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domingo, 30 de setembro de 2012

A que a Bíblia é comparada- sugestão de dinâmica

 
Gif Jesus
 Para fixarmos com os catequizandos sobre o que a Bíblia é comparada utilizamos com os catequizandos a partir de 09 anos uma dinâmica simples. Veja como realizamos esta dinâmica:
 
Material necessário: caixinha contendo fichas com o nome dos objetos a que a Bíblia é comparada e os versículos de referência, pincel hidrocolor, papel sulfite e bíblia.
 
Desenvolvimento: Separar os catequizandos em equipe. Escolher um representante de cada equipe. Cada representante retira de cada vez uma ficha contendo um objeto a que a Bíblia é comparada. O participante terá um minuto para desenhar o objeto e a sua equipe terá que acertar o nome do objeto. Após isso é falado a passagen bíblica e os catequizandos devem lê-la em voz alta e conferir se acertaram. Ganha quem acertar mais comparações.
 
 
 
 
 
 

Bíblia Sagrada- a que a Bíblia é comparada

Lâmpada e luz: Salmo 119,105


Tua Palavra é lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho.
 
 
Água: Efésios 5,26
 
 
 
Assim Ele a purificou com o banho de água e a santificou com a Palavra.
 
 
Leite: I Pedro 2,2
 
 
 
Como crianças recém-nascidas, desejem o leite puro da Palavra, a fim de que vocês com esse leite, cresçam para a salvação.
 
 
Mel: Salmo 19,11
 
 
Vossos preceitos são mais doces que o mel, que vai escorrendo dos favos.
 
 
Semente: Lucas 8,11
 
 
 
A semente é a Palavra de Deus.
 
 
Ouro: Salmo 19,11
 
 
 
Os preceitos do Senhor são mais desejáveis que o ouro, mais desejável que o ouro refinado.
 
 
Fogo: Jeremias 23,29
 
 
 
Minha Palavra não é como o fogo?
 
 
Martelo: Jeremias 23,29
 
 
 
Minha Palavra não é como o martelo que tritura a pedra?
 
 
Espada: Hebreus 4,12
 
 
A Palavra de Deus é viva , eficaz e mais penetrante de que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto onde a alma e o espírito encontram.
 

 
Espelho: Tiago 1,22-25
 
 
Sejam praticantes da Palavra e não apenas como ouvintes, iludindo a si mesmo. Quem ouve a Palavra e não a põe em prática é como alguém que observa no espelho... observa a si mesmo e depois vai embora esquecendo a própria aparência. Mas quem se encontra numa lei perfeita, a lei da liberdade e nela continua firme , não como ouvinte distraído, mas praticando o que ela manda, encontrará felicidade.
 


O valor da Bíblia - dinâmica

 
 
Estude a Bíblia para ser sábio; creia na mesma para ser salvo; siga seus preceitos e serás santo!
 
 
Devemos valorizar a Palavra de Deus- palavra de salvação. Devemos procurar formas de que a Palavra chegue ao coração dos catequizandos e seja valorizada como Palavra que Deus nos revelou.
 
 
 
 
Para trabalharmos com os catequizandos o valor e o respeito que devemos ter com a Palavra de Deus utilizamos uma dinâmica que adaptamos da internet. Ficou muito legal e os catequizandos ficaram muito empolgados.
 
Material necessário: bíblias confeccionadas com papel cartão .
 
 
Desenvolvimento: A medida que você for apresentando as bíblias você vai falando o verso referente ao tipo de Bíblia e vai explicando o comportamento e respeito que devemos ter com a Palavra de Deus.
 
Bíblia bonita
 
 
Eu sou a Bíblia feliz
Sirvo sempre que sou desejada
Meu dono me carrega com orgulho
Pois dos católicos sou a espada.
 
 
 
 
Bíblia triste
 
Eu sou a Bíblia tristezinha
Vivo triste em meu lar
Na Igreja ou na catequese
Esquecem de me levar.
 
 
  
 
Bíblia suja 
 
Eu sou a Bíblia suja
Meu dono me deixa na estante
Aberta no Salmo 91
Pegando poeira constante. 
 

 

 
 
Bíblia rasgada
 
Dentro de mim está escrito,
Que sou lâmpada para os pés guiar.
Mas meu dono não teve cuidado
E eu comecei a rasgar.
  
 
Bíblia esquecida
 
Eu sou a Bíblia mais famosa
Sei que de mim agora vão se lembrar
Esquecida no armário
Eu sempre estou a ficar.

 

 
 
 
Algumas fotos do momento em que apresentamos esta dinâmica para os catequizandos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Como surgiu o mês da Bíblia

 
 
A Bíblia é o livro da humanidade, ela é a Palavra de Deus.  Em todas as épocas da história, sabe-se que o ser humano busca explicações a partir da revelação do sagrado. E a Bíblia é uma forma deste sagrado, Deus, revela-se à humanidade. A fé que mora em nós, nos diz que a Bíblia é a palavra de Deus para nós, “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4). Uma palavra tem a força e o valor daquele ou daquela que a pronuncia. A palavra humana pode ser errada, mas a palavra de Deus não erra nem engana. Nela nos sentimos seguros e confiantes para continuarmos a caminhar e construirmos nossa vida, nossa vocação, nosso trabalho.
Em setembro, as comunidades católicas, acentuam as celebrações, estudos e orações centradas na Bíblia. A Palavra de Deus, revelada à humanidade através dos livros sagrados, é festejada com maior destaque neste mês de setembro. Mas como surgiu o mês da Bíblia?
O Mês da Bíblia surgiu em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi levado adiante com a colaboração efetiva do Serviço de Animação Bíblica – Paulinas (SAB), até posteriormente ser assumido pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e estender-se ao âmbito nacional. O objetivo de se estabelecer um mês para a Bíblia, setembro, era: criar subsídios bíblicos nas diferentes formas de comunicação, contribuir para o desenvolvimento de diversas formas de presença da Bíblia na ação evangelizadora, facilitar o diálogo entre a Palavra e a comunidade de fé.
A cada ano é escolhido um tema para que a comunidade possa refletir sobre um tema estabelecido pela  Igreja.Louvamos e agradecemos a Deus por estes 40 anos de compreensão, vivência e anúncio da Palavra de Deus. Deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo para podermos cada vez mais amá-La (cf. Verbum Domini, 5).
Temas do Mês da Bíblia de 1971 a 2011

 01) 1971 Bíblia, Jesus Cristo está aqui
02) 1972 Deus acredita em você
03) 1973 Deus continua acreditando em você
04) 1974 Bíblia, muito mais nova do que você pensa
05) 1975 Bíblia, palavra nossa de cada dia
06) 1976 Bíblia, Deus caminhando com a gente
07) 1977 Com a Bíblia em nosso lar, nossa vida vai mudar
08) 1978 Como encontrar justiça e paz? O livro de Amós
09) 1979 Bíblia, o livro da criação - Gn 1-11
10) 1980 Buscamos uma nova terra - História de José do Egito
11) 1981 Que todos tenham vida! - Carta aberta de Tiago
12) 1982 Que sabedoria é esta? - As Parábolas
13) 1983 Esperança de um povo que luta - O apocalipse de São João
14) 1984 O caminho pela Palavra - Os atos dos Apóstolos
15) 1985 Rute, uma história da Bíblia - Livro de Rute

16) 1986 Bíblia, livro da Aliança - Êxodo 19-24
17) 1987 Homem de Deus, homem do povo - profeta Elias
18) 1988 Salmos, a oração do povo que luta - O livro dos Salmos
19) 1989 Jesus: palavra e pão - Evangelho de João, cap 6
20) 1990 Mulheres celebrando a libertação
21) 1991 Paulo, trabalhador e evangelizador - Vida e viagens de Paulo
22) 1992 Jeremias, profeta desde jovem - Livro de Jeremias
23) 1993 A força do povo peregrino sem lar, sem terra - 1ª Carta de Pedro
24) 1994 Cântico: uma poesia de amor – Cântico dos Cânticos
25) 1995 Com Jesus na contramão - o Evangelho de Marcos
26) 1996 Jó, o povo sofredor - Livro de Jó
27) 1997 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Marcos
28) 1998 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Lucas
29) 1999 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Mateus
30) 2000 Curso Bíblico Evangelho segundo João: luz para as Comunidades
31) 2001 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos, capítulos de 1 a 15
32) 2002 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos, capítulos 16 a 28
33) 2003 Curso Bíblico Popular - Cartas de Pedro
34) 2004 Curso Bíblico Popular - Oséias e Mateus
35) 2005 Curso Bíblico Popular - Uma releitura do II e III Isaías
36) 2006 Come teu pão com alegria - Eclesiastes
37) 2007 Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom - Gênesis
38) 2008 A Caridade sustenta a Comunidade - Primeira Carta aos Coríntios
39) 2009 A alegria de servir no amor e na gratuidade - Carta aos Filipenses
40) 2010 Levanta-te e vai à grande cidade - Introdução ao estudo do profeta Jonas
41) 2011 Travessia: passo a passo, o caminho se faz (Ex 15,22-18,27) com o lema “Aproximai-vos do Senhor” (Ex 16,9)
41) 2012 Discípulos missionários a partir do evangelho de Marcos
 
 
A proposta para o mês de setembro de 2012 é o estudo do Evangelho segundo Marcos associada ao Projeto nacional de Evangelização: O Brasil na missão Continental. Este projeto foi elaborado pela América Latina após a Conferência de Aparecida e reassumido pela Assembléia dos Bispos do Brasil em 2011.
O Evangelho segundo Marcos foi escolhido em sintonia com o ano Litúrgico que estamos vivenciando, o qual, juntamente com o Projeto Nacional de Evangelização, nos ajudará a revisitar os escritos da Comunidade de Marcos, percorrendo os cincos aspectos fundamentais do processo de formação do discípulo missionário: o encontro com Jesus Cristo, a convenção, o discipulado, a comunhão fraterna e a missão.
O tema escolhido pela Comissão Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é: Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Marcos, e o lema é: Coragem!Levanta-te!Ele te chama!É a expressão presente na narrativa da cura do cego Bartimeu em Mc 10,49. È um texto relevante em Marcos, que nos mostra cada etapa do processo de discipulado e de seguimento de Jesus Cristo.
Com esse projeto da CNBB e o aprofundamento do Mês da Bíblia, damos um novo passo na nossa ação evangelizadora, em continuidade com as ricas experiências e conquistas da Animação Bíblica no Brasil, que tem por objetivo proporcionar a todos os batizados uma experiência mais profunda da fé cristã, possibilitando um encontro pessoal com Jesus Cristo vivo e, por ele, com o Pai, no Espírito Santo.
 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O valor da Bíblia Sagrada- mensagem


Há muitos anos, existiu um homem muito rico que no dia do seu aniversário convocou a criadagem a sua sala para receberem presentes.
Colocou-os a sua frente na seguinte ordem: cocheiro, jardineiro, cozinheira, arrumadeira e o pequeno mensageiro. Em seguida, dirigindo-se a eles, explicou o motivo de os haver chamado até ali e, por fim, fez-lhes uma pergunta, esperando de cada um a sua própria resposta. Essa foi a pergunta feita:
- O que prefere você receber agora: esta Bíblia ou este valor em dinheiro?
- Eu gostaria de receber a Bíblia – Respondeu, pela ordem, o cocheiro – Mas, como não aprendi a ler, o dinheiro me será bastante mais útil!
Recebeu então a nota, de valor elevado na época, e agradeceu ao patrão. Esse pediu-lhe que permanecesse em seu lugar.
Era a vez do jardineiro fazer a sua escolha e, escolhendo bem as palavras, falou:
- Minha mulher está adoentada, e por esta razão tenho necessidade do dinheiro; em outra circunstância escolheria, sem dúvida, a Bíblia.
Como aconteceu com o primeiro, ele também permaneceu na sala após receber o valor das mãos do patrão. Agora, pela ordem, falaria a cozinheira, que teve tempo de elaborar bem a sua resposta:
- Eu sei ler, porém, nunca encontro tempo para sequer folhear uma revista; portanto, aceito o dinheiro para comprar um vestido novo.
- Eu já possuo uma Bíblia e não preciso de outra; assim, prefiro o dinheiro. Informou a arrumadeira, em poucas palavras.
Finalmente, chegou a vez do menino de recados. Sabendo-o bastante necessitado, o patrão adiantou-se em dizer-lhe:
- Certamente você também irá preferir dinheiro, para comprar uma nova sandália, não é isso, meu rapaz?
- Muito obrigado pela sugestão. De fato estou precisando muito de um calçado novo, mas vou preferir a Bíblia. Minha mãe me ensinou que a Palavra de Deus é mais desejável do que o ouro. Disse o pequeno mensageiro.
Ao receber o bonito volume, o menino feliz o abriu e nisso caiu aos seus pés uma moeda de ouro. Virando outras paginas, foi deparando com outros valores em notas. Vendo isso, os outros criados perceberam o seu erro e envergonhados deixaram o recinto.
A sós com o menino, disse-lhe comovido o patrão: “Que Deus o abençoe, meu filho, e também a sua mãe, que tão bem o ensinou a valorizar a Palavra de Deus.”
 
 

 
Pense agora: “O que pode ser mais valioso do que a palavra de Deus?” Tudo aquilo que nós precisamos, Deus tem e deseja que tenhamos. A nós, basta aceitar o que Ele nos oferece.

Autor desconhecido

Catequese do Papa Bento XVI- 26/09/2012

Boletim da Santa Sé
(Tradução: Jéssica Marçal – equipe CN Notícias)




 
Caros irmãos e irmãs,

Neste mês percorremos um caminho à luz da Palavra de Deus, para aprender a rezar de modo sempre autêntico, olhando para alguma grande figura do Antigo Testamento, dos Salmos, das Cartas de São Paulo e do Apocalipse, mas, sobretudo, olhando para a experiência única e fundamental de Jesus, em sua relação com o Pai Celestial. Na verdade, somente em Cristo o homem é capaz de unir-se a Deus com a profundidade e a intimidade de um filho no conforto de um pai que o ama, somente Nele nós podemos nos voltar com toda a verdade a Deus chamando-O com afeto “Abbá, Pai”. Como os Apóstolos, também nós repetimos nestas semanas e repetimos a Jesus hoje: “Senhor, ensinai-nos a rezar” (Lc 11,1).
Também, para aprender a viver ainda mais intensamente a relação pessoal com Deus, aprendemos a invocar o Espírito Santo, primeiro dom do Ressuscitado aos crentes, porque é Ele que “vem em auxílio à nossa fraqueza: nós não sabemos como rezar de modo conveniente” (Rm 8,26), diz São Paulo, e nós sabemos como ele tem razão.
Neste ponto, depois de uma longa série sobre oração na Escritura, podemos nos perguntar: como posso eu deixar-me formar pelo Espírito Santo e assim tornar-me capaz de entrar na atmosfera de Deus, de rezar com Deus? Qual é esta escola na qual Ele me ensina a rezar, vem em auxílio ao me esforço de voltar-me de modo justo a Deus? A primeira escola para a oração – como nós vimos nestas semanas – é a Palavra de Deus, a Sagrada Escritura. A Sagrada Escritura é um permanente diálogo entre Deus e o homem, um diálogo progressivo no qual Deus se mostra sempre mais próximo, no qual podemos conhecer sempre melhor a sua face, a sua voz, o seu ser; e o homem aprende a aceitar o conhecer Deus, a falar com Deus. Também, nestas semanas, lendo a Sagrada Escritura, buscamos, na Escritura, neste diálogo permanente, aprender como podemos entrar em contato com Deus.
Há agora um outro precioso “espaço”, uma outra preciosa “fonte” para crescer na oração, uma fonte de água viva em estreitíssima relação com a anterior. Refiro-me à liturgia, que é um âmbito privilegiado no qual Deus fala a todos nós, aqui e agora, e atende a nossa resposta.
O que é a liturgia? Se abrirmos o Catecismo da Igreja Católica – subsídio sempre precioso, direi, e imprescindível – podemos ler que originalmente a palavra “liturgia” significa “serviço da parte do povo e em favor do povo” (n. 1069). Se a teologia cristã tomou esta palavra do mundo grego, o fez obviamente pensando no novo Povo de Deus nascido de Cristo que abriu os seus braços na Cruz para unir os homens na paz do único Deus. “Serviço em favor do povo”, um povo que não existe por si só, mas que se formou graças ao Mistério Pascal de Jesus Cristo. De fato, o Povo de Deus não existe por laços de sangue, de território, de nação, mas nasce sempre da obra do Filho de Deus e da comunhão com o Pai, concedida por Ele (Jesus). 
O Catecismo indica também que “na tradição cristã (a palavra “liturgia”) quer significar que o Povo de Deus participa da obra de Deus” (n. 1069), porque o povo de Deus como tal existe somente por obra de Deus.
Isso nos fez lembrar do próprio desenvolvimento do Concílio Vaticano II, que iniciou os seus trabalhos, cinquenta anos atrás, com a discussão do esquema sobre a sagrada liturgia, então solenemente aprovado em 4 de dezembro de 1963, o primeiro texto aprovado pelo Concílio. Que o documento sobre a liturgia fosse o primeiro resultado da assembleia conciliar, isso talvez tenha sido considerado por alguns um acaso. Entre tantos projetos, o texto sobre a sagrada liturgia parece ser aquele menos controverso, e, por isso mesmo, capaz de constituir uma espécie de exercício para aprender a metodologia do trabalho conciliar. Mas sem dúvida alguma, isso que à primeira vista pode parecer um acaso, demonstrou-se como a escolha mais certa, também a partir da hierarquia de temas e tarefas mais importantes da Igreja. Iniciando, de fato, com o tema da “liturgia” o Concílio trouxe à luz de modo muito claro o primado de Deus, a sua prioridade absoluta. Primeiro de tudo Deus: este mesmo nos diz a escolha conciliar de partir da liturgia. Onde o olhar sobre Deus não é determinante, todas as outras coisas perdem a sua orientação. O critério fundamental para a liturgia é a sua orientação para Deus, para poder assim participar da sua obra.
Mas podemos nos perguntar: qual é esta obra de Deus à qual somos chamados a participar? A resposta que nos oferece a Constituição conciliar sobre a sagrada liturgia é aparentemente dupla. O número 5 nos indica, de fato, que a obra de Deus são as suas ações históricas que nos levam à salvação, culminada na Morte e Ressurreição de Jesus Cristo; mas no número 7 a mesma Constituição define a própria celebração da liturgia como “obra de Cristo”. Na verdade, esses dois significados são inseparavelmente ligados. Se nos perguntamos quem salva o mundo e o homem, a única resposta é: Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo, crucificado e ressuscitado. E onde está presente para nós, para mim hoje o mistério da morte e ressurreição de Cristo, que traz a salvação? A resposta é: na ação de Cristo através da Igreja, na liturgia, em particular no Sacramento da Eucaristia, que torna presente esta oferta do sacrifício do Filho de Deus, que nos resgatou; no Sacramento da Reconciliação, no qual se passa da morte do pecado à vida nova; e nos outros sacramentos que nos santificam (cfr Presbyterorum ordinis, 5). Assim, o Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Cristo é o centro da teologia litúrgica do Concílio.
Vamos dar um passo adiante e perguntar: de que modo se faz possível esta atualização do Mistério Pascal de Cristo? O beato Papa João Paulo II, 25 anos após a Constituição Sacrosanctum Concilium, escreveu: “Para atualizar o seu Mistério Pascal, Cristo está sempre presente na sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas. A liturgia é, por consequência, o lugar privilegiado do encontro dos cristãos com Deus e com aquele que Ele enviou, Jesus Cristo (cfr Gv 17,3)” (Vicesimus quintus annus, n. 7). Nessa mesma linha, lemos no Catecismo da Igreja Católica assim: “Cada celebração sacramental é um encontro dos filhos de Deus com o seu Pai, em Cristo e no Espírito Santo, e tal encontro se apresenta como um diálogo, através de ações e palavras” (n. 1153). Portanto, a primeira exigência para uma boa celebração litúrgica é a oração, diálogo com Deus, antes de tudo escuta e também resposta. São Bento, em sua “Regra”, falando da oração dos Salmos, indica aos monges: mens concordet voci, “que a mente concorde com a voz”. O Santo ensina que na oração dos Salmos as palavras devem preceder a nossa mente. Geralmente não acontece assim, primeiro devemos pensar e depois, como nós pensamos, isso se converte em palavra. Mas aqui, na liturgia, é o inverso, a palavra precede. Deus nos deu a palavra e a sagrada liturgia nos oferece as palavras; nós devemos entrar no interior das palavras, no seu significado, acolhê-las em nós, colocar-nos em sintonia com estas palavras; assim nos transformamos filhos de Deus, similares a Deus. Como recorda o Sacrosanctum Concilium, para assegurar a plena eficácia da celebração “é necessário que os fiéis se aproximem da sagrada liturgia com reta disposição de espírito, colocando o próprio espírito em consonância com a própria voz e cooperar com a graça divina para não recebê-la em vão” (n. 11). Elemento fundamental, primeiro, do diálogo com Deus na liturgia, é a concordância entre o que dizemos com os lábios e o que trazemos no coração. Entrando nas palavras da grande história da oração nós mesmos estamos conformados com o espírito destas palavras e nos tornamos capazes de falar com Deus.
Nesta linha, gostaria apenas de mencionar um momento que, durante a própria liturgia, nos chama e nos ajuda a encontrar tal concordância, esta conformidade a isso que escutamos, dizemos e fazemos na celebração da liturgia. Refiro-me ao convite que faz o Celebrante primeiro da Oração Eucarística: “Sursum corda”, elevar nossos corações fora do emaranhado de nossas preocupações, nossos desejos, nossos anseios, nossa distração. O nosso coração, o íntimo de nós mesmos, deve abrir-se obediente à Palavra de Deus e recolher-se na oração da Igreja, para receber sua orientação a Deus pelas palavras que escuta e diz. O olhar para o coração deve dirigir-se ao Senhor, que está no meio de nós: é uma disposição fundamental.

Quando vivemos a liturgia com esta atitude básica, o nosso coração é como que retirado da força da gravidade, que o atrai para baixo, e ergue-se interiormente para o alto, para a verdade e para o amor, para Deus. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica: “A missão de Cristo e do Espírito Santo que, na Liturgia sacramental da Igreja, anuncia, atualiza e comunica o Mistério da salvação, prossegue no coração que reza. Os Pais da vida espiritual às vezes comparam o coração a um altar” (n. 2655): altare Dei est cor nostrum.
Caros amigos, celebramos e vivemos bem a liturgia somente se permanecemos em atitude de oração, não se queremos “fazer qualquer coisa”, vermos ou agir, mas se voltamos o nosso coração a Deus e estamos em atitude de oração que nos une ao mistério de Cristo e ao seu diálogo de Filho com o Pai. O próprio Deus nos ensina a rezar, afirma São Paulo (cfr Rm 8,26). Ele mesmo nos deu as palavras adequadas para nos dirigirmos a Ele, palavras que encontramos no Livro dos Salmos, nas grandes orações da sagrada liturgia e na própria Celebração eucarística. Rezemos ao Senhor para sermos cada dia mais conscientes, de fato, de que a Liturgia é ação de Deus e do homem; oração que vem do Espírito Santo e de nós mesmos, inteiramente voltada ao Pai, em união com o Filho de Deus feito homem (cfr Catecismo da Igreja Católica, n. 2564). Obrigado.

 
 

domingo, 23 de setembro de 2012

São Padre Pio- 23 de setembro

“Abrace a cruz de Jesus e nunca lhe faltará força. Lancemo-nos nos braços de Jesus, nos braços da cruz, e aguardemos com humildade e paciência até que Ele se digne levantar-nos”.( Pe. Pio)
 
 
A Igreja neste dia celebra a memória de Padre Pio, grande sacerdote na Igreja, que sentiu na pele os estigmas de Cristo.
 
Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de maio de 1887 em Pietrelcina (Itália). Seu nome verdadeiro era Francesco Forgione.  Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, os quais via constantemente devido à grande familiaridade. Ainda pequenino havia se tornado amigo do seu Anjo da Guarda, a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho.
Conta a história que ele recomendava muitas vezes as pessoas a recorrerem ao seu Anjo da Guarda estreitando assim a intimidade dos fiéis para com aquele que viria a ser o primeiro sacerdote da história da Igreja a receber os estigmas do Cristo do Calvário.
 Com quinze anos de idade entrou no Noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos em Morcone, adotando o nome de "Frei Pio" e foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1910 na Arquidiocese de Benevento.  Após a ordenação, Padre Pio precisou ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde e, em setembro desse mesmo ano, foi enviado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até o dia de sua morte.
 Abrasado pelo amor de Deus, marcado pelo sofrimento e profundamente imerso nas realidades sobrenaturais, Padre Pio recebeu os estigmas, sinais da Paixão de Jesus Cristo, em seu próprio corpo. Entregando-se inteiramente ao Ministério da Confissão, buscava por meio desse sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiéis e libertá-los das garras do demônio, conhecido por ele como "barba azul". 
Torturado, tentado e testado muitas vezes pelo maligno, esse grande santo sabia muito da sua astúcia no afã de desviar os filhos de Deus do caminho da fé. Percebendo que não somente deveria aliviar o sofrimento espiritual, recebeu de Deus a inspiração de construir um grande hospital, conhecido como "Casa Alívio do Sofrimento", que se tornou uma referência em toda a Europa. A fundação deste hospital se deu a 5 de maio de 1956.
 Devido aos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial, Padre Pio cria os grupos de oração, verdadeiras células catalisadoras do amor e da paz de Deus, para serem instrumentos dessas virtudes no mundo que sofria e angustiava-se no vale tenebroso de lágrimas e sofrimentos.
Na ocasião do aniversário de 50 anos dos grupos de oração, Padre Pio celebrou uma Missa nesta intenção. Essa Celebração Eucarística foi o caminho para o seu Calvário definitivo, na qual entregaria a alma e o corpo ao seu grande Amor: Nosso Senhor Jesus Cristo; e a última vez em que os seus filhos espirituais veriam a quem tanto amavam.
Era madrugada do dia 23 de setembro de 1968, no seu quarto conventual com o terço entre os dedos repetindo o nome de Jesus e Maria, descansa em paz aquele que tinha abraçado a Cruz de Cristo, fazendo desta a ponte de ligação entre a terra e o céu.
Foi beatificado no dia 2 de maio de 1999 pelo Papa João Paulo II e canonizado no dia 16 de junho de 2002 também pelo saudoso Pontífice.

Padre Pio dizia: "Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar!"

 

Padre Pio, rogai por nós!

Fonte: (Cançãonova.com)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Confraternização dos catequistas da Comunidade Santo Antônio

Gifs de solNo dia 09 de setembro o Conselho Pastoral da Comunidade (CPC) promoveu um a confraternização para os catequistas da Comunidade Santo Antônio. Foi um belo dia de sol, tanto exterior quanto interior, onde os catequistas puderam celebrar a missão de ser catequista. O que não faltou neste momento foi alegria, amor, amizade e união. Foi uma parada para recarregar as energias para as lutas que virão... postaremos algumas fotos.
 
 Gif de sol Café da manhã
 
 
 
 
 
 
Gif de solTivemos um momento de espiritualidade com os catequistas. Realizamos uma celebração agradecendo a Deus pelo dom de ser catequista e pelo chamado que Jesus nos fez.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gif de solApós a celebração as catequistas tiveram um tempo livre para conhecer o lugar, jogar conversa fora, brincar um pouquinho.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gif de solDepois tivemos um momento musical em nossa confraternização: karaoquê e música ao vivo com Erasmo Carlos e Genil com direito à participação dos catequistas. Quanta gente talentosa!
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gif de solDepois do almoço realizamos o "bingo das oportunidades", onde foi dado aos catequistas presentes muitas oportunidades legais!
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gif de solEste foi um dia muito especial para nós. Saímos de lá com vontade de quero mais , doidos para o próximo ano no dia do catequista. Queremos agradecer o carinho do Conselho de Nossa Comunidade que com todo o carinho promoveu este dia para os catequistas, bem como as pessoas que de alguma forma ajudaram para que este dia se realizasse. Obrigada!