segunda-feira, 25 de junho de 2012

Símbolos do Espírito Santo- sugestão



Esta sugestão que vou postar nasceu de uma atividade que eu vi na internet para ser utilizada para falar sobre os símbolos do Espírito Santo. A cada símbolo mostrado o catequizando lê na Bíblia a passagem bíblica sobre  símbolo do Espírito Santo e logo após catequista e catequizando trocam idéias sobre o que cada símbolo significa.


Pomba: §535 A vida pública de Jesus tem início com seu Batismo por João no rio Jordão. João Batista proclamava "um batismo de arrependimento para a remissão dos pecados" (Lc 3,3). Uma multidão de pecadores, de publicanos e soldados, fariseus e saduceus e prostitutas vem fazer-se batizar por ele. Jesus aparece, o Batista hesita, mas Jesus insiste. E Ele recebe o Batismo. Então o Espírito Santo, sob forma de pomba, vem sobre Jesus, e a voz do céu proclama: "Este é o meu Filho bem-amado" (Mt 3,13-17). É a manifestação ("Epifania") de Jesus como Messias de Israel e Filho de Deus.


Àgua: §694 A água. O simbolismo da água é significativo da ação do Espírito Santo no Batismo, pois após a invocação do Espírito Santo ela se torna a sinal sacramental eficaz do novo nascimento: assim como a gestação de nosso primeiro nascimento se operou na água, da mesma forma também a água batismal significa realmente que nosso nascimento para, a vida divina nos é dado no Espírito Santo Mas "batizados em um só Espírito" também "bebemos de um só Espírito" (1Cor 12,13): o Espírito é, pois também pessoalmente a água viva que jorra de Cristo crucificado como de sua fonte e que em nós jorra em Vida Eterna.
§1137 O Apocalipse de São João, lido na liturgia da Igreja, revela-nos primeiramente "um trono no céu e, no trono, alguém sentado": "o Senhor Deus" (Is 6,1). Em seguida, o Cordeiro, "imolado e de pé" (Ap 5,6): Cristo crucificado e ressuscitado, o único sumo sacerdote do verdadeiro santuário, o mesmo "que oferece e é oferecido, que dá e que é dado". Finalmente, "o rio de água da vida (...) que saía do trono de Deus e do Cordeiro" (Ap 22,1), um dos mais belos símbolos do Espírito Santo
§2652 O Espírito Santo é "a água viva" que, no coração orante, "jorra para a Vida eterna". É Ele que nos ensina a haurir essa água na própria fonte: Cristo. Ora, existem na vida cristã fontes em que Cristo nos espera para nos dessedentar com o Espírito Santo.


Vento(Ruah):  Jesus falou do vento como símbolo do Espírito Santo. O vento é invisível, porém é real, mesmo não podendo tocar, nem compreender nós o sentimos. (João 3:8). A sua ação independe de determinação humana, assim também é o Espírito Santo.  A mesma palavra “pneuma” que é usada em referencia ao Espírito Santo, também é traduzida por “vento”, “ar” ou “fôlego”. Deus soprou em Adão o fôlego da vida e ele tornou-se alma vivente. Cristo soprou sobre os seus discípulos e disse: “Recebei o Espírito Santo”. (João 20:22).  O Espírito Santo era o Seu fôlego de vida e a ação do vento simboliza os benefícios proporcionados a nós pelo Espírito Santo. A grande lição é que sem o Espírito Santo não há vida espiritual! (Ezequiel 37:9,10).


Dedo: §700 O dedo. "E pelo dedo de Deus que (Jesus) expulsa os demônios." Se a Lei de Deus foi escrita em tábuas de pedra "pelo dedo de Deus" (Ex 31,18), a "letra de Cristo", entregue aos cuidados dos apóstolos" é escrita com o Espírito de Deus vivo não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, nos corações" (2Cor 3,3). O hino "Veni, Creator Spiritus" (Vem, Espírito criador) invoca o Espírito Santo como "dedo da direita paterna" (digitus paternae dexterae).



Fogo: §696 O fogo. Enquanto a água significa o nascimento e a fecundidade da Vida dada no Espírito Santo o fogo simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito Santo O profeta Elias, que "surgiu como um fogo cuja palavra queimava como uma tocha" (Eclo 48,1), por sua oração atrai o fogo do céu sobre o sacrifício do monte Carmelo, figura do fogo do Espírito Santo que transforma o que toca. João Batista, que caminha diante do Senhor com o espírito e o poder de Elias" (Lc 1,17), anuncia o Cristo como aquele que "batizará com o Espírito Santo e com o fogo" (Lc 3,16), esse Espírito do qual Jesus dirá "Vim trazer fogo à terra, e quanto desejaria que já estivesse acesso (Lc 12,49). É sob a forma de línguas "que se diriam de fogo" o Espírito Santo pousa sobre os discípulos na manhã de Pentecostes e os enche de Si. A tradição espiritual manterá este simbolismo do fogo como um dos mais expressivos da ação do Espírito Santo Não extingais o Espírito" (1Ts 5,19).
§697 A nuvem e a luz. Estes dois símbolos são inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo Desde as teofanias do Antigo Testamento, a Nuvem, ora escura, ora luminosa, revela o Deus vivo e salvador, escondendo a transcendência de sua Glória: com Moisés sobre a montanha do Sinai, na Tenda de Reunião e durante a caminhada no deserto; com Salomão por ocasião da dedicação do Templo. Ora, estas figuras são cumpridas por Cristo no Santo Espírito Santo. É este que paira sobre a Virgem Maria e a cobre "com sua sombra", para que ela conceba e dê à luz Jesus. No monte da Transfiguração, é ele que "sobrevêm na nuvem que toma" Jesus, Moisés e Elias, Pedro, Tiago e João "debaixo de sua sombra"; da Nuvem sai uma voz que diz: "Este é meu Filho, o Eleito, ouvi-o sempre" (Lc 9,34-35). É finalmente essa Nuvem que "subtrai Jesus aos olhos" dos discípulos no dia da Ascensão e que o revelará Filho do Homem em sua glória no Dia de sua Vinda.





§555 Por um instante, Jesus mostra sua glória divina, confirmando, assim, a confissão de Pedro. Mostra também que, para "entrar em sua glória" (Lc 24,26), deve passar pela Cruz em Jerusalém. Moisés e Elias haviam visto a glória de Deus sobre a Montanha; a Lei e os profetas tinham anunciado os sofrimentos do Messias. A Paixão de Jesus é sem dúvida a vontade do Pai: o Filho age como servo de Deus. A nuvem indica a presença do Espírito Santo: "Tota Trinitas apparuit: Pater in voce; Filius in homine, Spiritus in nube clara - A Trindade inteira apareceu: o Pai, na voz; o Filho, no homem; o Espírito, na nuvem clara":
Vós vos transfigurastes na montanha e, porquanto eram capazes, vossos discípulos contemplaram vossa Glória, Cristo Deus, para que, quando vos vissem crucificado, compreendessem que vossa Paixão era voluntária e anunciassem ao mundo que vós sois verdadeiramente a irradiação do Pai.
§697 A nuvem e a luz. Estes dois símbolos são inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo Desde as teofanias do Antigo Testamento, a Nuvem, ora escura, ora luminosa, revela o Deus vivo e salvador, escondendo a transcendência de sua Glória: com Moisés sobre a montanha do Sinai, na Tenda de Reunião e durante a caminhada no deserto; com Salomão por ocasião da dedicação do Templo. Ora, estas figuras são cumpridas por Cristo no Santo Espírito Santo. É este que paira sobre a Virgem Maria e a cobre "com sua sombra", para que ela conceba e dê à luz Jesus. No monte da Transfiguração, é ele que "sobrevêm na nuvem que toma" Jesus, Moisés e Elias, Pedro, Tiago e João "debaixo de sua sombra"; da Nuvem sai uma voz que diz: "Este é meu Filho, o Eleito, ouvi-o sempre" (Lc 9,34-35). É finalmente essa Nuvem que "subtrai Jesus aos olhos" dos discípulos no dia da Ascensão e que o revelará Filho do Homem em sua glória no Dia de sua Vinda.

Atividade





sábado, 23 de junho de 2012

Ofício Mariano


Para os catequizandos a partir de 10 anos realizamos um Ofício mariano. A nossa proposta para este ofício foi celebrar a pessoa de Maria como aquela que primeiro acolheu o Projeto de Deus em sua vida e soube dizer "sim" a vontade de Deus.




Realizamos uma pequena procissão realizando o gesto de caminhar ao encontro de Cristo assim como Maria fez, proclamamos e meditamos a Palavra de Deus. Entoamos cânticos marianos e oramos pedindo a intercessão de Maria sobre as nossas vidas.












Os pais dos catequizandos participaram deste momento celebrativo, dentro do Projeto da Catequese Familiar.





Celebração: Assim como Jesus acreditou eu também vou acreditar

Gif de famíliaEm maio o tema da Celebração foi a atitude de Jesus de acreditar e confiar em Deus. O tema da celebração foi : Assim como Jesus acreditou eu também vou acreditar.

Nesta celebração trabalhamos o tema da fé e da confiança em Deus, com enfoque na pessoa de Maria: aquela que primeiro acreditou no Projeto de Deus. Esta celebração foi especial também, pois, podemos contar com a presença dos pais dos catequizandos que gostaram de ver os pais participando das dinâmicas que são apresentadas na celebração.












Ao final fizemos uma oração especial para as mães dos catequizandos pedindo a proteção e intercessão de Maria sobre a vida de cada uma delas. foi muito legal!




quarta-feira, 20 de junho de 2012

Fantoche de colher de pau- sugestão para catequese

Achei esta idéia de fantoche com colher de pau em um blog na internet(Jesus e as criancinhas)  e achei muito legal para fazer com as crianças ou para utilizar para contar histórias bíblicas.


Material necessário: Colher de pau, cola quente, caneta permanente preta, olhinhos móveis, pedaços de retalhos, pequeno pedaço de fita de cetim ou barbante, sobra de lã, EVA ou papel colorido para fazer as mãozinhas.



Faça a cabecinha do fantoche primeiro, colando os olhinhos com cola quente e fazendo a boquinha com o pincel. Faça o rosado das bochechas com blush e cole os cabelinhos feitos com lã. Dobre o tecido ao meio e faça um buraco bem no centro por onde o cabo  da colher vai passar.


  
             
 

Na gola pingue um pouco de cola quente para fixar a roupinha. Amarre a fita no meio para marcar a cintura e cole as mãozinhas.


  

           
Veja que lindo! É só usar a imaginação e fazer vários personagens legais para contar muitas histórias.


Catequese do Papa Bento XVI-20/06/2012: Oração nas Cartas de Paulo

Boletim da Santa Sé
(Tradução de Nicole Melhado - equipe CN Notícias)






Queridos irmãos e irmãs,
a nossa oração muitas vezes é um pedido de ajuda às necessidades. E é também normal para o homem, porque precisamos de ajuda, precisamos dos outros, precisamos de Deus. Assim, para nós é normal pedir a Deus alguma coisa, buscar a ajuda Dele; e devemos ter presente que a oração que o Senhor nos ensinou, o “Pai Nosso”, é uma oração de pedido, e com esta oração, o Senhor nos ensina as prioridades da nossa oração, limpa e purifica os nossos desejos e, assim, limpa e purifica o nosso coração.
Assim, por si mesmo, é normal que na oração peçamos alguma coisa, mas não deveria ser exclusivamente assim. Existe ainda motivo de agradecimento e devemos ser um pouco atentos para ver que de Deus recebemos tantas coisas boas: é tão bom para conosco que é conveniente, é necessário, dizer obrigado.
E deve ser também uma oração de louvor: se nosso coração está aberto, vemos, mesmo diante de todos os problemas, também a beleza de Sua criação, a bondade que se vê em Sua Criação. Portanto, devemos não somente pedir, mas também louvar e agradecer: somente assim nossa oração está completa.
Em suas Cartas, São Paulo não só fala da oração, mas mostra a oração certamente também como agradecimento, louvor e benção por tudo aquilo que Deus operou e continua a realizar na história da humanidade.
E hoje, gostaria de destacar o primeiro capítulo da Carta aos Efésios, que inicia justamente com uma oração, que é um hino de benção, uma expressão de agradecimento, de alegria. São Paulo bendiz Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque Nele nos fez “conhecer o mistério de sua bondade” (Ef 1,9).
Realmente existe motivo de agradecimento se Deus nos faz conhecer aquilo que era desconhecido: a sua vontade conosco, para nós; “o mistério de sua vontade”. “Mysterion”, “Mistério”: um termo mencionado muitas vezes na Sagrada Escritura e na Liturgia. Não gostaria agora de abordar a filosofia, mas a linguagem comum indicada quando não se pode conhecer, uma realidade que não podemos afirmar com nossa própria inteligência.
O hino que abre a Carta aos Efésios nos conduz pela mão em direção a um significado mais profundo deste termo da realidade que nos indica. Para os crentes, “mistério” não é tanto o desconhecido, mas antes a vontade misericordiosa de Deus, o seu designo de amor que em Jesus Cristo foi revelado plenamente e nos oferece a possibilidade de, “com todos os cristãos, compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer a caridade de Cristo” (Ef 3,18-19). O “mistério desconhecido” de Deus é revelado, ele é que Deus nos ama e nos ama desde o início da eternidade.
Paremos um pouco aqui sobre esta solene e profunda oração. “Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef 1,3). São Paulo usa o verbo “euloghein”, que geralmente traduz o termo hebraico “barak”: é o louvar, glorificar, agradecer Deus Pai como fonte dos bens da salvação, como Aquele que “nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo”.
O apóstolo agradece e louva, mas reflete também sobre os motivos que impulsionam o homem a este louvor, a este agradecimento, apresentando os elementos fundamentais do plano divino e suas etapas.
Antes de tudo, devemos bendizer Deus Pai, porque – assim escreve São Paulo – Ele “nos acolheu nele antes da criação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos” (v. 4).
Aquilo que nos faz santos e imaculados é a caridade. Deus nos chamou à existência, à santidade. E esta escolha precede a criação do mundo. Desde sempre estamos em seu designo, no seu pensamento. Com o profeta Jeremias podemos afirma também nós que antes de formar-nos no seio de nossa mãe, Ele já nos conhecia. (cfr Jr 1,5); e conhecendo-nos, nos amou.
A vocação à santidade, isto é à comunhão com Deus, pertence ao designo eterno deste Deus, um designo que se estende na história e compreende todos os homens e mulheres do mundo, porque é um chamado universal.
Deus não exclui ninguém, o seu projeto é somente de amor. São João Crisóstomo afirma: “Deus mesmo nos fez santos, mas não somos chamados a permanecer santos. Santo é aquele que vive na fé” (Homilia sobre a Carta aos Efésios, 1,1,4).
São Paulo continua: Deus nos predestinou, nos elegeu a sermos “adotados como filhos seus por Jesus Cristo”, a sermos incorporados em seu Filho Unigênito. O apóstolo destaca a gratuidade deste maravilhoso designo de Deus sobre a humanidade. Deus nos escolhe não porque somos bons, mas porque Ele é bom.

E a antiguidade tinha uma palavra sobre a bondade: bonum est diffusivum sui; o bem se comunica, faz parte da essência do bem que se comunique, estenda-se. E assim, uma vez que Deus é bondade, é comunicação de bondade, desejo de comunicar; Ele cria, porque quer comunicar a sua bondade a nós e faze-nos bons e santos.

No cento da oração de benção, o Apóstolo explica o modo em que se realiza o plano de salvação do Pai em Cristo, em seu Filho amado. Escreve: “pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados segundo as riquezas de sua graça” (Ef 1,7).
O sacrifício da cruz de Cristo é o evento único e irrepetível no qual o Pai mostrou de modo luminoso o seu amor por nós, não somente com palavras, mas de modo concreto. Deus é assim concreto e o seu amor é tão concreto que entra na história, se faz homem para sentir o que é, como é viver num mundo criado, e aceita o caminho de sofrimento da paixão, sofrendo também a morte.
É tão concreto o amor de Deus que participa não somente ao nosso ser, mas ao nosso sofrimento e morte. O Sacrifício da cruz faz com que nos tornemos “propriedade de Deus”, porque o sangue de Cristo nos tirou a culpa, nos lavou do mal, nos subtraiu da escravidão do pecado e da morte.
São Paulo convida a considerar o quanto é profundo o amor de Deus que transforma a história, que transformou sua própria vida, deixando de ser perseguidor de cristãos para ser Apóstolo incansável do Evangelho.
Repitamos ainda mais uma vez as palavras tranquilizadoras da Carta aos Romanos: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou seu próprio filho, mas que por nós o entregou, como não nos dará também com ele todas as coisas?... Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm 8,31-32.38-39).
Nesta certeza – Deus é por nós, e nenhuma criatura pode nos separar Dele, porque o seu amor é mais forte – devemos inseri-la no nosso ser, na nossa consciência de cristãos.
Por fim, a benção divina se fecha com referência ao Espírito Santo que foi derramado em nossos corações; o Paráclito que recebemos selo promotido: Ele – diz Paulo – “é o penhor da nossa herança, enquanto esperamos a completa redenção daqueles que Deus adquiriu para o louvor da sua glória” (Ef 1,14).
A redenção ainda não foi concluída – o sabemos –, mas terá seu pleno cumprimento quando aqueles que Deus adquiriu forem totalmente salvos. Nós estamos ainda no caminho da redenção, onde a realidade essencial é dada com a morte e ressurreição de Jesus. Estamos no caminho em direção a redenção definitiva, em direção a plena libertação dos filhos de Deus. E o Espírito Santo é a certeza que Deus portará o cumprimento de seu designo de salvação, quando reconduzirá a “Cristo todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra" (Ef 1,10).
São João Crisóstomo comenta sobre este ponto: “Deus nos elegeu pela fé e imprimiu em nós o selo para a heriditaridade da glória futura” (Homilia sobre a Carta aos Efésios 2,11-14). Devemos aceitar que o caminho da redenção é também um caminho nosso, porque Deus quer criaturas livres, que digam livremente ‘sim’; mas é, sobretudo e primeiramente, um caminho Seu. Estamos em Suas mãos e agora é nossa liberdade andar sobre a estrada aberta por Ele. Andemos sobre esta estrada da redenção, juntos a Cristo e sintamos que a redenção se realizará.
A visão que nos apresenta São Paulo nesta grande oração de benção nos conduziu a contemplar a ação das três Pessoas da Trindade: o Pai, que nos escolheu antes da criação do mundo, pensou em nós e nos criou; o Filho, que nos redimiu com o seu sangue, e o Espírito Santo, penhor de nossa redenção e glória futura.
Na oração constante, no relacionamento cotidiano com Deus, aprendemos também nós, como São Paulo, a ver cada vez mais claramente os sinais deste projeto e desta ação: na beleza do Criador que tudo criou (cfr Ef 3,9), como canta São Francisco de Assis: “Louvado sejas, meu Senhor, com todas as Tuas criaturas (FF 263).
O importante é estarmos atentos justamente agora, também no período de férias, à beleza da criação e ver transparecer nesta beleza o rosto de Deus. Na vida deles, os santos mostram, de modo luminoso, o que pode fazer a potência de Deus na fraqueza do homem. E pode assim fazer conosco. Em toda a história da salvação, no qual Deus se aproximou de nós e espera pacientemente por nosso tempo, compreende as nossas infidelidades, incentiva os nossos esforços e nos guia.
Na oração, aprendemos a ver os sinais deste designo misericordioso no caminho da Igreja. Assim, crescemos no amor de Deus, abrindo a porta, a fim de que, a Santíssima Trindade venha habitar em nós, iluminando, aquecendo e guiando nossa existência.
“Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada” (Jo 14,23), disse Jesus prometendo aos discípulos o dom do Espírito Santo, que ensinará cada coisa. São Irineu disse uma vez que, na Encarnação, o Espírito Santo se acostumou a estar no homem. Na oração, devemos nos habituar a estar com Deus. Isso é muito importante, que aprendamos a estar com Deus e, assim, vemos como é lindo estar com Ele, que é a redenção.
Queridos amigos, quando a oração alimenta a nossa vida espiritual nós nos tornamos capazes de conservar aquilo que São Paulo chama de “mistério da fé” numa consciência pura (cfr 1 Tm 3,9). A oração, como modo de “habituar-se” a estar junto de Deus, gera homens e mulher inspirados não pelo egoísmo, pelo desejo de possuir, pela sede de poder, mas pela gratuidade, pelo desejo de amar, pela sede de servir, inspirados, isto é, por Deus, e somente assim podem levar a luz à escuridão do mundo.
Gostaria de concluir esta Catequese com o epílogo da Carta aos Romanos. Com São Paulo, também nós rendemos glória a Deus porque disse-nos tudo sobre si em Jesus Cristo e dou-nos o Consolador, o Espírito de verdade. Escreve São Paulo no final da Carta aos Romanos: “Àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo meu Evangelho, na pregação de Jesus Cristo – conforme a revelação do mistério, guardado em segredo durante séculos, mas agora manifestado por ordem do eterno Deus e, por meio das Escrituras Proféticas, dado a conhecer a todas as nações, a fim de levá-las à obediência da fé –, a Deus, único, sábio, por Jesus Cristo, glória por toda a eternidade! Amém” (16,25-27). Obrigado.