domingo, 25 de novembro de 2012

Festa de Cristo Rei- Jesus Rei do Universo

 
A Festa de Cristo Rei é uma das festas mais importantes no calendário litúrgico, nela celebramos aquele Cristo que é o Rei do universo. O seu Reino é o Reino da verdade e da vida, da santidade e da graça, da justiça, do amor e da paz. Esta festa foi estabelecida pelo Papa Pio XI em 11 de março 1925. O Papa quis motivar os católicos para reconhecer em público que o líder da Igreja é Cristo Rei. Mais tarde a data da celebração foi mudada dando um novo senso.
O ano litúrgico termina com esta que salienta a importância de Cristo como centro da história universal. É o alfa e o omega, o princípio e o fim. Cristo reina nas pessoas com a mensagem de amor, justiça e serviço. O Reino de Cristo é eterno e universal, quer dizer, para sempre e para todos os homens.
Sabemos pela fé, que a autoridade de alguém, sendo Papa ou Rei, bispo, padre, religioso, pai, mãe, patrão ou operário, tem origem divina. Foi Jesus quem disse que toda autoridade provém de seu Pai. Ninguém a teria se não lhe fosse concedida do alto. A partir de Cristo, a autoridade não é poder, mas é um bem a serviço dos irmãos, particularmente dos mais pequeninos. São Paulo em sua carta aos Filipenses, ensina: "Sendo Cristo de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo tornando-se em tudo semelhante aos homens e uma vez feito homem se humilhou até a morte e morte de cruz".Fp.2,5-8. Por isso a autoridade e o reinado de Cristo é baseado no serviço e no amor; Jesus mesmo sendo Filho de Deus se colocou a serviço quando colocou uma toalha na cintura e se colocou a lavar os pés dos discípulos. A autoridade e reinado de Cristo também é baseado na salvação, pois na cruz Jesus nos deu a salvação e assim como Jesus salvou devemos também se colocar na vida das pessoas como alguém que leva a boa nova de Cristo e que salva todo homem e mulher da depressão, da falta de amor, da incompreensão, das mágoas...
Esta festa tem um sentido escatológico na qual nós celebramos Cristo como Rei de todo o universo. Nós sabemos que o Reino de Cristo já começou a partir de sua vinda na terra a quase dois mil anos, porém Cristo não reinará definitivamente em todos os homens até que volte ao mundo com toda a sua glória no final dos tempos. Na festa de Rei de Cristo celebramos que Cristo pode começar a reinar em nossos corações no momento em que nós permitimos isto a ele, e o Reino de Deus pode deste modo fazer-se presente em nossa vida. Desta forma estabelecemos o Reino de Cristo de agora em diante em nós mesmos e em nossas casas, emprego, em nossa comunidade, enfim  em nossa  vida. 
 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Catequese do Papa Bento XVI- Racionalidade da fé em Deus – 21/11/2012

Boletim da Santa Sé
(Tradução: Jéssica Marçal-equipe CN Notícias)




Queridos irmãos e irmãs,

Avançamos neste Ano da Fé, trazendo em nosso coração a esperança de redescobrir quanta alegria tem no crer e de reencontrar o entusiasmo de comunicar a todos a verdade da fé. Estas verdades não são uma simples mensagem sobre Deus, uma particular informação sobre Ele. Expressam, ao invés disso, o evento do encontro de Deus com os homens, encontro salvífico e libertador, que realiza as aspirações mais profundas do homem, e seus desejos de paz, de fraternidade, de amor. A fé leva a descobrir que o encontro com Deus valoriza, aperfeiçoa e eleva quanto de verdade, de bom e de belo tem no homem. Acontece que, enquanto Deus se revela e se deixa conhecer, o homem vem a saber quem é Deus e, conhecendo-O, descobre a si mesmo, a própria origem, o próprio destino, a grandeza e a dignidade da vida humana.
A fé permite um saber autêntico sobre Deus que envolve toda a pessoa humana: é um “saber”, isto é, um conhecer que doa sabor à vida, um gosto novo de existir, um modo alegre de estar no mundo. A fé se exprime no doar a si mesmo para os outros, na fraternidade que faz solidariedade, capaz de amar, vencendo a solidão que deixa triste. Este conhecimento de Deus através da fé não é por isso somente intelectual, mas vital. É o conhecimento de Deus-Amor, graças ao seu próprio amor. O amor de Deus, então, faz ver, abre os olhos, permite conhecer toda a realidade, além das perspectivas estreitas do individualismo e do subjetivismo que desorientam a consciência. O conhecimento de Deus é, portanto, experiência de fé e implica, ao mesmo tempo, um caminho intelectual e moral: tocados profundamente pela presença do Espírito Santo de Jesus em nós, superamos os horizontes dos nossos egoísmos e nos abrimos aos verdadeiros valores da existência.
Hoje nesta catequese gostaria de me concentrar sobre a racionalidade da fé em Deus. A tradição católica desde o início rejeitou o assim chamado fideísmo, que é a vontade de crer contra a razão. Creio quia absurdum (creio porque é absurdo) não é fórmula que interpreta a fé católica. Deus, na verdade, não é absurdo, mas sim é mistério. O mistério, por sua vez, não é irracional, mas uma superabundância de sentido, de significado, de verdade. Se, olhando para o mistério, a razão vê escuridão, não é porque no mistério não tenha a luz, mas porque existe muita (luz). Assim como quando os olhos do homem se dirigem diretamente ao sol para olhá-lo, veem somente trevas; mas quem diria que o sol não é luminoso, antes a fonte da luz? A fé permite olhar o “sol”, Deus, porque é acolhida da sua revelação na história e, por assim dizer, recebe verdadeiramente toda a luminosidade do mistério de Deus, reconhecendo o grande milagre: Deus se aproximou do homem, ofereceu-se ao seu conhecimento, consentindo ao limite criador da sua razão (cfr Conc. Ec. Vat. II, Cost. Dogm. Dei Verbum, 13). Ao mesmo tempo, Deus, com a sua graça, ilumina a razão, abre-lhe horizontes novos, imensuráveis e infinitos. Por isto, a fé constitui um estímulo a buscar sempre, a não parar nunca e nunca aquietar-se na descoberta inesgotável da verdade e da realidade. É falso o pré-juízo de certos pensadores modernos, segundo os quais a razão humana seria como que bloqueada pelos dogmas da fé. É verdade exatamente o contrário, como os grandes mestres da tradição católica demonstraram. Santo Agostinho, antes de sua conversão, busca com tanta inquietação a verdade, através de todas aas filosofias disponíveis, encontrando todas insatisfatórias. A sua cansativa investigação racional é para ele uma significativa pedagogia para o encontro com a Verdade de Cristo. Quando diz: “compreendas para crer e creias para compreender” (Discurso 43, 9:PL 38, 258), é como se contasse a própria experiência de vida. Intelecto e fé, antes da divina Revelação, não são estranhas ou antagonistas, mas são ambas duas condições para compreender o sentido, para transpor a autêntica mensagem, se aproximando-se do limite do mistério. Santo Agostinho, junto a tantos outros autores cristãos, é testemunha de uma fé que se exercita com a razão, que pensa e convida a pensar. Neste sentido, Santo Anselmo dirá em seu Proslogion que a fé católica é fides quaerens intellectum, onde o buscar a inteligência é ato interior ao crer. Será sobretudo São Tomás de Aquino – forte nesta tradição – a confrontar-se com a razão dos filósofos, mostrando quanta nova fecunda vitalidade racional vem ao pensamento humano do acoplamento dos princípios e da verdade da fé cristã.
A fé católica é, portanto, racional e nutre confiança também na razão humana. O Concílio Vaticano I, na Constituição dogmática Dei Filius, afirmou que a razão é capaz de conhecer com certeza a existência de Deus através da via da criação, enquanto somente à fé pertence a possibilidade de conhecer “facilmente, com absoluta certeza e sem erro” (DS 3005) as verdades sobre Deus, à luz da graça. O conhecimento da fé, também, não é contra a razão direta. O Beato Papa João Paulo II, de fato, na Encíclica Fides et ratio, sintetiza assim: “A razão do homem não se anula nem se degrada dando assentimento aos conteúdos de fé; estes são em cada caso alcançados com escolhas livres e conscientes” (n. 43). No irresistível desejo de verdade, só um harmonioso relacionamento entre fé e razão é a estrada certa que conduz a Deus e à plena realização de si.   
Esta doutrina é facilmente reconhecida em todo o Novo Testamento. São Paulo, escrevendo aos cristãos de Corinto, argumenta, como ouvimos: “Enquanto os Judeus pedem sinais e os Gregos procuram sabedoria, nós, em vez disso, anunciamos Cristo crucificado: escândalos para os Judeus e loucura para os pagãos” (1 Cor 1,22-23). Deus, de fato, salvou o mundo não com um ato de poder, mas mediante a humilhação de seu Filho unigênito: segundo os parâmetros humanos, o modo inusitado implementado por Deus confronta com as exigências da sabedoria grega. E ainda, a Cruz de Cristo tem sua própria razão, que São Paulo chama: ho lògos tou staurou, “a palavra da cruz” (1 Cor 1, 18). Aqui, o termo lògos indica tanto a palavra quanto a razão e, se alude à palavra, é porque exprime verbalmente isso que a razão elabora. Portanto, Paulo vê na Cruz não um acontecimento irracional, mas um fato salvífico que possui uma racionalidade própria reconhecida à luz da fé. Ao mesmo tempo, ele tem tanta confiança na razão humana, ao ponto de admirar-se com o fato de que muitos, ao ver a beleza das obras realizadas por Deus, persistem em não acreditar Nele. Diz na Carta aos Romanos:“De fato as...perfeições invisíveis [de Deus], ou seja, o seu eterno poder e divindade, vem contemplados e incluidos na criação do mundo através das suas obras” (1, 20). Assim, também São Pedro exorta os cristãos da diáspora a adorar “o Senhor, Cristo, nos vossos corações, prontos sempre a responder a qualquer um que vos pedir a razão da esperança que está em vós” (1 Ped 3, 15). Em um clima de perseguição e de forte exigência de testemunhar a fé, aos cristãos é pedido justificar com motivações fundadas a sua adesão à palavra do Evangelho; de dar as razões da nossa esperança.
Sobre essas premissas acerca da ligação fecunda entre compreender e crer, funda-se também o relacionamento virtuoso entre a ciência e a fé. A pesquisa científica leva ao conhecimento da verdade sempre novas sobre o homem e sobre o cosmos, o vejamos. O verdadeiro bem da humanidade, acessível na fé, abre o horizonte no qual se deve mover o seu caminho de descoberta. Deve, portanto, ser encorajada, por exemplo, as pesquisas colocadas à serviço da vida e que visam erradicar as doenças. Importantes são também as investigações para descobrir os segredos do nosso planeta e do universo, na consciência de que o homem está no vertical da criação não para explorá-la sem sentido, mas para protegê-la e torná-la habitável. Assim, a fé, vivida realmente, não entra em conflito com a ciência, mas coopera com essa, oferecendo critérios basilares para que promova o bem de todos, pedindo-lhe para renunciar somente àquelas tentativas que – opondo-se ao projeto originário de Deus – possam produzir efeitos que se voltam contra o próprio homem. Também por isso é racional crer: se a ciência é uma preciosa aliada da fé para a compreensão do desígnio de Deus no universo, a fé permite ao progresso científico realizar-se sempre para o bem e para a verdade do homem, permanecendo fiel a este mesmo desígnio.
Por isso é decisivo para o homem abrir-se à fé e conhecer Deus e o seu projeto de salvação em Jesus Cristo. No Evangelho vem inaugurado um novo humanismo, uma autêntica “gramática” do homem e de toda a realidade. Afirma o Catecismo da Igreja Católica: “A verdade de Deus é a sua sabedoria que rege a ordem da criação e do governo do mundo. Deus que, sozinho, ‘fez o céu e a terra’ (Sal 115,15), pode doar, Ele só, o verdadeiro conhecimento de cada coisa criada na relação com ele” (n. 216).
Confiemos, então, que o nosso empenho na evangelização ajude a dar nova centralidade ao Evangelho na vida de tantos homens e mulheres do nosso tempo. E rezemos para que todos redescubram em Cristo o sentido da existência e o fundamento da verdadeira liberdade: sem Deus, de fato, o homem perde a si mesmo. Os testemunhos de quantos nos antecederam e dedicaram a sua vida ao Evangelho o confirmam para sempre. É racional crer, está em jogo a nossa existência. Vale a pena se gastar por Cristo, somente Ele satisfaz os desejos de verdade e de bem enraizados na alma de cada homem: ora, no tempo que passa, e no dia sem fim da Eternidade bem aventurada.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Feira catequética- Paróquia Nossa Senhora do Carmo


GifAconteceu no dia 04 de novembro, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, uma feira catequética. Catequistas e catequizandos mostraram todo os conhecimentos adquiridos na catequese assim também como simpatia e talento nos trabalhos apresentados. Foram apresentados temas ligado a Bíblia, liturgia, a vida dos santos, Campanha da Fraternidade dentre outros . Foi um momento de confraternização entre comunidade e catequese. Iniciativa muito linda! Parabéns ao Núcleo de Catequese da Paróquia Nossa Senhora do Carmo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Avental da Ascensão do Senhor- sugestão


Gifs de solPostaremos no blog uma sugestão de um avental para contar a história da Ascensão do Senhor ao céu. Este avental utilizamos em uma celebração com os catequizandos para falar sobre a ordem de Cristo para a nossa vida: " Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda as criaturas".
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Gifs de solAlgumas fotos do momento em que contamos esta história na catequese:


 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Catequese do Papa Bento XVI- Desejo de Deus -08/11/2012

Boletim da Santa Sé
(Tradução: Jéssica Marçal-equipe CN Notícias)



Queridos irmãos e irmãs,

O caminho de reflexão que estamos fazendo juntos neste Ano da Fé nos leva a meditar hoje sobre um aspecto fascinante da experiência humana e cristã: o homem traz em si um desejo misterioso de Deus. De modo muito significativo, o Catecismo da Igreja Católica se abre com a seguinte consideração: “O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair para si o homem e somente em Deus o homem encontrará a verdade e a felicidade que busca sem parar” (n. 27).
Uma afirmação tal que também hoje, em muitos contextos culturais, parece bastante aceitável, quase óbvia, poderia parecer um pouco um desafio no âmbito da cultura ocidental secularizada. Muitos dos nossos contemporâneos poderiam afirmar que não sentem por nada um desejo de Deus. Para grande parte da sociedade Ele não é mais o esperado, o desejado, mas sim uma realidade que passa despercebida, diante da qual não se deve nem sequer fazer o esforço de pronunciar-se. Na realidade, aquilo que definimos como “desejo de Deus” não está de tudo desaparecido e parece (si affaccia) ainda hoje, de muitos modos, o coração do homem. O desejo humano tende sempre a determinados bens concretos, frequentemente desejando tudo menos o lado espiritual, e ainda se encontra diante da interrogação sobre o que seja de fato “o” bem, e também a confrontar-se com alguma coisa que é diferente de si mesmo, que o homem não pode construir, mas é chamado a reconhecer. O que pode de fato satisfazer o desejo humano?
Na minha primeira Encíclica, Deus caritas est, procurei analisar como tal dinamismo se realiza na experiência do amor humano, experiência que na nossa época é mais facilmente percebida como momento de êxtase, de saída de si, como lugar onde o homem sabe que é atravessado por um desejo que o supera. Através do amor, o homem e a mulher experimentam de modo novo, um com o outro, a grandeza e a beleza da vida e do real. Se isso que experimentam não é uma simples ilusão, se de fato quero o bem do outro como via também do meu bem, então devo estar disposto a descentralizar-me, a colocar-me ao seu serviço, até a renúncia a mim mesmo. A resposta à questão sobre o sentido da experiência do amor passa também por meio da purificação e da cura do querer, o que é necessário para o próprio bem que se quer ao outro. Precisamos praticar, treinar, também corrigir, para que aquele bem possa verdadeiramente ser desejado.
O êxtase inicial se traduz assim na peregrinação, “êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para sua libertação na doação de si, e assim para o reencontro de si, e de fato para a descoberta de Deus” (Enc. Deus caritas est, 6). Através de tal caminho poderá progressivamente aprofundar-se para o homem a consciência daquele amor que tinha inicialmente experimentado. E andará sempre mais tecendo o mistério que isso representa: nem sequer a pessoa amada, na verdade, é capaz de satisfazer o desejo que habita o coração humano, de fato, tanto mais autêntico é o amor pelo outro, tanto mais esse deixa em aberto a interrogação sobre sua origem e sobre seu destino, sobre a possibilidade de que isso há de durar para sempre. Assim, a experiência humana do amor tem em si um dinamismo que leva além de si mesma, é experiência de um bem que leva a sair de si e a encontrar-se diante de um mistério que envolve toda a existência.
Considerações semelhantes poderiam ser feitas também a propósito de outras experiências humanas, como a amizade, a experiência do belo, o amor pelo conhecimento: cada bem experimentado do homem vai em direção ao mistério que envolve o próprio homem; cada desejo que tem vista para o coração humano se faz eco de um desejo fundamental que não é nunca plenamente satisfeito. Sem dúvida de tal desejo profundo, que esconde também algo de enigmático, não se pode chegar diretamente à fé. O homem, afinal, conhece bem isso que não o satisfaz, mas não pode imaginar ou definir isso que o faria experimentar aquela felicidade que traz no coração a nostalgia. Não se pode conhecer Deus a partir somente do desejo do homem. Deste ponto de vista surge o mistério: o homem é buscador do Absoluto, um buscador a passos pequenos e incertos. E, todavia, já a experiência do desejo, do “coração inquieto” como o chamava Santo Agostinho, é muito significativa. Essa nos diz que o homem é, no fundo, um ser religioso (cfr Catechismo della Chiesa Cattolica, 28), um “mendigo de Deus”. Podemos dizer com as palavras de Pascal: “O homem supera infinitamente o homem” (Pensamentos, ed. Chevalier 438; ed. Brunschvicg 434). Os olhos reconhecem os objetos quando estes são iluminados pela luz. Daí o desejo de conhecer a mesma luz, que faz brilhar as coisas do mundo e com isso acende o sentido da beleza.
Precisamos, portanto, acreditar que seja possível também na nossa época, aparentemente tanto refratária à dimensão transcendente, abrir um caminho para o autêntico sentido religioso da vida, que mostra como o dom da fé não é absurdo, não é irracional. Seria de grande utilidade, para tal fim, promover uma espécie de pedagogia do desejo, seja pelo caminho de quem ainda não crê, seja por quem já recebeu o dom da fé. Uma pedagogia que compreende pelo menos dois aspectos. Em primeiro lugar, aprender ou re-aprender o sabor das alegrias autênticas da vida. Nem todas as satisfações produzem em nós o mesmo efeito: algumas deixam um traço positivo, são capazes de pacificar a alma, nos tornam mais ativos e generosos. Por outro lado, depois da luz inicial, parecem desiludir as expectativas que tinham suscitado e por vezes deixam dentro de si amargura, insatisfação ou uma sensação de vazio. Educar desde cedo para saborear as alegrias da verdade, em todos os âmbitos da existência – a família, a amizade, a solidariedade com quem sofre, a renúncia ao próprio eu para servir ao outro, o amor pelo conhecimento, pela arte, pela beleza da natureza – tudo isso significa exercitar o sabor interior e produz anticorpos eficazes contra a banalização e achatamento (l’appiattimento) hoje vigentes. Também os adultos têm necessidade de redescobrir estas alegrias, de desejar a realidade autêntica, purificando-se da medíocridade na qual possam encontrar-se enredados. Então se tornará mais fácil deixar cair ou rejeitar tudo isso que, embora aparentemente atrativo, revela-se sem sabor, fonte de vício e não de liberdade. E isso fará emergir aquele desejo de Deus do qual estamos falando.
Um segundo aspecto, que anda de mãos dadas com o anterior (che va di pari passo con il precedente), é o nunca se contentar com o quanto foi alcançado. As alegrias mais verdadeiras são capazes de liberar em nós aquela preocupação saudável que leva a ser mais exigentes – querer um bem mais alto, mais profundo – e junto a perceber com sempre mais clareza que nada de finito pode preencher o nosso coração. Aprenderemos, assim, a tender, desarmados, para aquele bem que não podemos construir ou adquirir com as nossa forças; a não nos deixar desencorajar pelo cansaço ou pelos obstáculos que vêm do nosso pecado.
Neste sentido, não devemos esquecer que o dinamismo do desejo está sempre aberto à redenção. Mesmo quando ele caminha em caminhos extraviados, quando segue paraísos artificiais e parece perder a capacidade de ansear pelo verdadeiro bem. Mesmo no abismo do pecado não se apaga no homem aquela faísca que lhe permite reconhecer o verdadeiro bem, de saboreá-lo, e de começar assim um percurso de subida, no qual Deus, com o dom da sua graça, não faz nunca faltar a sua ajuda. Tudo, aliás, precisamos percorrer um caminho de purificação e cura do desejo. Somos peregrinos para a pátria celeste, para aquele bem pleno, eterno, que nada nos poderá arrebatar (che nulla ci potrà più strappare). Não se trata, portanto, de sufocar o desejo que está no coração do homem, mas de libertá-lo, para que possa alcançar a sua verdadeira altura. Quando no desejo se abre a janela para Deus, isto já é sinal da presença da fé na alma, fé que é uma graça de Deus. Santo Agostinho sempre afirmava: “Com a expectativa, Deus fortalece a nossa vontade, com o desejo amplia a nossa alma e expandindo-o o torna mais capaz” (Comentário à Primeira Carta de João, 4,6: PL 35, 2009).
Nesta peregrinação, sejamos irmãos de todos os homens, companheiros de viagem mesmo daqueles que não creem, de quem está em busca, de quem se deixa interrogar com sinceridade pelo dinamismo do próprio desejo de verdade e de bem. Rezemos, neste Ano da Fé, para que Deus mostre a sua face a todos aqueles que o procuram com coração sincero. Obrigado.

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Morte, uma reflexão para a vida- sugestão de encontro

Gif Jesus
Tema: É morrendo que se vive para a vida eterna
 
Postaremos uma sugestão de como trabalhar com os catequizandos a partir de 10 anos este tema que causa tristeza e dor: a morte. Procuramos com este encontro conscientizar os catequizandos que a morte não é o fim de tudo, mas o começo para a vida em plenitude com Cristo.
 
 
Gif de florSímbolos: vela, cruz , flores ,  Círio Pascal e palavras (luto e vida eterna)
 
Gif de flor
Motivação
 
 
 
Apresentar fatos de mortes em 13 frases . Apresentar estas frases de uma única vez, lendo pausadamente, para que os catequizandos possam compreender e refletir sobre as situações apresentadas:
  • Adolescente é morto por Pm após fugir com arma de fogo.
  • Carro cai em barranceira e quatros pessoas da mesma família morrem.
  • Criança morre no hospital depois de enfermeira ter enjetado vaselina em sua veia por engano.
  • Mulher morre dentro de ônibus atingida por bala perdida.
  • Homem morre depois de ter comido folha venenosa por engano achando que fosse couve.
  • Pai e madastra atiram criança do oitvo andar.
  • Jogador de futebol morre em pleno jogo após um ataque fulminante.
  • Homem de abandonar vida de crime para se dedicar ao Senhor.
  • Policial morre no shoping após arma disparar acidentalmente.
  • Viciado em drogas larga vício e descide ajudar pessoas carentes.
  • Crianças são vítimas de pai pedófilo por dois anos.
  • Namorado não aceita término de namorado, mata a namorada e depois suicida.
  • Depois de viver 15 anos na prostituição mulher aceita Jesus e aceita nova vida. 
 Ao final da leitura perguntar:
 
O que estes fatos têm em comum? ( a morte)
Qual o sentimento que a morte produz? (deixar que os catequizandos falem dos  seus sentimentos )
Alguém já perdeu uma pessoa querida?
O que sentiram no momento em que estava diante da pessoa querida morta nos dia do seu sepultamento e nos dias que se seguiram? Hoje, passado algum tempo,  que sentimentos em relação a essas pessoas?
 
No encontro de hoje iremos ver que a morte produz tristeza mas Jesus nos faz uma promessa diante da dor ( João 14,1-4). Vocês querem saber qual é esta promessa ?
     
Gif de florMesa da Palavra
 
 
 
 
Sinal da cruz- água benta
Acendimento da vela 
Aclamação ao Evangelho ( música à escolha)
 
Texto bíblico: 2 Corintios 5, 1.6-9)
 
 
Gif de florAo redor da mesa
 
 
Texto: Refletir sobre o texto. Verificar com os catequizandos se tem algum termo que eles não compreendem no texto.
  • O que acontecerá quando a tenda do nosso corpo for destruída?
  • Como será a nossa moradia?
  • Por que temos confiança?
  • Como caminhamos?
  • Em que nos empenhamos?
 
Contexto: O apóstolo Paulo nos convida a viver neste mundo cheios de confiança que a morte não será o nosso fim. Mas ganharemos uma nova morada ( corpo glorioso) no céu, junto de Deus.
 
Pretexto:
 
A morte, para o cristão, longe de ser o fim de tudo, é a possibilidade de um encontro com Jesus Cristo; é a entrada na vida eterna. Com ela, termina o tempo aberto ao acolhimento ou à recusa da graça divina.
 
Pontos que tem que ser trabalhado com os catequizandos neste encontro:
 
Qual o sentido da morte?
 
Morte física ( o fim da vida, quando o corpo perde o seu vigor)
Morte para o pecado ( quando o cristão se reconcilia com a graça de Deus)
Morte da alma ( quando o ser humano com os seus atos fere profundamente a alma do próximo )
(Ir identificando em cada fato mostrado anteriormente qual a morte provocada em cada situação)

Promessa de Cristo para os cristãos-  João 14,1-4
Cristo nos promete que a  morte não é o fim e que Ele mesmo prepararia moradas eternas para aqueles que o aceitasse como Salvador. Jesus nos mostra que a morte não é um salto no vazio e sem esperança. Os cristãos definem a morte como passagem. O morrer é um adormecer para este mundo limitado pelo tempo e um acordar nas mãos de Deus. A morte possibilita o encontro que dá significado à experiência humana.
 
Rezar  pelos mortos: Qual o sentido de rezar pelos falecidos? Há um benefício, relação ou comunicação com os mortos através destas orações? Rezar pelos mortos é um gesto de solidariedade. A Tradição da Igreja nos recomenda tal prática. Há almas que ainda se encontram no purgatório e que somente com nossas orações poderão chegar ver Jesus face a face mais rapidamente.
 
Símbolos utilizados no velório
 
Velas acesas:  Nossos irmãos não se apagaram mas  brilham diante do Deus da luz.
Flores: A fé dos cristãos é marcado pela esperança da feliz ressurreição, os justos florescerão no jardim de Deus.
Círio pascal: Recorda a luz de Cristo que venceu a morte.
Cruz: Lembra de Jesus, que a sua morte na cruz e ressurreição nos deu a vida eterna.
 
Após refletir estas questões colocar a música abaixo e levá-los a refletir a realidade da morte na vida do Cristão:
 
Música: Outro lado da vida (Ana Paula Valadão)
 
 
 
Compromisso: Perguntar para algumas pessoas da família. Voê reza pelos entes de sua família que já morreram? Vai aos cemitérios?
 
 
Gif de flor
Oração final
 
 

Oh Deus, que pelo vosso Filho vitorioso sobre a morte trouxestes àqueles que crêem a claridade de vossa luz, dai-nos a graça de caminhar iluminados pela luz de Cristo e um dia celebrar plenamente no céu a sua vitória em companhia de todos os santos. Por nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. Amém.

 
Gif de flor
 Este encontro foi ministrado pela catequista Flávia na turma de perseverança na Fé ( catequizandos a partir de 11 anos). Procuramos trabalhar o lado humano dos catequizandos com relação a morte. Foi uma experiência muito boa onde os catequizandos puderam expor o que sentiam.
  

Dia dos finados...por que celebrar o dia dos finados?

dia de finados desenho
 
 
Neste dia ressoa em toda a Igreja o conselho de São Paulo para as primeiras comunidades cristãs: "Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais como os outros que não tem esperança" ( 1 Tes 4, 13).
Sendo assim, hoje não é dia de tristezas e lamúrias, e sim de transformar nossas saudades, e até as lágrimas, em forças de intercessão pelos fiéis que, se estiverem no Purgatório, contam com nossas orações.
  O convite à oração feito por nossa Mãe Igreja fundamenta-se na realidade da "comunhão dos santos", onde pela solidariedade espiritual dos que estão inseridos no Corpo Místico, pelo Sacramento do Batismo, são oferecidas preces, sacrificios e Missas pelas almas do Purgatório. No Oriente, a Igreja Bizantina fixou um sábado especial para orações pelos defuntos, enquanto no Ocidente as orações pelos defuntos eram quase geral nos mosteiros do século VII; sendo que a partir do Abade de Cluny, Santo Odilon, aos poucos o costume se espalhou para o Cristianismo, até ser tornado oficial e universal para a Igreja, através do Papa Bento XV em 1915, pois visava os mortos da guerra, doentes e pobres.
 A Palavra do Senhor confirma esta Tradição pois "santo e piedoso o seu pensamento; e foi essa a razão por que mandou que se celebrasse pelos mortos um sacrifício expiatório, para que fossem absolvidos de seu pecado" (2 Mc 2, 45). Assim é salutar lembrarmos neste dia, que "a Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados" (Catecismo da Igreja Católica).
 Portanto, a alma que morreu na graça e na amizade de Deus, porém necessitando de purificação, assemelha-se a um aventureiro caminhando num deserto sob um sol escaldante, onde o calor é sufocante, com pouca água; porém enxerga para além do deserto, a montanha onde se encontra o tesouro, a montanha onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente; ou seja, "o Céu não tem portas" (Santa Catarina de Gênova), mas sim uma providencial 'ante-sala'.

"Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem! Amém!"
 

dia de finados para colorir


Fonte: Cançãonova.com/santosdo dia

A morte não é o fim, mas o começo da Vida plena com Jesus!

“A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.
Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.
A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?
Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi."


Santo Agostinho, 429
(Tradução de Aprígio Fonseca)

Orações ilustradas- outras sugestões

GifPostarei mais algumas sugestões de orações ilustradas. É uma forma super bacana de trabalhar as orações de nossa Igreja e os catequizandos adoram!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estas sugestões foram retiradas do blog da Tia Paula.
 
 
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Bento XVI concede Indulgência plenária por ocasião do Ano da Fé

Por ocasião do Ano da Fé, o Papa Bento XVI concede o dom da Indulgência Plenária. A Santa Sé divulgou nesta sexta-feira, 5, o decreto da Penitenciaria Apostólica com o qual se concede a indulgência.
 
As disposições estabelecidas pela Penitenciaria Apostólica indicam que podem obter a indulgência os fiéis verdadeiramente arrependidos, que tenham reparado os próprios pecados com a penitência sacramental e elevado orações segundo as intenções do Sumo Pontífice. Isso de acordo com as seguintes situações:
  •  toda vez que participarem de pelo menos três momentos de pregações durante as Santas Missões, ou de pelo menos três lições sobre as Atas do Concílio Vaticano II e sobre os Artigos do Catecismo da Igreja Católica, em qualquer igreja ou local idôneo;
  •  toda vez que visitarem em forma de peregrinação uma Basílica Papal, um catacumba cristã, uma Igreja Catedral, um local sagrado designado pelo Ordinário do lugar para o Ano da Fé, e ali participarem de alguma função sagrada ou se detiverem para um tempo de recolhimento, concluindo com a oração do Pai-Nosso, o Credo, as invocações a Nossa Senhora e, de acordo com o caso, aos Santos Apóstolos ou Padroeiros;
  •  toda vez, nos dias determinados pelo Ordinário do lugar para o Ano da Fé, em algum local sagrado participarem de uma solene celebração eucarística ou da Liturgia das Horas, acrescentando a Profissão de Fé em qualquer forma legítima;
  •  um dia livremente escolhido, durante o Ano da Fé, para a visita do batistério ou de outro lugar no qual receberam o sacramento do Batismo, se renovarem as promessas batismais em qualquer fórmula legítima.
Aos idosos, doentes e a todos os que por motivos legítimos não puderem sair de casa, concede-se de igual modo a Indulgência plenária nas condições de costume. Isso se unidos com o espírito e com o pensamento aos fiéis presentes, especialmente nos momentos em que as palavras do Pontífice ou dos Bispos Diocesanos forem transmitidas pela televisão ou pelo rádio, recitarem na própria casa ou onde estiverem o Pai-Nosso, o Credo e outras orações conformes as finalidades do Ano da Fé, oferecendo seus sofrimentos ou as dificuldades da própria vida.

Ano da fé- 10 dicas para viver bem o ano da Fé



Gif JesusDurante um ano inteiro a Igreja, na figura de nosso Papa Bento XVI, convida-nos a viver a nossa fé de forma mais concreta. A Igreja requer de nós esforços e atitudes concretas  em busca de uma vivência de fé que nos leve a nos comprometer com Jesus e seu Reino!

10 DICAS PARA VIVER BEM O ANO DA FÉ

1. Participar da Missa: O ano da Fé busca promover um encontro pessoal com Jesus. Isto ocorre imediatamente na Eucaristia. Participar regularmente da Missa fortalece a fé da pessoa através das Escrituras, o Creio, outras orações, música sacra, a homilia, receber a Comunhão e ser parte de uma comunidade de fé.
2. Confessar-se: Como participar da Missa, os católicos encontram fortaleza e aprofundam no crescimento de sua fé através da participação no Sacramento da Penitência e da Reconciliação. A confissão exorta aos fiéis a buscar a Deus, expressar sua pena pelas faltas e abrir suas vidas ao poder curador da graça de Deus. Perdoa as faltas do passado e fornece a fortaleza para o futuro.

3. Aprender sobre a vida dos Santos: Os santos são eternos exemplos de como viver uma ida cristã, e proporciona a infinita esperança. Eles não somente foram pecadores que tentaram aproximar-se mais de Deus, mas eles também, exemplificaram formas distintas em que uma pessoa pode servir a Deus: através dos ensinamentos, trabalho missionário, obras de caridade, orações e simplesmente buscando agradar a Deus nas ações ordinárias e nas decisões da vida cotidiana.

4. Ler a Bíblia diariamente: As Escrituras nos oferecem acesso de primeira mão à Palavra de Deus e nos diz a história da salvação humana. Os católicos podem orar com as Escrituras (através da lectio divina e outros métodos) para acostumar-se mais com a Palavra de Deus. De qualquer forma, a Bíblia é necessária para o crescimento espiritual durante o ano da Fé.

5. Ler os documentos do Concílio Vaticano II: O Concílio Vaticano II (1962 – 1965) deu partida a uma grande renovação da Igreja. Esta impactou em como Missa é celebrada, no papel dos leigos, como a Igreja entende entre si e sua relação com outros cristãos e não cristãos. Para continuar esta renovação, os católicos devem entender o que o Concílio ensinou e como isto enriquece a vida dos que creem.

6. Estudar o Catecismo: Publicado exatamente há 30 anos depois do início do Concílio, o Catecismo da Igreja Católica abrange sobre as crenças, ensinamentos morais, orações e sacramentos da Igreja Católica em um único volume. É um recurso para o crescimento e compreensão da fé. Outro recurso útil é o Compendio do Catecismo da Igreja Católica.

7. Ser voluntário na Igreja: O Ano da Fé não pode ser somente sobre estudos e reflexões. A base sólida das Escrituras, do Concílio e do Catecismo deve-se traduzir na ação. A paróquia é um bom lugar para começar, e os dons de cada um ajudam a construir o sentido de comunidade. Toda pessoa é bem-vinda como ministros da acolhida, músicos, leitores, catequistas, e em outros serviços que a paróquia dispõe.

8. Ajudar aos necessitados: O Vaticano exorta aos católicos a doar às obras de caridade e fazer voluntariado para ajudar aos pobres durante o Ano da Fé. Isto significa encontrar pessoalmente o Cristo no pobre, marginalizado e vulnerável. Ajudar os outros traz aos católicos, frente a Cristo, e cria um exemplo para o resto do mundo.

9. Convidar um amigo a ir à Missa: O Ano da Fé pode ser global em seu alcance, focando na renovação da fé e na evangelização para toda a Igreja, mas a mudança verdadeira ocorre a nível local. Um convite pessoal pode fazer a diferença para alguém que se afastou da fé ou se sente isolados da Igreja. Cada um conhece pessoas nestas circunstancias, sendo assim, todos podem estender um amoroso convite.

10. Incorporar as Bem-aventuranças na vida cotidiana:
As Bem-aventuranças (Mateus 5,3-12) fornece um plano de ação para a vida cristã. Sua sabedoria pode ajudar o individuo a ser mais humilde, paciente, justo, transparente, amoroso, compassivo e livre. É precisamente o exemplo de fé vivida que se necessita para atrair as pessoas à Igreja na vinda do ano.

Santidade aos 18 anos- Beata Chiara Luce


Gif de florNeste dia em que celebramos o dia de todos os santos quero postar sobre a vida de uma jovem bela,  cheia de vida, atleta, ativa.Uma jovem normal, uma cristã.Depois, inesperadamente a doença, a agonia, a morte.Uma escalada rápida para o Céu. Uma jovem que soube ser santa em meio aos seus anseios, lutas, dores e amores. Exemplo de vida para nós cristãos que desejam a santidade: "Sede santos, assim como o Pai do céu é santo". Seu nome é Chiara Luce.


 
Chiara Badano nasceu em Sassello, cidade dos Apeninos lígures, que pertence à diocese de Acqui, no dia 29 de outubro de 1971, depois que os pais a aguardaram por 11 anos. O seu nome é Chiara (Clara, em português) e ela era assim, com seus olhos límpidos e grandes, com o sorriso doce e comunicativo, inteligente e determinado, vivaz, alegre e esportiva. Foi educada pela mãe com as parábolas do Evangelho a conversar com Jesus e a lhe dizer “sempre sim”. Era uma menina saudável, gostava da natureza e de brincar, mas desde pequena se distinguia pelo amor que tinha por aqueles que eram considerados os “últimos”, a quem cobria de atenções e de serviços, muitas vezes renunciando a momentos de divertimento. Foi uma menina normal, mas com algo mais, com uma sensibilidade às coisas divinas. No dia da sua primeira Comunhão recebeu de presente o livro dos Evangelhos. Foi para ela um “magnífico livro” e “uma extraordinária mensagem”, como afirmou: “Para mim, é fácil aprender o alfabeto, deve ser a mesma coisa viver o Evangelho!”.
Aos 9 anos entrou como Gen (geração nova) no Movimento dos Focolares. Viveu a sua espiritualidade e pouco a pouco envolveu os pais. Desde então a sua vida foi um contínuo crescimento para colocar Deus como primeiro lugar de sua vida.Prosseguiu os estudos até o Liceu clássico, mas aos 17 anos, de repente uma dor aguda no ombro esquerdo revelou nos exames e nas inúteis operações um osteossarcoma (tumor maligno nos ossos), que deu início a um calvário de dois anos aproximadamente. Depois que ouviu o diagnóstico, Chiara não chorou nem se revoltou: ficou imóvel em silêncio e depois de 25 minutos saiu dos seus lábios o sim à vontade de Deus. Repetirá muitas vezes: “Se é o que você quer, Jesus, é o que eu quero também”.
Não perdeu o seu sorriso luminoso; enfrentou tratamentos dolorosos e arrastava no mesmo Amor quem dela se aproximava. Ela não aceitou receber morfina para não perder a lucidez e oferecia tudo pela Igreja, pelos jovens, os ateus, pelo Movimento dos Focolares, pelas missões, permanecendo serena e forte. Repetia: “Não tenho mais nada, contudo tenho o meu coração e com ele posso sempre amar”.
O seu quarto, no hospital em Turim e em casa, era um lugar de encontro, de apostolado, de unidade: era a sua igreja. Também os médicos, até mesmo aqueles não praticantes da religião, ficavam desconsertados com a paz que se sentia ao seu redor e alguns se reaproximaram de Deus. Eles se sentiam atraídos como por um ímã e ainda hoje se recordam dela, falam sobre ela e a invocam. Os amigos que a visitavam para consolá-la voltavam para casa consolados. Pouco antes de falecer, ela revelou: “Vocês não podem imaginar como é agora o meu relacionamento com Jesus… Sinto que Deus me pede algo mais, algo maior. Talvez seja ficar neste leito por anos, não sei. Interessa-me unicamente a vontade de Deus, fazê-la bem no momento presente: aceitar os desafios de Deus. Se agora me perguntassem se quero andar (a doença chegou a paralisar as pernas com contrações muito dolorosas), eu diria não, porque assim estou mais perto de Jesus”.
 



Chiara, pela insistência de muitos, num bilhetinho, escreveu a Nossa Senhora: “Mãezinha Celeste, eu te peço o milagre da minha cura; se isso não for vontade de Deus, peço-te a força para nunca ceder!”. E ela permaneceu fiel a este propósito.Desde muito jovem fez o propósito de não “doar Jesus aos amigos com as palavras, mas com o comportamento”. Mas nem sempre isso era fácil e ela repetiu algumas vezes: “Como é duro ir contra a corrente!”. E para conseguir superar cada obstáculo, repetia: “É por ti, Jesus!”.
Para viver bem o cristianismo, Chiara procurava participar da missa todos os dias, quando recebia Jesus Eucaristia, a quem tanto amava. Lia a palavra de Deus e a meditava. Muitas vezes refletia sobre a frase de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares: “Serei santa se for santa já”.
 


Acolhia com amabilidade quem vai visitá-la; escutava e oferecia o próprio sofrimento. Nos últimos encontros com o seu Bispo, manifestou um grande amor pela Igreja. Enquanto isso, a doença avançava e as dores aumentavam. Nenhum lamento, dos seus lábios só se ouvia: “Com você, Jesus, por você, Jesus!”.Chiara se preparou para o encontro com Deus: “É o Esposo que vem me encontrar” e escolheu o vestido de noiva, as canções e as orações para a “sua” Missa; o rito deveria ser uma “festa”, onde “ninguém deverá chorar”.E o “Esposo” veio buscá-la no amanhecer do dia 7 de outubro de 1990, depois de uma noite muito dolorosa. Era o dia da Virgem do Rosário. Estas foram suas últimas palavras: “Mãezinha, seja feliz porque eu o sou. Adeus”. Ela também fez a doação das suas córneas.O enterro foi celebrado pelo Bispo de então e dele participaram centenas de jovens e muitos sacerdotes. Os integrantes do Gen Rosso e do Gen Verde tocaram as canções escolhidas por ela.O exemplo luminoso de Chiara atinge muitos corações de jovens e adultos, os move e os orienta a Deus.
A sua “fama de santidade” se estendeu imediatamente em várias partes do mundo, rendendo muitos “frutos”. Dom Livio Maritano, Bispo da Diocese de Acqui, no dia 11 de junho de 1999 abriu o Processo pela a Causa de Canonização. No dia 3 de julho de 2008 ela foi declarada Venerável com o reconhecimento do exercício heróico das virtudes teologais e cardeais. No dia 19 de dezembro de 2009, o Papa Bento XVI reconhece o milagre atribuído à intercessão da Venerável Chiara Badano, e assinou o Decreto para a sua Beatificação.
O bispo de Acqui, que começou o processo de estudo da vida de Chiara Luce para apresentá-la como modelo de vida cristã e a conheceu pessoalmente, justificou a sua iniciativa com as seguintes palavras: “Pareceu-me que o testemunho dela fosse significativo em particular para os jovens. Também hoje se precisa de santidade. É preciso ajudar os jovens a encontrar uma orientação, um objetivo, a superar inseguranças e solidão, os seus enigmas diante dos insucessos, da dor, da morte, de todas as suas inquietações. É surpreendente esse testemunho de fé, de força por parte de uma jovem de hoje: toca e leva muitas pessoas a mudar de vida. Temos prova disso quase todos os dias”.

Gif de flor
 
Beata Chiara Luce, rogai por todos nós e principalmente por nossos jovens!
 
 

Como ser santo nos dias de hoje? Mensagem para pensar

COMO SER SANTO?  
 
 


Quer saber como ser santo? Faça bem todas as coisas. Leve Jesus para todos os lugares.
Convide-o para estar em todos os lugares. Santidade não é fuga do mundo, mas transformação deste mundo. É saber que podemos “curtir” aqui, mas sem sermos “curtidos”. É saber que  podemos deixar marcas de Céu na vida de todos aqueles que estão ao nosso redor. Isso é ser santo,fazer bem todas as coisas e amar. Esse é o segredo da santidade.
Somos o que queremos ser... Somos obra de nossas mãos. Em cada escolha nossa, deixamos  um rastro de nosso jeito de ser pessoa e, assim, deixamos um jeito de ser santo. O amanhã depende  de como vivemos o hoje. Não deixe a vida o levar; leve a vida! Não a desperdice! Viva com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade. Para ser santo não  precisamos deixar de viver. A ordem é: Viva! Viva a vida! Deseje o Céu!
É hora de nos levantarmos e propormos uma santidade linda, apresentada pela Igreja e que é  possível. Vamos santificar nossos namoros, nosso trabalho, nossas amizades, nossas baladas. É  possível! O mundo de Deus espera isso de nós! A juventude é uma riqueza que nos leva à descoberta da vida como um dom e uma tarefa.
Não desperdicem a juventude. Viva intensamente, apostando tudo em Jesus e sendo gente,  humanos. Sempre com a certeza de que é possível sermos santos ainda que de calça “jeans”.   

 
(Extraído do livro “Santos de Calça Jeans” de Adriano Gonçalves).
Amilton Gonçalves Cruz - Aluno 4º ano de Teologia
ITEFIST - Instituto de Filosofia e Teologia Santa Teresinha

Solenidade de todos os santos- 1 de novembro

"A santidade é um desejo sincero colocado pelo Criador no coração da criatura que a faz desejá-lo todos os dias de sua existência e não encontra repouso enquanto não estiver totalmente imersa Nele!"


Dia primeiro de novembro comemora-se o dia de todos os santos. A santidade fascina e atrai, como o mel atrai a abelha. Todos sabem que santo é quem encontrou o caminho da felicidade verdadeira no meio das contradições da vida.
A Bíblia ensina só Deus é santo. Ele, porém, comunica a santidade, é um Deus santificador, deseja um povo santo: “Sede santos, porque eu sou santo”(Lv. 19,2;20,26). A santidade de Jesus é idêntica à de seu Pai Santo (Jo 17,11). Jesus santifica os cristãos pela força do Espírito Santo. Ele recomenda: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt. 5,48). Portanto, a santidade é vocação de todo cristão: “A vontade de Deus é esta: a vossa santificação”(1Tes.4,3).
Ser santo segundo a Bíblia é cumprir a vontade de Deus e assim realizar-se como ser humano. Eles não ocupam o lugar de Deus, nem são inventados pelos homens, são criaturas de Deus, a quem Ele privilegiou com amor especial, e viu este amor ser correspondido. Eles são reconhecidos como santos, porque foram amigos íntimos de Deus que os santificou. Os santos são heróis da fé vivida no amor. É o amor que santifica e salva.
No catolicismo não se adoram santos, mas se respeita e venera, como amigos de Deus. Esta atitude vem da fé na ressurreição, já que, os que morrem no Senhor estão com Ele. Reinam com Ele (Ap 4,4) e intercedem por nós (Ap 5,8).
A Bíblia mostra que Deus opera milagres pela intercessão dos santos. Um exemplo é a cura do coxo operada por são Pedro e são João: “Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho isto te dou. Em nome de Jesus Cristo levanta-te e anda” (At. 3,1-9). Nos apresenta outros exemplos, afirmando que “Deus fazia não poucos prodígios por meio de Paulo” (At. 19,11-12). No entanto, Jesus é o único mediador entre Deus e os Homens: “O Pai dará a vocês tudo o que pedirdes em meu nome” (Jo15,16).
Um santo opera em nome de Jesus porque só Nele está a fonte da graça e da força. Os santos colocam em evidência a glória e santidade de Cristo, cabeça da Igreja. Pois foi Ele mesmo que afirmou: “Eu garanto a vocês: quem crer em mim, fará as obras que eu faço, e fará maiores do que estas” (Jo 14,12). Ninguém pode ser santificado sem entregar sua vida a Jesus presente nos irmãos. Honrar um santo é reconhecer a força transformadora da Palavra de Deus que santifica quem a aceita e a coloca em prática.
O santo é para o cristão exemplo de quem testemunhou sua fé no seguimento de Jesus. O cristão tem a alegria de abrir o álbum de família – a família na fé – e contemplar uma fileira de heróis: os santos, nossos irmãos e amigos. Conseguiram servir a Deus com fidelidade e junto de Deus pedem por nós.
Os santos formam a multidão dos que souberam permanecer despertos, alertas, livrando-se das ilusões e alienações. Foram capazes de renunciarem a si mesmos, ou seja, o seu ego, seu egoísmo suas máscaras, e fazerem a viagem que importa: a viagem para o “centro da alma”, onde Deus nos espera (Jo14,23) para se revelar a nós e revelar-nos a nós mesmos. Santos e santas, rogai a Deus por nós!

FONTE: Diocese de Amparo/SP