parábola do Filho Pródigo. Após ouvir a Palavra os catequizandos foram motivados a reconstruir o texto e depois meditamos o contexto e o pretexto desta história. Foi maravilhosa a participação dos catequizandos!
 
 

 
 
 
  
 
 
 
 
Para terminar a celebração fizemos uma oração com os catequizandos e por ser o último sábado de agosto oramos em especial por nossas catequistas. Foi um momento muito lindo de nossa catequese!
 
 
 

Atividade sobre a Igreja- comportamento na Casa de Deus

Gif abelhinhaEsta atividade foi dada para os catequizandos após a apresentação das duas dinâmicas sobre a Igreja. Após conscientizar os catequizandos sobre que a Igreja somos todos nós, que formamos a Família de Deus e quem faz parte desta família, damos algumas dicas para os catequizandos sobre o comportamento na Casa de Deus. 
 
 
 
 

domingo, 2 de setembro de 2012

Igreja, comunidade de amor- sugestão de dinâmica

Boneco de massinhaApós a apresentação da dinâmica sobre a hierarquia da Igreja era necessário conscientizar os catequizandos que a Igreja não é somente a pessoa do sacerdote( ele não é o único responsável pelo seu crescimento), mas que a Igreja é uma comunidade de amor, do qual todos somos responsáveis.
 
Material necessário: siluetas de bonecos e em cada um colar a foto de um membro da comunidade Igreja (padre, catequistas, catequizandos, pais) e colocar uma letra da palavra Igreja.
 
 
 

Desenvolvimento:
 
(Mostrar o primeiro boneco)- A foto de quem estamos vendo? Este é o padre de nossa comunidade. Já aprendemos que o padre cuida da Paróquia, que faz parte da Igreja, a grande família de Deus. O que mesmo que o padre faz? (deixar os catequizandos falarem). Mas será que o padre tem que cuidar sozinho da Igreja?
 
(Mostrar o segundo boneco)- Mas aqui nós temos mais um bonequinho e nele tem a foto de alguém. Quem é esta pessoa? ( colocamos fotos das crianças da catequese e a cada foto que íamos mostrando representava uma surpresa para os catequizandos). Temos aqui a foto da Thainá, a nossa coleguinha da Catequese. E sabe porque tem a foto dela aqui? Porque ela também faz parte da grande família de Deus, ela é filha amada de Deus.
 
(Mostrar o terceiro boneco)- Epa! Mas eu conheço esta pessoa... esta pessoa sou eu! Eu também faço parte desta linda família, que junta forma a comunidade de amor- a Igreja. Esta comunidade deve ter muito amor, união e alegria em servir a Jesus .
 
(Mostrar o quarto boneco)- Veja minha gente, neste bonequinho está mais um coleguinha nosso, quem é ele? (deixar os catequizandos falarem). João Marcos também faz parte da Igreja a família de Deus. Mas crianças, o que fazemos na Igreja? (participamos da missa, da catequese, fazemos oração...) Sabia que mesmo vocês que ainda são crianças já podem ajudar na Casa de Deus! Isso mesmo, em nossa comunidade muitos de vocês participam do coral, da catequese, fazem parte da Infância Missionária, fazem leituras na missa, são coroinhas, ou seja, já estão ajudando a Igreja crescer. Existem outras formas de ajudar a Igreja ser mais animada (deixar os catequizandos falarem).
 
(Mostrar o quinto boneco)- Aqui temos mais um bonequinho e nesse bonequinho nós vemos uma mãe. Esta é a mãe de que coleguinha? (escolhemos uma mãe que sempre está presente na catequese). A mãe do Pedro Henrique. Ela também é família de Deus, assim como os nossos pais, os nossos parentes e os nossos vizinhos. Todos juntos formam a família de Deus e Jesus convida a cada um de nós que faz parte desta comunidade a ajudar na Igreja seja cantando, lendo, ajudando na arrumação, na limpeza ( pedir que os catequizandos vão falando outras formas de ajudar). Jesus se alegra quando com alegria servimos a Deus na Igreja e vivemos bem unidos na Comunidade.
 
(Mostrar o último boneco)- Para terminar temos no bonequinho o retrato de duas irmãs que participam da catequese. Assim como essas irmãs estão juntinhas e se amam Deus quer que vivamos na Igreja como irmãos. Todos nós somos irmãos, filhos de um mesmo Pai (Deus) e vivemos unidos na Igreja.
 
 

 
 
GifTerminar a apresentação da dinâmica cantando:
 
Uma criançinha na Casa de Deus, é muito bom!
Duas criancinhas na Casa de Deus , é muito, muito bom!
Três criancinhas na Casa de Deus, é muito, muito, muito bom!
Quatro criancinhas na Casa de Deus, é muito, muito, muito, muito bom!
 
A Cristo dai louvor/ com todo o ser/ com todo o corpo a Cristo dai louvor
Com as mãos e os pés/ a cabeça e a voz/ com seu corpo dai louvor.

(A medida que você for apresentando os bonequinhos ir pregando em uma parede, ao final todos juntos formarão a palavra Igreja).

 

A Igreja e a sua hierarquia- sugestão de dinâmica


 Gif JesusIremos postar uma sugestão de uma dinâmica sobre a Igreja e sua hierarquia. É importante que o catequizando compreenda que a Igreja é uma comunidade de amor e que todos fazemos parte desta comunidade e que não é possível ser cristão sem a experiência de comunidade. Os catequizandos tem que conhecer as pessoas que fazem parte desta comunidade e que unidas fazem a Igreja crescer!

 
Material necessário: casinha, figuras contendo fotos (Jesus, Maria, Papa  Bento XVI, bispo, padre, leigos - importante que se possível estas fotos sejam das pessoas que ocupam de fato os cargos de sua diocese/paróquia)
 
 
 
 
Ao confeccionar as fichas com as fotos é importante fazer de cores diferentes fichas da Igreja invisível (amarela) e da Igreja visível (rosa). 
 
Desenvolvimento:
 
Começar a história fazendo a seguinte perguntas para os catequizandos. Todos nós temos uma casa. Como é a casa em que você mora? Quem mora em sua casa?
 
Pois é, hoje vou falar para vocês de uma casa muito importante e especial. É uma casa tão especial que o seu dono é maravilhoso e o que é mais legal é uma casa onde mora uma grande família. E esta casa é igual coração de mãe ... sempre cabe mais um!
 
Vocês querem conhecer quem mora nesta casa? Vamos conhecer um por um!
 
 
 
 
 
Nesta casa mora uma grande família e esta família tem um chefe e grande amigo. Ele é que fundou esta grande família e sempre está de olho, cuidando dos membros desta família. E isso tudo Ele faz por amor, Ele nos ama muito. Ele é o chefe invísivel desta família. Não podemos vê-lo com os olhos , mas podemos sentí-lo com o nosso coração e saber que Ele cuida de verdade desta família.  Vocês sabem o nome dele? (mostrar a figura de Jesus) Isso mesmo, seu nome é Jesus, foi Ele que construiu com a ajuda de seus seguidores esta grande casa.
 
 
 
 
 
Mas esta linda família, que mora nesta casa especial tem uma mãezinha e que mãezinha mais carinhosa! Ela cuida de nós e pede a Jesus por cada membro desta família. Ela pede por mim, por você (falar alguns nomes dos catequizandos) por todo o mundo. Vou mostrar o retrato dela e quero que vocês falem o nome dela bem alto (mostrar a foto e incentivar as crianças a falarem juntos o nome de Maria). Parabéns criançada linda de Jesus, o nome de nossa mãezinha é Maria e ela do céu cuida de nós. Ela é mãe e rainha desta linda família.
 
 
 
Mas toda a família tem que ter alguém que ampara, que conduz a família. Aquela pessoa que educa, que corrige, que ampara senão tudo vira uma bagunça. Na casa de vocês é assim também, não é verdade! Tem famílias que o chefe é o papai, em outras é a mamãe e tem algumas que é os avós. E nesta família também é assim... tem alguém que acompanha, que conduz para que esta família que mora nesta casa vivam todos juntinhos em harmonia. Ele é o chefe visível desta família, ou seja podemos vê-lo ele esta conosco aqui na terra. Ele tem muita sabedoria , vou mostrar a foto para vocês. (mostrar a foto para os catequizando e incentivá-los a falar o nome dele... você vai se surpreender pois mesmo os catequizandos menores tem um grande carinho pelo Papa Bento XVI). Isso mesmo, crianças é o Papa Bento XVI. Ele é o chefe visível desta família e esta no Vaticano cuidando desta família.
 
 
 
 
Mas esta família é enorme! Muitas pessoas moram nesta casa e é tanta gente que o Papa, que é o chefe desta família, precisa de ajudantes. E sabe quem são esses ajudantes ? São os bispos que ajudam o papa a conduzir esta grande família. Eles são os chefes das dioceses.  Crianças vocês sabiam que a nossa cidade de Caratinga é sede de uma diocese... A Diocese de Caratinga!(adaptar de acordo com a realidade do lugar). E o bispo mora aqui em Caratinga e vai ganhar um forte abraço e um beijinho quem sabe o nome deste grande ajudante do Papa... (pedir aos catequizandos que digam o nome do bispo).
 
 
 
 
 
 
Mas o nosso bispo precisa de ajudantes para ajudar a conduzir esta grande família. E este membro da família tem a tarefa de ficar mais pertinho, ajudando as pessoas a conhecerem mais Jesus e o que é melhor nos dando o alimento que alimenta a nossa alma: a Eucaristia. São os padres! Os padres cuidam das paróquias e nossa comunidade está em uma paróquia ( Paróquia da Conceição). Vocês sabem o nome de nosso pároco (mostrar a foto do pároco).  O nome dele é José Carlos e quem já viu ele de pertinho? Quem já participou da missa que ele presidiu ? (incentivar os catequizandos a falarem sobre o pároco, como ele é, o que faz etc.) Além do padre José Carlos aqui em nossa Paróquia da Conceição temos também um outro padre que é chamado de vigário, ele ajuda o padre em suas tarefas e seu nome é Marlone. 
 




 

 
Fui falando para vocês cada membro desta família vamos releembrar quem são eles (neste momento os catequizandos vão fazendo memória de cada um) mas está faltando falar dos membros que também fazem parte desta grande família e que ajudam esta família a ficar cada vez maior, mais bonita, mais alegre! Eu duvido que vocês saibam quem são! (desafiem os catequizandos a darem a resposta). Isto mesmo, quem está faltando nesta família somos nós ( mostrar a foto da comunidade e se for possível uma foto de pessoas que realmente fazem parte da comunidade, pois assim os catequizandos irão se identificar e sentir parte da comunidade). Cada um de nós somos responsáveis também por esta linda família, com os nossos dons e talentos! Com a nossa ajuda esta família vai ficar bem legal!
 
 
 
Esta família é a Família de Deus e a casa que esta família mora é a Igreja. (mostrar as fotos). A Igreja não é somente a casa de tijolos que vamos todos os domingos participar da missa, ou vamos participar da adoração ou alguma novena. A Igreja somos todos nós que fazemos parte da família de Deus. E esta família é enorme, ela está em todo mundo! E assim como em nossa casa todos os membros de nossa família tem que ajudar  ( ir falando fatos que acontecem nas famílias: por exemplo o papai e a mamãe trabalham, os filhos ajudam a arrumar o quarto etc...) na Igreja também temos que ajudar e participar dela com muito amor: seja cantando no coral, seja lendo na missa ou até mesmo me comportando bem na Casa de Deus estamos ajudando para que a nossa Família, a Família de Deus sempre cresça mais e cada vez mais bonitfa. E aí quem faz parte desta grande família? Todos nós que amamos a Jesus e queremos seguí-lo. Jesus te convida e te espera nesta grande família, a Igreja.
 
Esta dinâmica foi apresentada para todos os catequizandos de 04 a 09 anos na oração inicial (momento em que todos os catequizandos se reúnem no salão antes de irem para o encontro na sala). Os catequizandos interagiram com a história e foram compreendendo como a nossa Igreja se organiza. Foi muito legal! Algumas fotos deste momento:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 1 de setembro de 2012

Igreja Católica- comunidade de amor

A Comunidade é o lugar onde os cristãos se encontram, rezam e se ajudam. A Igreja hoje se organiza em pequenas comunidades, que buscam os exemplos dos primeiros cristãos para se organizar e para viver. Não é possível ser cristão sem a experiência da Comunidade. 



 
 
 
A Igreja Católica define-se pelas palavras do Credo Niceno-Constantinopolitano, como:una, santa, católica e apostólica. Una porque nela subsiste a única instituição verdadeiramente fundada e encabeçada por Cristo para reunir o povo de Deus, porque ela tem como alma o Espírito Santo, que une todos os fiéis na comunhão em Cristo e porque ela tem uma só fé, uma só vida sacramental, uma única sucessão apostólica, uma comum esperança e a mesma caridade. Santa  por causa da sua ligação única com Deus, o seu Autor, porque "o Espírito Santo vivificou-a com a caridade" e porque ela é a "Esposa de Cristo". Católica porque a Igreja é universal e está espalhada por toda a Terra; é portadora da integralidade e totalidade do depósito da fé; "leva e administra a plenitude dos meios" necessários para a salvação" (incluindo os sete sacramentos), dados por Jesus à sua Igreja; "é enviada em missão a todos os povos, em todos os tempos e qualquer que seja a cultura a que eles pertençam"; e nela está presente Cristo. Apostólica porque ela é fundamentada na doutrina dos Apóstolos cuja missão recebeu sem ruptura. Segundo a Doutrina Católica, todos os Bispos da Igreja são sucessores dos Apóstolos e o Papa, Chefe da Igreja, é o sucessor de São Pedro ("Príncipe dos Apóstolos"), que é a pedra na qual Cristo edificou a sua Igreja.
Como Senhor, Cristo é também a cabeça da Igreja, que é seu Corpo. Elevado ao céu e glorificado, tendo assim cumprido plenamente sua missão, Ele permanece na terra em sua Igreja. A redenção é a fonte da autoridade que Cristo, em Virtude do Espírito Santo, exerce sobre a Igreja”. O Reino de Cristo já está misteriosamente presente na Igreja”, germe e início deste Reino na terra. (CIC§669) A Igreja Católica, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo é o início do Reino de Deus nesta terra. É o germe. A célula fundante. É nela que aprendemos os fundamentos e as leis que hão reger este reino glorioso.
 
A estrutura da Igreja Católica
 
Vaticano: sede da Igreja Católica, onde se encontra o bispo de Roma, o papa. É o sinal de unidade de católicos do mundo todo. O Vaticano é o menos país do mundo localizado dentro da Itália. Este é um lugar muito especial para todos os católicos , pois foi aí que Pedro primeiro Papa da Igreja exerceu a missão de bispo e foram martirizados Pedro e Paulo, as duas "colunas" da Igreja.
 
Diocese: A Igreja Católica está em cada parte do mundo organizadas em Dioceses. Diocese é uma porção do povo de Deus, ou seja, um conjunto de  comunidades cristãs de uma certa região que atinge vários municípios. As diversas Diceses não são Igrejas paralelas. Estão todas ligadas entre si através da união com o papa. É a mesma Igreja localizada em regiões específicas , com culturas próprias, costumes e etnias. Cada diocese é coordenada por um bispo.
 
Paróquia: Cada Diocese se divide internamente em Paróquias, que reúnem diversas comunidades, formando uma rede, sob a orientação  de um padre, que ocupa o cargo de paróco.
 
A organização da Igreja
 
 
 
Papa: bispo de Roma, sucessor do Apóstolo Pedro, e tem a missão de dirigir a Igreja Católica, fazendo com que ela permaneça na unidade nas questões sobre a fé e a moral. Assim a Igreja permanece sempre fiel aos ensinamentos que Jesus deixou aos apóstolos e estão contidos na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja. O Papa é o chefe visível da Igreja, sinal da unidade da Igreja espalhada pelo mundo inteiro, ele também representa a autoridade máxima da Igreja.
 
Cardeais: São geralmente bispos de importantes dioceses do mundo. Mas também padres ou diáconos podem ser cardeais. São escolhidos pessoalmente pelo Papa, como representantes da Igreja em todo o mundo, para formarem o Colégio dos Cardeais. São responsáveis pela assessoria direta ao Papa na solução das questões organizativas e econômicas da Santa Sé, na coordenação dos diversos Dicastérios (uma espécie de ministério do Vaticano) que compõem o serviço da Santa Sé em favor da comunhão em toda a Igreja e da justiça para com os pobres do mundo todo. São também os responsáveis pela eleição do novo Papa enquanto não completarem 80 anos. A reunião dos Cardeais se chama Consistório e acontece quando o Papa a convoca.
 
Bispo: Sucessor dos doze apóstolos de Jesus. É o pastor da Diocese e está em comunhão com o papa e com os demais bispos da Igreja. Sua missão é governar, santificar e ensinar, orientando a comunidade dos seguidores de Jesus na mesma fé.
 
Padre: O presbítero é um colaborador do bispo, participando da sua missão de ser pastor da Comunidade que formam a Diocese. É ele quem acompanha o rebanho de Cristo mais de perto,ajudando-o a seguir Jesus nas paróquias e comunidade. Ele celebra os sacramentos, especialmente o da Eucaristia, e coordena os serviços e pastorais da Paróquia.
 
Diácono: Os diáconos são colaboradores dos padres e bispos nos trabalhos junto a comunidade. Os diáconos são anunciadores da Palavra de Deus, ajudam na liturgia e dedicam-se especialmente aos trabalhos pastorais da Igreja que atendem aos mais carentes. Celebram também os sacramentos do Batismo e do Matrimônio.
 
Religiosos: Irmãs e irmãos que se consagram a totalmente a Deus e vivem na Igreja o testemunho da pobreza, obediência e da castidade. Organizam-se em congregações, isto é, "famílias" religiosas com um estilo de vida próprio. Trabalham junto às comunidades na Pastoral da Igreja, hospitais, escolas etc.
 
Leigos: Todos os batizados que não recebem o sacramento da Ordem são chamados de leigos. Sua missão é ser discípulo e missionário de Jesus Cristo, vivendo a santidade pela prática concreta do Evangelho no dia a dia, no meio da sociedade, no trabalho e na família. As Pastorais e Serviços da Igreja dependem da atuação de leigos que participam de obras evangelizadoras.