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domingo, 20 de abril de 2014

Domingo de Pascoa

A Palavra pascoa vem do hebreu Peseach e significa passagem. A pascoa era vivamente comemorada pelos judeus do antigo Testamento.


Condenados a morte na cruz e sepultado, Jesus ressuscitou três dias após, num domingo, logo após a pascoa judaica. A Ressurreição de Jesus é o ponto central e mais importante da fé crista. Através de sua ressurreição Jesus prova que a morte não  é o fim e que Ele  é verdadeiramente o Filho de Deus. O temor de Jesus em relação a morte de Jesus na sexta-feira santa transforma-se em esperança e jubilo. Os discípulos outrora com medo adquirem forças para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo e em alguns lugares realizam procissões de Cristo ressuscitado.
A celebração deste dia  é considerada uma festividade verdadeira e própria, plena de alegria e esperança. As leituras são sempre as mesmas em todos os ciclos anuais. A sequencia pascal marca a alegria e a esperança da comunidade de Jesus - Jesus Cristo  é o vencedor da morte, Ele rompe as barreiras do tempo e do espaço.
A celebração da Pascoa nos convida a uma constante mudança de vida, a uma profunda conversão. Pascoa  é ser capaz de mudar de vida , de partilhar vida na esperança, de lutar para vencer o pecado, de acreditar na vida para vencer a morte.
A Pascoa  é um convite a nossa ressurreição. Ela nos convida a renovação de nossos compromissos com Deus e com os irmãos.
Pascoa não se resume em lembrar da morte de Jesus e de sua morte na cruz, mas principalmente celebrar a vitória de Cristo pela ressurreição.

sábado, 19 de abril de 2014

A liturgia da semana santa: Vigilia Pascal

A centralidade do Tríduo Pascal esta na Vigília. Esta vigília é realizada na noite do sábado santo em memoria da noite santa da ressurreição gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo. Chamada a " mãe de todas as vigílias"  porque a Igreja mantem-se em vigília a espera da vitória de Jesus sobre a morte.






Cinco elementos compõe a liturgia da Vigília Pascal:


1- A benção do fogo novo e do círio pascal também chamado de liturgia das luzes. O lume novo e o círio pascal representam Cristo que é a luz do mundo, a luz que dissipa as trevas de todo o mundo e convida a celebrar o esplendor glorioso desta luz... na noite ditosa em que o céu se une a terra em que o homem encontra Deus.

2- Proclamação da Pascoa que é um canto de jubilo anunciando a Ressurreição do Senhor.

3- Liturgia da Palavra que propõe uma serie de leituras sobre a historia da Salvação. Assim a Igreja começando por começando por Moises e seguido pelos profetas interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita a luz do acontecimento-Cristo.

4- Renovação das promessas batismais ou liturgia do Batismo . Quando não há batismo faz-se a benção da fonte batismal e a renovação das promessas do batismo. Do programa ritual consta ainda a ladainha de todos os santos, a benção da agua, a aspersão da assembleia com a agua benta e a oração universal.

5- Liturgia Eucarística momento culminante da vigília pascal, pois se faz presente o Cristo ressuscitado, o ápice da iniciação Cristo o antegozo da Pascoa eterna. 

Esses cinco momentos da vigília Pascal tem como fio condutor o plano da salvação de Deus em favor dos homens, que se realize plenamente na Pascoa de Cristo por nos. Por consequência, a Ressurreição de Cristo é o fundamento e da esperança da Igreja.
O simbolismo fundamental da Vigília Pascal é o de ser uma " noite clara", ou melhor, a noite que brilha como noite e a escuridão que é clara como luz. Esta noite inaugura o hodie " hoje" da liturgia, como se tratasse de um único dia de festa sem ocaso ( o dia da celebração festiva da Igreja que se prolonga pela oitava pascal e pelos cinquenta dia do tempo pascal) no qual se diz " eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e alegremos."

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A liturgia da semana santa- Sexta- feira santa ou Paixao do Senhor

A Paixão do Senhor, profeticamente, celebrada na Missa na Ceia do Senhor, profeticamente celebrada na Missa na Ceia do Senhor, desdobra-se na celebração da Sexta-feira santa.

Este é o dia de silencio, jejum e oração e de profundo respeito diante da morte do Senhor.  Em relação a sexta-feira santa é preciso resgatar a celebração da Paixão do Senhor pela grande celebração da Palavra de Deus. Neste dia são muito apreciadas as vias-sacras e encenações, no entanto, o povo ainda não atinou com o sentido da celebração da Paixão e Morte de Jesus através da grande e modelar celebração da Palavra.
As 15 horas, horário em que Jesus foi morto e celebrada a principal celebração do dia- a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes- liturgia da Palavra, adoração de Cristo na cruz e rito da comunhão.
Nesta celebração não adoramos a cruz como um objeto de madeira, mas adoramos o Cristo pregado na cruz. Depois deste momento não há mais comunhão, nem celebrações. O templo fica fechado ate que seja realizada a celebração da Pascoa, no sábado santo.


Oficio das trevas


O oficio das trevas é um antigo oficio litúrgico muito apreciado por toda a Igreja. Ele juntava lições e salmos em um belíssimo texto retirado de um breviário e rezado junto com a comunidade. Chama-se oficio das trevas porque ao longo do Oficio iam-se apagando as luzes da igreja que terminava em escuridão.
O oficio das trevas mostra de forma bastante clara, a figura do servo sofredor  e nos leva a meditar sofre os seus sofrimentos de sua Paixão e morte na cruz.


Sermão das sete palavras


Lembra-se das ultimas palavras de Jesus, no calvário, antes de sua morte:
" Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem..."
" Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso..."
" Mulher eis ai o teu filho... Eis ai a tua mãe..."
" Tenho sede!"
" Meu Deus, meu Deus porque me abandonastes."
" Tudo esta consumado."
" Pai em tuas mãos entrego o meu Espirito."


Neste dia não se celebra a santa missa.


Acontece também o sermão da descida da cruz e em seguida acontece a procissão do enterro, levando uma esquife com a imagem do Senhor morto.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

A liturgia da semana santa- missa da ceia do Senhor


Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde ou noite quinta-feira, a Igreja da inicio ao Tríduo Pascal e comemora a ultima ceia.
A quinta-feira na Ceia do Senhor caracteriza-se pela " entrega" do Senhor Jesus. O Senhor é entregue por Judas, prenuncia sua entrega ao Pai e se entrega no sacrossanto Mistério da Eucaristia.
Jesus na noite em que foi traído, ofereceu a Deus Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os apóstolos para que o tomassem, mandando também oferecer ao seus sucessores.
Esta noite vem caracterizada pelo Novo Mandamento, o Mandamento do amor, a instituição do novo Mandamento através do rito do lava-pés. São quatro os mistérios celebrados nesta noite santa- a instituição do Novo mandamento, a eucaristia, o ministério sacerdotal e o dom da Igreja.
No centro encontra-se a caridade- " Onde o amor e a caridade, Deus esta", canta a Igreja na missa da Ceia do Senhor. A serviço do Amor é  a expressão maior do amor, temos a Eucaristia, realização sacramental da caridade. A serviço da vida eucarística e do amor, eis o mistério sacerdotal. Finalmente temos os sacramentos todos, dos quais vive toda a igreja, e o próprio mistério da Igreja. Nesta noite a Igreja celebra a vocação profética, sacerdotal e real de todos os cristãos.
Durante a celebração da santa missa acontece também a cerimonia do lava-pés, que lembra o gesto de Jesus ao lavar os pés dos discípulos. Este é um gesto de humildade e de santidade, um exemplo para os discípulos e para toda a Igreja " Eu vim para servir".
No final da missa é feita a Procissão do translado do Santíssimo Sacramento do altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante alguns momentos. Após a missa o altar é desnudado, símbolo do Cristo aniquilado, despojado, flagelado e morto pelo pecado da humanidade.
O Senhor se entrega e quer permanecer como alimento na Eucaristia. Com a Eucaristia tem inicio a comemoração da entrega do Senhor. A Igreja acompanha solidaria, o Cristo que reza e sofre no Getsemani, que se confia ao Pai, é traído e entregue por cada um de nos.
É impossível separar a Eucaristia do amor fraterno. A entrega de Jesus na Eucaristia e a seu gesto de lavar os pés dos discípulos pede de cada a cristão a mesma atitude de se por a serviço do irmão, principalmente aquele mais necessitado.


" Se eu, Senhor e mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz” (Jo 13, 13-15).



A liturgia da semana santa- missa do crisma

Na quinta-feira santa acontece, na maioria dos lugares pela manha, uma celebração maravilhosa chamada Missa da unidade crista ou missa do crisma. Neste dia cada Bispo reúne o seu clero e celebra a Missa da renovação do sacerdócio, pois neste dia Jesus instituiu o sacerdócio católico e a sagrada Eucaristia.




Esta celebração nos leva a meditar na unidade de nossa Igreja e na pessoa dos sacerdotes, que são membros fundamentais da Igreja. Na renovação das promessas sacerdotais os padres e diáconos são chamados a reinflamar o ardor da vocação para que sejam sempre firmes na sua missão.



Neste dia também é feita também a benção dos óleos . O motivo se deve ao fato de ser este o ultimo dia em que se celebra a missa antes da vigília pascal. Na Igreja primitiva o Batismo, a eucaristia e a crisma só aconteciam na Vigília Pascal. Mas por que óleo? O óleo tem a finalidade de fazer brilhar o rosto( Sl 103,15), é o símbolo da alegria (Sl 44,8). Penetrante, sua unção significa a consagração de um ser a Deus, em vista da realeza, do sacerdócio ou de uma missão profética.

São abençoados os seguintes óleos

Óleo do Crisma- Uma mistura de óleo e balsamo, significando a plenitude do Espirito Santo, revelando que o cristão deve irradiar " o bom perfume de Cristo" . Este óleo é usado no sacramento da Confirmação para viver como adulto na fé, é o único óleo que é perfumado. Também é utilizado em outros atos consacratorios, como na dedicação de uma Igreja, na consagração de um altar. A cor que representa este óleo é o branco ouro.

Óleo dos catecúmenos- Este óleo é usado no batismo. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra nos catecúmenos, o liberta e o prepara para o nascimento pela agua e pelo Espirito Santo. Sua cor é o vermelho.

Óleo dos enfermos- Este óleo é usado no sacramento da unção dos enfermos. este óleo significa a força do Espirito Santo para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor, inclusive a morte. Sua cor é roxa.

A missa se encerra com a distribuição da eucaristia e depois é distribuído os santos óleos para as paroquias da diocese. 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A liturgia da semana santa- Procissao do encontro

Na maioria das cidades do Brasil celebra-se na quarta-feira a procissão do encontro de nosso Senhor dos Passos com Nossa Senhora das Dores- essa procissão representa o encontro de Maria com seu filho Jesus na via crucis.





Nesta procissão meditamos e contemplamos a dor de Maria Santíssima quando encontra o seu Filho a caminho do Calvário carregando uma pesada cruz e sendo insultado como se fosse um criminoso. Ao encontrar Jesus o olhar dos dois se cruzam e Maria pode compreender a dor da alma de Jesus.
Em determinado lugar é feito o encontro entre as duas imagens e relatam-se  as cenas desse doloroso encontro meditando as dores de Maria e do sofrimento de Jesus. Eis o significado de viver esta procissão - celebrar as dores, tristezas e sofrimentos das pessoas, da comunidade e da sociedade entre acontecimentos que marcam a vida do povo e levando os cristãos a consciência de que com Cristo superamos todas as dores.

terça-feira, 15 de abril de 2014

A liturgia da semana santa- Via-sacra

A via-sacra é uma oração  que nos lembra o caminho de dor e sofrimento de Jesus, no percurso de sua divina missão redentora, quando de modo perfeito demonstrou sua obediência ao Pai do céu e seu amor a humanidade toda. Esta oração é muito rezada no tempo da quaresma e na semana santa é sempre reservado um dia para este exercício de fé.
A via-sacra teve sua origem nos tempos das Cruzadas( séculos XI/XIII). Os fieis que peregrinavam na Terra Santa e visitavam os lugares da Paixão de Jesus continuavam recordando os passos da via dolorosa de Jesus. Em suas pátrias compartilhavam esta devoção a Jesus. Compreende 14 estações e cada uma apresenta uma cena da Paixão a ser meditada pelo discípulo de Cristo. 

 
 
Promessas aos devotos da via-sacra
 
Um jovem religioso espanhol, chamado Estanislau, recebeu de Jesus algumas revelações acerca dos devotos da via-sacra. As frases abaixo é uma compilação ditas por Jesus ao irmão Estanislau.
 
Tudo o que se  pedir durante a via-sacra será atendido (desde que seja para o bem do cristão);
 
Prometo a vida eterna aqueles que rezarem a via-sacra devotamente;
 
Estarei com eles durante a vida e socorrerei na hora da morte;
 
Por meio da oração da via-sacra, mediante uma santa expiação, os pecados serão perdoados ( o que não significa a necessidade de se confessar);
 
Os que frequentemente rezarem a via-sacra receberão uma graça especial no céu;
 
Livrarei do purgatório;
 
Minha benção estará com ele cada vez que rezarem a via-sacra;
 
Na hora da morte empregarei todas as minhas forças para que repousem em meus braços;
 
Se rezarem com alegria a via-sacra farei de cada pessoa um cibório vivo, onde com alegria derramarei as minhas graças;
 
Fitarei com meus olhos aqueles que rezarem frequentemente a via-sacra;
 
Já não poderão mais separar-se de mim, pois comunicar-lhe-eis a graça de ficarem preservados de todos os pecados graves;
 
Na hora da morte quem rezar a via-sacra será consolado em sua morte e será levado por mim ao céu;
 
A minha Alma será como um manto protetor, sempre virei ao meu socorro, para que encontre em mim o repouso.
 

domingo, 13 de abril de 2014

A liturgia da semana santa- Domingo de ramos



Na semana santa a Igreja celebra os sagrados mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor; encarnado para no martírio da cruz e na vitória sobre a morte, dar a todos os homens para a graça da salvação.

A semana santa inicia-se com o Domingo de Ramos- onde recordamos e celebramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado rei dos judeus. A Igreja recorda os louvores proclamando: Hosana Filho de David! Bendito que vem em nome do Senhor! (Lucas 19,38)
O grande simbolismo da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém em um jumentinho era deixar claro que Ele não era o Messias politico, temporal mas um Messias que viria libertar o povo do pecado, raiz de todos os males.

A procissão de ramos tem como objetivo apresentar a peregrinação que cada cristão faz sobre a terra buscando a vida eterna ao lado do Senhor. Os ramos que levamos nesta procissão nos fazem lembrar que somos batizados, membros da igreja de Cristo. Os ramos que levamos para a casa após a benção e procissão de Ramos lembra-nos que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao calvário, mas que chegara a salvação.
A celebração do Domingo de Ramos convida a cada um de nós a seguirmos Jesus e acolhermos não como o Rei deste mundo, mas o Rei do novo Reino- Reino de Deus. Seguir a Jesus significa renunciar a nós mesmos , a morrer para a vida das trevas para que possamos ressuscitar com Cristo na Pascoa .




domingo, 7 de abril de 2013

A música na liturgia

 
Gif
“Cantai ao Senhor um cântico novo. Aclamai ao Senhor, terra inteira gritai e exultai  cantando hinos. Cantai ao Senhor com a harpa, com a harpa e com o som dos instrumentos; com a trombeta e ao som da corneta exultai diante do rei, o Senhor”
 
 
 
O canto na missa tem a função de nos ajudar a rezar e não para nos distrair ou preencher tempo. Deve conduzir a assembléia ao silêncio orante, proporcionar a experiência de Deus. A música evoca algo que transcende o ser humano, portanto na liturgia a sua função é de auxiliar a assembléia no contato com o sagrado manifestando o nosso louvor e gratidão a Deus. Existem cantos próprios que são cantados na liturgia , chamados Cantos litúrgicos.
Na celebração litúrgica a música é utilizada em vários momentos.
 
Canto de entrada: a função do canto de entrada é chamar à união dos corações pelas fusões das vozes congregando toda a assembléia e a introduzindo no mistério a ser celebrado. Este deve ser um canto de procissão do celebrante até o altar, que estimule a assembléia a participar da celebração com alegria . Por isso, o canto deverá estar em consonância com o ano litúrgico, o tipo de celebração e as características da assembléia.
 
Ato penitencial: Este canto deve nos levar a experimentar a necessidade do perdão mútuo na presença de Deus, rico em misericórdia. O "Senhor tem piedade de nós" da liturgia faz desabrochar no coração a súplica do pecador que se arrepende e sente amado e perdoado pela misericórdia infinita de Deus; que avalia seu caminho de santidade como dom de Deus e como milagre da graça. Deus convida o cristão a vencer sua autossuficiência que por vezes paralisa e esvazia a força da missão evangelizadora a ele confiada. Por isso, esse canto deve ser breve e deve conter a fórmula Senhor tende piedade de nós! Cristo tende piedade de nós!
 
Glória: O Glória é um canto de cárater cristólogico e pascal. A nota dominante é o júbilo e o louvor, confiante e alegre. Deve-se estar atento a este fato no momento da escolha dos cânticos para o momento do glória, portanto, não pode ser substituído por um simples canto. O ideal seria cantar o próprio texto, tal como foi transmitido desde a Antiguidade. Pelo fato do glória ser um hino festivo é próprio para ser cantando em tempo de Páscoa, Natal em festas e solenidades da Igreja. Não será executados nos tempos da Quaresma e Adventos, por serem estes considerados penitenciais.
 
Salmo: O Salmo ocupa um espaço bastante significativo na Liturgia cristã. O Salmo responsorial é uma resposta à primeira leitura em dois sentidos:
  • Porque o povo responde com um refrão aos versos cantados pelo salmista;
  • Porque o Salmo é escolhido de acordo com a primeira leitura e de uma certa forma a ecoa.
Os salmos na celebração participam da função memorial de toda a liturgia, por isso, devem ser cantados e ouvidos prestando-se atenção à letra e à música, e relacionando-se com as leituras ouvidas, com a vida pessoal e social, sempre direcionados e tendo como ponto de referência Jesus Cristo.
 
Aclamação ao Evangelho: O Evangelho é uma declaração de amor que Jesus, a cada domingo, prepara para a comunidade. Por isso o canto da aclamação ao Evangelho deve ser cantado com alegria e entusiasmo, cantado o ALELUIA com entonação, e as estrofes são frases tiradas do evangelho a ser proclamado. Da mesma forma que o glória na quaresma não se canta o Aleluia.
 
Canto para apresentação das oferendas: O canto da apresentação das oferendas deve ser um canto simples e meditativo. O canto escolhido não precisa necessiariamente falar de oferendas, pois ainda não é o ofertório mas só as apresentação das ofertas. O canto da apresentação das oferendas acompanha a procissão das oferendas e se prolonga pelo menos até que tenham sido postas sobre o altar.
 
Santo: Este é um dos cantos mais importantes da missa, pois exalta a santidade de nosso Deus e a vinda gloriosa do Messias  e convida a comunidade a unir ao eterno louvor do coro dos anjos e santos. Não deve ser substituido por outro canto, ele deve sonter a formula que o Missal Romano nos apresenta: SANTO, SANTO, SANTO SENHOR DEUS DO UNIVERSO, O CÉU E A TERRA PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA, HOSANA NAS ALTURAS! BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR, HOSANA NAS ALTURAS!

Amém - Vem após a doxologia que só é rezada pelo celebrante (muitas pessoas acham, erradamente, que é bonito rezar com o padre!) e deve ser bastante animado ao som de todos os instrumentos, cantado por toda a assembléia. Infelizmente, hoje se canta e se vibra pouco por falta de compreensão do sentido profundo desse momento ritual. As palavras da doxologia devem ressoar qual grito jubiloso e exultante, como inteira adesão a Cristo para o Pai. Pode-se dizer que este AMÉM se vai, desde agora, antecipadamente, treinando para o eterno e celestial louvor, o Aleluia pascal da vida futura, da Liturgia perfeita, do canto eterno que os remidos pelo sangue do Cordeiro cantarão a Deus sem cessar juntos dos anjos.

Cordeiro de Deus- Se estiver de acordo com a aprovação do celebrante, o Cordeiro de Deus pode ser cantado como um fundo suave de reverência e respeito. Lembre-se que este canto não faz parte do canto do Abraço de Paz e deve ser executado a partir do canto Cordeiro de Deus, já nos preparando para a comunhão.

Canto de comunhão- Este canto deve ser cantado por toda comunidade, seria melhor que a sua letra contesse frases do evangelho proclamado, como nos mostra o Hinário Litúrgico, pois assim a assembléia comunga o corpo de Cristo relembrando o que foi lido no evangelho.

Canto final: A finalidade desde canto é de despersar, despedir, de enviar em missão para o mundo afora. Ao final de cada missa, quando o presidente despede a assembléia todos devem se sentir enviados como "missionários" para difundir em todos os ambientes o grande dom recebido. É um canto que acompanha o rito de saída do presidente da celebração. Geralmente, no canto final, podemos cantar um canto de Nossa Senhora, quando for em tempos oportunos e em festas próprias.
 



AGif escolha dos cantos na liturgia:

Uma das maiores preocupações da Igreja é exatamente a participação do povo na celebração litúrgica: deseja ardentemente a Mãe Igreja que todos os fiéis sejam levados a ativa participação  na celebração litúrgica que a própria natureza litúrgica exige. O canto é um canal que leva a assembléia a se envolver e participar de forma mais ativa, o canto consegue tocar a alma. Por isso uma das tarefas mais dificeis para o agente da Pastoral litúrgica é a escolha de cantos adequados que atendam os requisitos da ação litúrgica. Todo canto deve possuir as seguintes características:

 
a. Santidade, beleza, delicadeza de formas e universalidade;
b. Ligação estreita com a Sagrada liturgia, onde os textos vão buscar sua inspiração;
c. Sensibilidade e expressão que se comunique realmente e toque o coração da comunidade, atendendo à índole psicológica de cada povo e sua linguagem.
d. Texto dotado de mensagem catequética, evangelizadora e missionária;
e. Simplicidade e naturalidade que torne fácil o aprendizado e execução;
f. Adaptação às diversas assembléias, levando em consideração as idades, cultura e circunstância; 
g. O tempo litúrgico e suas festas, tendo por critério o desenrolar do ano litúrgico;
h. Adequação às diversas partes da Missa;
i. Fundamentação bíblica e doutrinária.
 
 
 
 
GifO que nos diz o Diretório da missa com crianças sobre a música na liturgia:
 
Como a criança tem especial predileção pelo canto, este deve ser fomentado e bem usado. Importante e esclarecedor é o nr. 31: “Para facilitar a participação das crianças no canto do “Glória”, “Creio”, “Santo” e “Cordeiro de Deus”, é lícito adotar as composições musicais apropriadas com versões populares aceitas pela autoridade competente, ainda que literalmente não estejam de acordo com o texto litúrgico.” Tenha-se, porém, o cuidado para que o canto não distraia, mas as ajude a rezar e vivenciar cada momento celebrativo. Os instrumentos musicais são de grande utilidade para acompanhar e sustentar o canto, ainda mais se forem tocados pelas próprias crianças, sempre com o cuidado para que não abafem o canto, a voz.











terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Diretório da missa com crianças

 
 
Em várias lugares vemos o esforço de sacerdotes, catequistas, catequizandos, agentes de pastoral litúrgicas em implantarem em suas comunidades a missa com crianças. Sem dúvida nenhuma este é um grande desafio: adequar a celebração litúrgica a este público que é tão especial ao coração de Deus .
 
Pensando neste desafio e na necessidade de adequar as normas litúrgicas a este público temos em nossas mãos o Diretório da missa com crianças. O Diretório já existe há três décadas, mas ainda é pouco conhecido. Ao longo desse tempo, vemos experiências que derem certo, outras exageradas, outras que caíram no desânimo. Tudo o que fazemos hoje em nossas comunidades está dentro deste contexto, faz parte de uma história que nos precede e nos envolve.
 
Contexto:
 
A década de 60 foi a grande década que deu inicio à promoção de uma nova mentalidade que revolucionária todos os segmentos da sociedade. E a Igreja foi uma prova viva disso. O sopro restaurador da novidade permanente do Evangelho da salvação veio com o Concíclio Vaticano II. O Espírito Santo, através do Papa João XXIII, convocou toda Igreja para uma renovação. O Concílio não inventou nada, mas redescobriu o que era essencial, escondido por trás que pequenas tradições que confundiram a Tradição. Simplificou sem empobrecer, mas colocando bem às claras o que é fundamental. Dentro deste novo modo de ver o mundo, a Igreja se reúne para o Concílio e não se faz alheia ao mundo. Cumpriu seu papel como Sacramento de Salvação para o homem de hoje.

A Eucaristia foi ponto central. E dentro dela alguns fenômenos:
1. Eucaristia celebrada nas casas (O Movimento Familiar Cristão se reunia nas casas num momento bonito de evangelização que culminava com a celebração eucarística).
2. Celebração eucarística ligada às reuniões dos jovens e da catequese que também culminavam com a celebração da Missa (daí vem os termos “Missa das Crianças”, ”Missa dos Jovens”). O que impressionava era o dinamismo e vivacidade da celebração, a princípio sem extravagâncias, mas simplesmente mais adaptada assembleia. A estrutura da Missa era “normal” só a forma externa a fazia parecer diferente. Era preciso que o sacerdote com bem senso litúrgico fosse o ponto de equilíbrio.
É nesse contexto, que a Liturgia da Missa com Crianças, usando conhecimentos fins, como a Psicologia e a Pedagogia, que caminhamos para uma celebração mais virtuosa e mistagógica. A oração é quem diz a fé da comunidade. É a partir do que a Igreja reza e celebra que se conhecerá e se desenvolverá a sua fé.
Chama a atenção que quem vai falar da Eucaristia é a própria Eucaristia. A própria celebração é a fonte da sua compreensão. Não é preciso inventar coisas de fora para dentro, correndo o gravíssimo perigo de inventar um “show” que precisa ser sempre diferente e acabar perdendo o foco do esssencial.
No Concílio Vaticano II a adaptação se refere aos mais diversos setores pastorais e, entre eles, a participação ativa de todos, inclusive das crianças, dentro das suas possibilidadades. Começou a florescer toda uma literatura sobre o tema (as preces eucarísticas, específicas o diretório, outras adaptações...).Requer preparação pedagógica, criatividade e amor. A experiência religiosa na infância é de extrema importância. Esse é um motivo suficiente para revelar a importância do nosso trabalho.
O Diretório surge como uma resposta ao anseio da Igreja de conhecer mais sobre o tema. Não veio “de cima para baixo”, mas a partir de experiências concretas recolhidas de verias partes e bem refletidas para se retirar os exageros.Percebe-se que se deseja com todas essas experiência surgem orações mais acessíveis e um novo lecionário. Em 1966, foi feita uma quarta redação levada a Paulo VI que fez por escrito suas reflexões e, em 1973, o Documento final foi publicado.
 
O Diretório Para Missa com Crianças

O Diretório se desenvolve em três capítulos:
- Como iniciar as crianças na existência cristã e prepará-las para a Eucaristia?
- Como acolher as crianças nas celebrações com adultos?
- Como conduzir a celebração quando a Missa tem na maioria crianças?

Desde o início do texto, um embasamento da Psicologia garante que a criança é capaz de participar por envolvimento do mundo dos adultos.Progressivamente seu desejo de compreender e participar de uma maneira mais completa. Daí vale ressaltar a atitude da família, insubstituível na transmissão da fé e do espírito celebrativo. Não são necessárias grandes explicações sobre o mistério que se celebra, mas sim grande acolhida e envolvimento.
Mais do que suscitar uma prática religiosa regular nosso objetivo deve ser que a Eucaristia seja o centro das nossas vidas. Criar uma comunicação lúdica e orante e sair da mentalidade “escolar” devem ser metas da Liturgia e da Catequese, que estão intimamente unidas. A fonte da Catequese é a Liturgia, que celebra o conteúdo da fé. E é na Catequese que se aprende a celebrar.
É preciso criar condições para que a criança viva a sua fé. Como dissemos, a começar pelos pais, depois o celebrante, os catequistas, a comunidade. Alguns pontos se fazem notar: iniciar a criança no valor do silêncio não como hiato vazio, mas como momento precioso para acolher a palavra de vida; introduzir a criança no canto; valorizar a celebração da Palavra.
Por outro lado, o Diretório enfatiza também que a Catequese precisa ter também uma dimensão humana: aprender valores, saber conviver com os outros, agradecer, pedir perdão.... atitudes que também são exercitadas na celebração.
Nas celebrações com adultos a criança não deve ficar em “quarentena”, pois ela tem o direito de ser introduzida na vida litúrgica da comunidade. Sua participação requer uma atenção especial.
Na terceira parte do Diretório, vê-se que não se trata de ocupar as crianças durante a Missa para que não se distraiam, mas sim de ajudá-las a celebrar e viver a fé. O padre deve evitar um discurso muito pueril, mas também muito rebuscado. Quanto aos adultos presentes, eles estão ali para rezar junto com as crianças e não para fiscalizá-las. Celebrar com as crianças é ir com elas ao encontro do Senhor que se nos reúne, nos revela, se nos oferta e se nos dá na Sagrada Comunhão.
O Diretório se mostra em alguns aspectos reservado e em outros, aberto. Não podemos nos esquecer de que celebramos o maior acontecimento da nossa fé: não é mera lembrança, é atuação na vida presente de cada um de nós. Cada um acolherá esse mistério dentro de suas possibilidades. Assim, toda a preparação deve girar em torno disso. A música vocal e instrumental bem preparada e adaptada é de grande importância: a melodia não deve se sobrepor à letra, nem os instrumentos à voz, nem o coral à assembléia. Não basta assistir, é preciso participar, ou seja, fazer parte.
O uso de imagens e símbolos visuais é também ponto de destaque, que precisam ser usados. Que nada se imponha, mas que esteja a serviço do essencial. O espaço também contribui para a melhor participação.
Pode-se dizer que a Igreja nunca se interessou tanto na integração das crianças na Liturgia. É preciso prepará-las, iniciá-las. Todas as comunidades se ocupam sobre esse tema. Adaptação, porém, não significa improvisação: minha criatividade deve estar subordinada ao meu bom conhecimento das orientações da Igreja. A Missa é uma só, mas terá uma preparação especial voltada para o público infantil, sem reduzir a celebração somente à elas. Caso contrário, será uma celebração tão infantil que, depois de passar de determinada faixa etária, não mais se interessará por ela.
O importante agora, é unirmos nossa experiência valiosa de dedicação de todos para nos integrarmos mais e nos sentimos membros participantes desse processo histórico, trazendo como originalidade a consciência do que deu certo ou não e a novidade de fazer viver o projeto, o intento do Diretório com as crianças de hoje da nossa comunidade, de tal maneira que elas se sintam bem na celebração e possam viver e rezar sua fé.
 
(Texto baseado na palestra do Cônego Antônio José de Moraes sobre o Diretório da missa com crianças)

Diretório da missa com crianças

 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Tempo do Natal

 
 O Tempo do Natal inicia-se com a noite de 24 de dezembro e vai até a festa do Batismo do Senhor (janeiro). Durante esse período, comemora-se a manifestação do Senhor em nossa carne. Celebramos a “troca de dons entre o céu e a terra”, pedindo que possamos “participar da divindade daquele que uniu ao Pai a nossa humanidade”. Não celebramos apenas um acontecimento do passado, o nascimento de Jesus em Belém; celebramos o hoje da nossa salvação que se inicia com a manifestação de Deus na humanidade de nossa carne.
Diversas festas marcam este tempo litúrgico. A alegria da Solenidade do Natal do Senhor se desdobra e se prolonga por oito dias sucessivos, os quais chamamos “Oitava do Natal”. Nesses oito dias existem algumas festas muito significativas. No dia 26 de dezembro, celebramos o primeiro mártir de Cristo, Santo Estevão. No dia 27 de dezembro, celebramos São João, apóstolo e evangelista. No dia 28 de dezembro, celebramos os Santos Inocentes Mártires. A festa da Sagrada Família, celebramos dentro do Domingo da Oitava de Natal ou, se não houver nenhum domingo dentro da oitava, celebramos no dia 30 de dezembro. No dia 1º de janeiro, celebramos a Solenidade da Santa Mãe de Deus.
Durante o tempo do Natal usa-se a cor branca ou também se admite o dourado, cores que significam a divindade, que se manifesta brilhante no Menino Jesus.
A espiritualidade desde tempo é a alegria, por isso após ficar sem cantar o glória durante o tempo do Advento, canta-se o Glória com muita alegria e vibração.
Outras festas celebradas neste tempo são A Solenidade da Epifania do Senhor (“epifania” quer dizer “revelação”), mais conhecida como Festa de Reis, é celebrada no dia 6 de janeiro. No Brasil é transferida para o domingo entre 2 e 8 de janeiro. Nela celebramos a manifestação do Senhor a todas as nações, que são representadas pelos magos que vão ao encontro do Salvador.A festa do Batismo do Senhor é celebrada no domingo depois do dia 6 de janeiro, e revela a filiação divina de Jesus mediante a voz descida do céu. Nesse momento acontece a verdadeira unção e investidura de Jesus como Messias .
Durante o tempo do Natal os textos litúrgicos nos levam não a contemplar o aniversário de Jesus, mas sim a celebrar o mistério de sua manifestação ao mundo para salvar a humanidade na humildade de nossa carne. No nascimento do Redentor, saudamos e celebramos a nossa redenção, que se cumprirá em sua Páscoa.
 
Os símbolos do Natal
 
 
Presépio- O presépio representa a cena do nascimento de Jesus.O presépio é uma das representações mais singelas do nascimento de Jesus Cristo. Procura resgatar a importância e magnitude daquele momento ao mesmo que nos lembra a forma simples e humilde em que se deu o nascimento. Quem tomou a iniciativa de montar o primeiro presepio foi são Francisco de Assis, em 1223, preparado em uma gruta , em um bosque italiano.
 
 
Estrela- A estrela serviu de guia para os três reis magos irem ao encontro de Jesus na gruta de Belém. A estrela também simboliza Jesus Cristo que é a luz do mundo: "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas mas encontrará a luz. " ( João 8,12)
 
 
 
Árvore de natal- Durante o inverno, os povos europeus costumavam enfeitar suas casas com folhagens verdes e árvores para alimentar a esperança da primavera que se aproximava. Na fé cristã a árvore de natal é sinal da vida que Jesus trouxe com seu nascimento e as bolas penduradas significam os bons frutos oferecidos por Jesus á humanidade.
 
Celebrar a eucaristia neste período de Natal, significa entrar em um novo estilo de vida: a vida dos filhos de Deus e participar sacramentalmente do"admirável comércio" que se realizou na pessoa de Cristo entre a natureza divina e a humana. A assembléia eucarística é sinal da unidade de todos os homens na única fé em Cristo Jesus e na vida nova que dele recebem. Que possamos viver este tempo liturgico abrindo nosso coração para o menino Deus que renasce a cada dia em nosso coração trazendo para nós a paz e esperança do Reino que começa aqui e culmina no céu com a sua vinda gloriosa.