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segunda-feira, 25 de março de 2013

Semana Santa





 
A Semana santa também chamada de semana maior é o grande retiro espiritual dos cristãos católicos, que nos convida ao recolhimento, interiorização e reflexão sobre o grande mistério de um Deus que se entrega na cruz para salvar a toda a humanidade, uma entrega que culmina com a sua ressurreição- a Páscoa dos cristãos.
 
A semana santa inicia-se no Domingo de ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

Como surgiu a Semana Santa

O costume de celebrar a semana que antecede a Festa da Páscoa vem deste os primeiros séculos. Inicialmente as celebrações aconteciam somente na sexta-feira e no sábado. No século IV, essa semana chamava-se Hebdomada paschalis( semana pascal) e no século V passou a chamar Semana Autentica, em Roma. No oriente chamava-se Semana Maior. Durante este mesmo período começou a ser chamada de Semana Santa.
Inicialmente nesta semana as celebrações se reduziam á sexta-feira e ao sábado. Depois foi incluido também a quarta-feira , para lembrar o dia em que os judeus decidiram prender Jesus. Pelo ano 247 já se celebrava durante toda a semana, depois pelas igrejas européias . A partir do século IX e que essas celebrações chegaram a Roma.
 
 
 

 Domingo de Ramos- A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples, que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”.O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente. Mostra-nos que a nossa pátria não é neste mundo, mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda pela casa do Pai.O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Estar disposto a carregar a cruz com aquele que a levou até o Calvário sem abandoná-la. Estar disposta a defender o Cristo e a Igreja com novo ardor, e com novo ânimo renovado.
 
 
Quarta-feira santa- A Quarta-feira Santa é marcada pelo encontro de Maria com Seu Filho Jesus Cristo. Em várias cidades do Brasil, principalmente no interior, é realizada a Procissão do Encontro para lembrar este momento. Carregando a Sua cruz, depois de ter sido flagelado e condenado à morte, Jesus começa a Via-Sacra e encontra-se com Nossa Senhora.

Tríduo pascal- Na liturgia romana o Tríduo Pascal é ponto culminante: "não se trata de um tríduo preparatório para a festa da Páscoa, mas são três dias de Cristo crucificado, morto e ressuscitado. Tem início na celebração da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, na missa vespertina, terminando com o domingo de Páscoa". São dias dedicados a celebrações e orações especiais.
 
Quinta-feira santa- Ceia do Senhor e lava-pés
 A liturgia da Quinta-feira Santa nos fala do amor, com a cerimônia do Lava-pés, a proclamação do novo mandamento, a instituição do sacerdócio ministerial e a instituição da Eucaristia, em que Jesus se faz nosso alimento, dando-nos seu corpo e sangue. É a manifestação profunda do seu amor por nós, amor que foi até onde podia ir: "Como Ele amasse os seus amou-os até o fim".Nesta noite é celebrada a Instituição da Eucaristia e do sacerdócio. A Igreja reveste-se de branco, lembrando-se o esplendor da glória de Deus. Acontece também a cerimônia do lava-pés. Após a missa realiza-se a vigília eucarística.
 
Sexta-feira santa
 
 Único dia durante o ano em que não se celebra missa, apenas distribui-se a comunhão. Nesta celebração somos convidados a compreender e a viver mais profundamente o mistério da cruz: o sofrimento e a morte assumidos por Cristo foram em vista da nossa salvação. A Paixão segundo o Evangelho de João apresenta a cruz como glorificação de Jesus, ela é sinal de salvação e de vitória (cf. Jo 3, 14). A Cruz é símbolo de Cristo e da vida nova que ele nos oferece, por isso, ao reverenciarmos a cruz nós estamos adorando o próprio Redentor. A Oração Universal rezada nesta celebração nos faz lembrar que Cristo veio para que todos, sem distinção, tivessem vida em abundância. Neste dia também costuma-se realizar a procissão do senhor morto. É um dia muito especial de jejum, abstinência de carne, penitência, oração e profundo silêncio.

 
 
Sábado de Aleluia- Vigilia Pascal
 
 

 
Na noite, em que Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos a reunirem-se em vigília e oração. Na verdade, a Vigília pascal foi sempre considerada a mãe de todas a vigílias e o coração do Ano litúrgico. No texto do Precónio pascal, chamado o hino “Exsultet” e que se canta nesta celebração, diz-se que esta noite é «bendita», porque é a «única a ter conhecimento do tempo e da hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro! Esta é a noite, da qual está escrito: a noite brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Por isso, desde o início a Igreja celebrou a Páscoa anual, solenidade das solenidades, com um vigília noturna.A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: 1) a liturgia da luz ou “lucernário”; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia baptismal; 4) a liturgia eucarística.A Vigília Pascal nos liga e nos introduz na celebração do Domingo da ressurreição e nos move para a festa dos cinqüenta dias de festa: “Este é o dia que o Senhor fez para nós. Alegremo-nos e Nele exultemos” (Sl 118). Mas a missa da Vigília é a verdadeira missa da Domingo de Páscoa. As outras missas durante o domingo são prolongamento da Vigília e mantém o clima pascal festivo.
 
Domingo de Páscoa
 
É o aniversário do triunfo de Cristo. É a feliz conclusão do drama da Paixão e a alegria imensa depois da dor. E uma dor e alegria que se fundem pois se referem na história ao acontecimento mais importante da humanidade: a redenção e libertação do pecado da humanidade pelo Filho de Deus.      São Paulo nos diz : "Aquele que ressuscitou Jesus Cristo devolverá a vida a nossos corpos mortais".
A mensagem redentora da Páscoa não é outra coisa que a purificação total do homem, a libertação de seus egoísmos, de sua sensualidade, de seus complexos, purificação que, ainda que implique em uma fase de limpeza e saneamento interior, contudo se realiza de maneira positiva com dons de plenitude, com a iluminação do Espírito, a vitalização do ser por uma vida nova, que transborda alegria e paz - soma de todos os bens messiânicos-, em uma palavra, a presença do Senhor ressuscitado. São Paulo o expressou com incontida emoção neste texto: " Se ressuscitastes com Cristo, então vos manifestareis gloriosos com Ele".
 
 
 

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