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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Catequese do Papa Francisco sobre a ação do Espírito na evangelização– 22/05/13

Brasão do Papa Francisco
 
 
Queridos irmãos e irmãs, bom dia.
No Credo, depois de ter professado a fé no Espírito Santo, dizemos: “Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica”. Existe uma ligação profunda entre estas duas realidades de fé: é o Espírito Santo, de fato, quem dá vida à Igreja, guia os seus passos. Sem a presença e a ação incessante do Espírito Santo, a Igreja não poderia viver e não poderia realizar a missão que Jesus ressuscitado lhe confiou, de ir e fazer discípulos todas as nações (cf. Mt 28:18). Evangelizar é a missão da Igreja e não apenas de alguns, mas a minha, a sua, a nossa missão. O apóstolo Paulo exclamou: “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho” (1 Cor 9,16). Todos devem ser evangelizadores, especialmente com a vida! Paulo VI destacou que “Evangelizar… é a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar” (Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, 14).
Quem é o verdadeiro motor da evangelização em nossas vidas e na Igreja? Paulo VI escreveu com clareza: “É ele, o Espírito Santo que, tanto hoje como no início da Igreja, age em cada evangelizador que se deixa possuir e conduzir por Ele, que lhe sugere palavras que ele sozinho não conseguiria encontrar, preparando ao mesmo tempo a alma de quem escuta para que esteja aberto a acolher a Boa Nova e o Reino anunciado” (ibid., 75). Para evangelizar, então, é necessário se abrir ao horizonte do Espírito de Deus, sem medo do que ele vai nos pedir ou onde nos levará. Confiemo-nos a Ele! Ele nos fará capazes de viver e testemunhar a nossa fé e iluminará o coração daqueles com quem nos encontrarmos. Esta foi a experiência de Pentecostes: aos Apóstolos reunidos com Maria no Cenáculo, “apareceram línguas como de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles e todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, da maneira que o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2:3-4). O Espírito Santo ao descer sobre os Apóstolos, os fez sair da sala em que estavam fechados por medo, os fez sair de si e os transformou em anunciadores e testemunhas das “grandes obras de Deus” (v. 11). E essa transformação operada pelo Espírito Santo se reflete na multidão vinda “de todas as nações debaixo do céu” (v. 5), de modo que cada um ouvia as palavras dos Apóstolos como se fossem em sua própria língua (v. 6 ).
Aqui está um primeiro efeito importante da ação do Espírito Santo que guia e inspira o anúncio do Evangelho: a unidade, a comunhão. Em Babel, de acordo com a Bíblia, havia começado a dispersão dos povos e a confusão das línguas, resultado da arrogância e do orgulho do homem que queria construir com suas próprias forças, sem Deus, “uma cidade e uma torre cujo cume tocasse os céus” (Gn 11:04). No dia de Pentecostes, estas divisões são superadas. Não há mais orgulho contra Deus, nem o fechamento de um ao outro, mas há abertura para Deus, o sair para anunciar sua palavra: uma nova linguagem, a do amor que o Espírito Santo derrama em nossos corações (cf. Rm 5,5), uma linguagem que todos possam entender e que, acolhida, podia ser expressada em cada ser e em cada cultura. A linguagem do Espírito, a linguagem do Evangelho é a linguagem da comunhão, que convida a superar bloqueios e indiferenças, divisões e conflitos. Todos nós devemos nos perguntar: como me deixo ser guiado pelo Espírito Santo a fim de que a minha vida e meu testemunho de fé sejam de unidade e comunhão? Levo a mensagem de reconciliação e de amor, que é o Evangelho nos lugares onde moro? Às vezes parece que hoje se repete o que aconteceu em Babel: divisões, incapacidade de compreender o outro, rivalidade, inveja, egoísmo. O que eu faço com a minha vida? Promovo a unidade próximo a mim? Ou divido com conversa fiada, críticas, inveja? O que eu faço? Pense nisso. Levar o Evangelho é proclamar e vivermos nós primeiro: a reconciliação, o perdão, a paz, a unidade e o amor que o Espírito Santo nos dá. Lembremo-nos das palavras de Jesus: “Nisto todos saberão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13:34-35).
Um segundo elemento: no dia de Pentecostes, Pedro, cheio do Espírito Santo, se levanta “com os onze” e “em voz alta” (Atos 2:14), “com ousadia” (v. 29) anuncia a boa nova de Jesus, que deu a vida pela nossa salvação e que Deus ressuscitou dentre os mortos. Aqui é outro efeito do Espírito Santo: coragem para anunciar a novidade do Evangelho de Jesus a todos, com a auto-confiança (parresia), em alta voz, em todo tempo e lugar. E isso acontece ainda hoje para a Igreja e cada um de nós, pelo fogo de Pentecostes, pela ação do Espírito Santo, se desenvolvem sempre novas iniciativas de missão, novas maneiras de proclamar a mensagem de salvação, uma nova coragem para evangelizar. Não nos fechemos nunca a esta ação! Vivamos com humildade e coragem o Evangelho! Testemunhemos a novidade, a esperança, a alegria que o Senhor traz para a vida. Sintamos em nós “a doce e reconfortante alegria de evangelizar” (Paulo VI, Exortação Apostólica. Evangelii Nuntiandi, 80). Porque evangelizar, proclamar Jesus, nos traz alegria, enquanto o egoísmo nos traz amargura, tristeza, nos deixa para baixo, evangelizar nos eleva.
Menciono apenas um terceiro elemento, que é particularmente importante: uma nova evangelização, uma Igreja que evangeliza deve sempre começar pela oração, de pedir, como os Apóstolos no Cenáculo, o fogo do Espírito Santo. Só o relacionamento fiel e intenso com Deus permite que saiamos de nosso fechamento e anunciemos o Evangelho com parresia. Sem oração nossas ações tornam-se vazias e nosso anúncio não tem alma, não é animado pelo Espírito.
Queridos amigos, como disse Bento XVI, a Igreja hoje “sente especialmente o vento do Espírito Santo que nos ajuda, nos mostra o caminho certo e assim, com novo entusiasmo, estamos no caminho e damos graças ao Senhor” (palavras da Assembleia do Sínodo dos Bispos, 27 de outubro, 2012). Renovemos a cada dia a confiança na ação do Espírito Santo, confiança de que Ele age em nós, Ele está dentro de nós, que nos dá o fervor apostólico, a paz, a alegria. Deixemo-nos guiar por Ele, sejamos homens e mulheres de oração, que testemunham o Evangelho com coragem, tornando-se instrumentos de unidade e de comunhão com Deus. Obrigado.
 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pentecostes em quadrinho

 
 
 
 
Esta sugestão da história de Pentecostes em quadrinho eu encontrei no blog Jardim da fé e achei muito legal para os nossos catequizandos. Quem não gosta de história em quadrinhos!

Sugestão de atividades sobre Pentecostes

Boneco de massinhaPostaremos sugestões de atividades sobre  o tema Pentecostes ou Espírito Santo.






 
 
 
 
 
 
 
Mais sugestões nos links abaixo:
 
 
 
 

Os frutos do Espírito Santo

“Mas o fruto do Espírito é : Caridade, Alegria, Paz, Paciência, Benignidade, Bondade, Fidelidade, Mansidão, Temperança”. (Gal.5,22-23).
 
 
 
Diz o Catecismo da Igreja Católica :
1832 . – Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós, como primícias da glória eterna. A tradição da Igreja enumera doze : caridade, alegria, paz, paciência, bondade, longanimidade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência, castidade”. (Gal.5,22-23 Vulg).
Estes doze frutos do Espírito Santo devem suscitar no cristão o desejo e o esforço de os conquistar. Para isso, deverá pedi-los e suplicá-los ao Espírito Santo porque a quem Lhe pede, Ele os dará. Se não os pedirdes, Ele ficará à espera. Contudo, com as preocupações, o corre-corre e a luta pela vida, muitas vezes esquecemo-nos de valores tão sublimes e elevados.
 
MaçaCaridade- Este  é um fruto do Espírito Santo. A caridade é amor e é o maior dos dons, porque ela não desaparece, existe para além da morte. O céu vive no amor: "A fé e a esperança hão-de desaparecer, mas o amor jamais desaparecerá" (1 Cor. 13,8).É o primeiro fruto que aparece na lista de São Paulo, mas, não porque há uma hierarquia dos frutos, mas que providencialmente a caparidade aparece no topo da lista porque de fato, sem o amor, ou seja sem caridade,  todos os outros frutos deixariam de existir.            

LaranjaAlegria- Este fruto nasce da convivência social, pois ninguém é alegre e feliz sozinho, isolado no seu mundo. Este dom é caracterizado por aquelas emoções interiores, aquela alegria interior e satisfação espiritual profunda que o Espírito Santo derrama no coração e na alma. A pessoa sente um gozo inexplicável. Não há palavras humanas que possam descrever o gozo que provém do Espírito Santo.

Gifs de FrutasPaz-  Em hebraico a palavra paz é a tradução da palavra SHALOM, também muito conhecida em nosso vocabulário. A paz é conhecida ainda como “PACISCI” que significa travar uma conversa, negociar, fazer as pazes. Ela é indispensável nos relacionamentos.

Gifs de FrutasLonganimidade ou paciência- A pessoa que tem um ânimo longo, duradouro, sem considerar as circunstâncias. Ser perseverante,paciente, tardio para irar-se ou para o desespero. A paciência é o fruto essencial para que o cristão persevere na sua fé. O cristão paciente dificilmente é demovido da sua fé porque ele suporta tudo com paciência. A alma paciente é mansa e humilde, não se revolta contra o seu Deus mas tudo suporta e aceita.

MaçaBenignidade -   Em grego se escreve “makrothymia”. É a bondade que vai para além da bondade, isto é, muitas vezes fazemos um bem mas só até certa medida. Porém, a benignidade é a execução desse bem que vai para além do que deveria ser feito.
 
Gifs de FrutasBondade -A bondade é a tradução da palavra grega CHRESTOTES que significa honorabilidade e eficiência que produz em nós gentileza e suavidade. (capacidade de ser suave).  É uma espécie de virtude do bem indispensável para produzir frutos bons em nós. É fazer o bem, desinteressadamente, às pessoas. A pessoa que o faz tem um bom coração, amando verdadeiramente.
 
MelanciaLonganimidade-  É a paciência para além da paciência, é quando alguém continua a ser paciente depois de, tantas e tantas vezes, ter sido posto à prova.
 
Gifs de FrutasAmabilidade ou mansidão- Uma pessoa amável é aquela capaz de agir com mansidão diante de situações que normalmente nos impulsiona a agressividade. É a capacidade de ser sereno e calmo diante do agressor e dar resposta diferente com amor e com serenidade a ponto de desconcertar o ato de agressão e rudez daquele momento.

Gifs de FrutasFidelidade - A palavra fidelidade também é conhecida como PISTIS que traduz a palavra fé e confiança. Não se refere necessariamente a ter fé em Deus, mas sim a atitude de julgar capaz de ter confiança.
 
UvaModéstia- Relaciona-se com o ser discreto. A modéstia é contra a ostentação e a exibição. A modéstia é o pudor que deve acompanhar todo o cristão pois nele habita Deus. Como tal, devemos respeitar o nosso próprio corpo, não o expondo como um mostruário.
 
KiwiContinência- A continência é uma grande virtude. O homem continente sabe equilibrar-se, dominando a sua sexualidade. Sabe guardar-se e proteger-se.  Se os homens e as mulheres de hoje possuíssem esta grande virtude, não haveria em muitos lares tanta tristeza, tanto aborrecimento porque todos saberiam manter a castidade e a pureza. A continência é o domínio de si mesmo em relação aos instintos sexuais.
 
Morango Castidade- é um fruto que leva o homem ou a mulher a manter a pureza do corpo e, consequentemente, a pureza da alma, não se deixando manchar, caindo em pecados contra o 6º e 9º Mandamentos. O sexto mandamento diz: "Guardai castidade nas palavras e nas obras"; e o nono mandamento diz: "Guardai castidade nos pensamentos e nos desejos."

 

domingo, 19 de maio de 2013

Os dons do Espírito Santo e seus significados

 
 
Espírito Santo é o nome próprio da terceira Pessoa de Deus. À Ele, como também ao Pai e o Filho, prestamos culto de adoração e o servimos por toda a vida.Conhecemos o Espírito Santo através de sua ação no mundo, na igreja e na vida dos cristãos que ao ouvir-lhes o sussurro, age por sua ação suave e ao mesmo tempo forte, precisa e eficaz. O termo “Espírito” traduz o termo hebraico “Ruah” que está associado a sopro, vento. Em grego o termo é “Pneuma” cujo sentido também está associado a “espírito” e por isso mesmo, ao vento, o ar em movimento.
Os dons são presentes, dádivas e os dons do Espírito Santo são graças de Deus e, só com nosso esforço, não podemos fazer com que cresçam e se desenvolvam. Necessitam de uma ação direta do Espírito Santo para podermos atuar dentro da virtude e perfeição cristã.
Trata-se dos dons recebidos no batismo e confirmados no Crisma, os quais o fim principal é o fortalecimento de cada pessoa, bem como a sua santificação. Estes tornam os fiéis dóceis para obedecer prontamente às inspirações divinas. Observa-se em Is 11,2 que os dons pertencem a Cristo, em plenitude, mas através da condição de filhos de Deus e co-herdeiros de Cristo (cf. Rm 8,14-17), nós também os recebemos. Ao todo são sete Dons( sete aqui representa a perfeição): Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.
 
O dom da Ciência ocupa o primeiro lugar, pela sua importância na vida espiritual. O dom da Ciência faz com que se substitua a mentalidade mundana, isto é, meramente humana, pela maneira de ver de Deus. A alma passa então a julgar todas as coisas à luz da fé, e compreende com toda a nitidez o fim sobrenatural do homem e a necessidade de subordinar-lhe todas as realidades terrenas.
O dom do Conselho tem por finalidade aperfeiçoar a virtude da prudência, fazendo com que a alma possa discernir de imediato o que deve fazer ou deixar de fazer, tanto no que diz respeito à sua própria conduta como à do próximo.Trata-se como que de um conjunto de raciocínios iluminados pela graça de Deus que nos mostra de maneira nítida e precisa o que convém fazer ou evitar de fazer em determinadas circunstâncias.
O dom do Entendimento é uma disposição sobrenatural da alma que lhe permite captar e compreender de maneira extremamente clara e como que por intuição determinados mistérios de nossa fé ou até mesmo passagens das Sagradas Escrituras. Sob o influxo desse dom a alma penetra de maneira extremamente clara nos mistérios revelados, capta o alcance das verdades mais profundas da fé, deixa-se conduzir por caminhos de uma oração sempre mais vivenciada.
O dom da Sabedoria pode ser definido como uma disposição sobrenatural da inteligência que leva a dar valor àquilo que diz respeito às coisas de Deus e à glória de seu nome. " A sabedoria vale mais que as pérolas e jóia alguma a pode igualar " (Prov 8, 11). O dom da sabedoria não se aprende nos livros, mas é comunicado à alma pelo próprio Deus, que ilumina e enche de amor a mente, o coração, a inteligência e a vontade.
O dom da Piedade consiste numa disposição sobrenatural da alma que a inclina, sob a ação do Espírito Santo, a comportar-se nas suas relações com Deus como uma criança muito carinhosa se comporta com seu pai, por quem se sabe imensamente amada e querida.
O dom da Fortaleza é a capacidade que o Espírito Santo nos dá de viver e suportar as provações e de uni-las às provações de Cristo. A alma totalmente entregue ao Espírito Santo encontra, no dom da Fortaleza, uma disposição sobrenatural que a torna capaz de empreender as ações mais difíceis e de suportar as provas mais duras por amor a Deus e pela glória de seu nome.
O dom do Temor de Deus é uma disposição sobrenatural da alma que a faz experimentar um imenso respeito por Deus e uma complacência sem limites na sua bondade de Pai. Não se trata de temor servil, nem de temor de desagradar, mas de temor reverencial: Deus é tão grande, tão todo-poderoso, que queremos servi-lo e amá-lo de todo coração porque Ele é nosso Tudo.
 
 


Festa de Pentecostes, nasce a Igreja de Cristo

A festa de Pentecostes, celebra a vinda do Espírito Santo sobre os discípulos, reunidos em Jerusalém, 50 dias após a Páscoa. Estavam presentes os Apóstolos, a Mãe de Jesus, e um bom número de outros, conforme o livro dos Atos. A manifestação extraordinária do Espírito Santo era esperada, mesmo porque sua ordinária presença é uma realidade para aqueles que crêem. Na ressurreição, o Senhor já o comunicara: Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados serão perdoados, àqueles a quem não perdoardes serão retidos. (Jo20,19-23)

                  

O Espírito Santo é força de unificação como expressa Paulo aos Coríntios: Ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser no Espírito Santo. Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. (ICor.12,3). Após Pentecostes, os Apóstolos saem anunciando sem medo e cheios de coragem e unção . A informação bíblica diz que a pregação era tão convincente que cada um, mesmo estrangeiro, os entedia em sua própria língua.  
Com o Pentecostes, nasce propriamente a Igreja fundada por Cristo. O Senhor já havia previsto isto aos discípulos, quando, ressuscitado, sentou-se com eles à mesa mais uma vez e disse: recebereis o Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judéia e na Samaria e até as extremidades da terra. (At.1,8)
Pentecostes é a plenitude da Páscoa. Só realiza a Páscoa (vida nova) quem se deixa “habitar” pelo Espírito Santo. Na Páscoa, “no primeiro dia da semana”, Jesus ressuscitado apareceu aos onze discípulos, soprou sobre eles e disse: “Recebam o Espírito Santo”. Páscoa está intimamente ligada à vida nova que se recebe no Batismo e Pentecostes celebra a confirmação do Batismo pelo Crisma, reafirmando o compromisso missionário da Igreja: “Como o Pai me enviou, eu vos envio.”
 
Quatro vezes o Espírito Santo manifestou-se visivelmente na vida de Jesus: no seu batismo, em forma de pomba; na transfiguração, em forma de nuvem; no dia da ressurreição, no sopro de Jesus sobre os apóstolos e, em Pentecostes, em forma de vento e línguas de fogo. Manifesta-se invisivelmente, de modo permanente, na vida da Igreja, nos dons e carismas “em favor do bem comum”. O crescimento na santificação de cada fiel é fruto dos sete dons do Espírito Santo: o dom da Sabedoria mostra o caminho de Deus na vida do cristão; o dom da Inteligência o esclarece na fé; o dom da Ciência o faz conhecer a ação salvadora de Deus; o dom da Piedade o faz ver em Deus o Pai e amá-lo; o dom do Conselho o conduz a discernir como agir corretamente; o dom da Fortaleza o faz experimentar a força de Deus que atua na vontade humana, e o dom do Temor de Deus mostra-lhe que Deus deve ser amado sobre todas as coisas. São esses dons que confirmam o discípulo de Jesus Cristo na fé, na esperança e na caridade.

Pentecostes aconteceu quando a Igreja, representada na sua origem pelos discípulos “todos reunidos no mesmo lugar” e “cheios do Espírito Santo”, começou a anunciar “as maravilhas de Deus”. Cada povo, ali presente, entendia-os falar “em sua própria língua”. Pentecostes acontece sempre na vida da Igreja e de cada um de seus fiéis. 
                       
                       

Catequese do Papa Francisco sobre a ação do Espírito Santo – 15/05/13

Brasão do Papa Francisco
 

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje, quero centrar-me na ação que o Espírito Santo realiza na condução da Igreja e de cada um de nós rumo à Verdade. Jesus disse aos discípulos: “O Espírito Santo ‘vos guiará à verdade’ (Jo 16:13), sendo ele mesmo ‘o Espírito da verdade’” (cf. Jo 14:17, 15:26, 16:13).
Vivemos em uma época na qual somos, cada vez mais, cético em relação à verdade. Bento XVI falou, muitas vezes, sobre o relativismo, a tendência de acreditar que não há nada de definitivo e pensar que a verdade vem pelo consentimento ou por aquilo que queremos.
Surge a pergunta: existe realmente a verdade? O que é a verdade? Podemos conhecê-la? Podemos encontrá-la? Aqui, vem-me à mente a pergunta do procurador romano Pôncio Pilatos, quando Jesus revela o sentido profundo de Sua missão: “O que é a verdade?” (Jo 18,37.38). Pilatos não consegue entender que a Verdade está diante dele, não consegue ver em Jesus a face da verdade, que é o rosto de Deus. E Jesus, de fato, é a Verdade que, na plenitude dos tempos, “se fez carne” (Jo 1,1.14), veio a nós para que nós a conhecêssemos. Ela não se agarra como uma coisa, mas se encontra. Não é uma posse, é um encontro com uma Pessoa.
Mas quem nos faz reconhecer que Jesus é a Verdadeira Palavra, o Filho unigênito de Deus Pai? São Paulo ensina que “ninguém pode dizer ‘Jesus é o Senhor!’ senão pelo Espírito Santo” (ICor. 12,3). É Ele, o dom de Cristo ressuscitado, que nos faz reconhecer a verdade. Jesus o define como o Paráclito, que significa “aquele que vem em nosso auxílio”, que está do nosso lado para nos apoiar neste caminho de conhecimento, Na Última Ceia, Jesus assegura aos discípulos que o Espírito Santo os ensinará todas as coisas , recordando-os de Suas palavras (cf. Jo 14,26).
Qual é a ação do Espírito Santo em nossas vidas e na vida da Igreja para nos guiar à verdade? Antes de tudo, Ele recorda e marca, no coração dos que creem, as palavras que Jesus disse e, por meio destas, a lei de Deus – como haviam anunciado os profetas do Antigo Testamento. Está inscrito, em nosso coração e em nós; torna-se um princípio de avaliação nas escolhas e orientação nas ações do dia a dia; torna-se um princípio de vida. Realiza-se a grande profecia de Ezequiel: “Eu vos purificarei de todas as vossas imundícies e de todos os vossos ídolos, vos darei um coração novo e porei em vós um espírito novo… Porei o meu espírito dentro de vós e vos farei viver de acordo com as minhas leias, vos farei observar e colocar em prática os meus preceitos” (36:25-27). De fato, é do nosso interior que nascem nossas ações: é o coração que precisa se converter a Deus e o Espírito Santo o transforma se nós nos abrimos a Ele.
O Espírito Santo, então, como Jesus promete, guia-nos “a toda a verdade” (Jo 16:13), leva-nos não somente a encontrar Jesus, a plenitude da Verdade, mas também nos guia para “dentro” dela, faz-nos entrar em comunhão mais profunda com Jesus, dando-nos a inteligência das coisas de Deus. E isso não podemos conseguir por conta própria. Se Deus não nos ilumina interiormente, o nosso ser cristão será superficial.
A Tradição da Igreja afirma que o Espírito da verdade age em nossos corações suscitando o “sentido da fé” (sensus fidei), por meio do qual, como afirma o Concílio Vaticano II, o povo de Deus, guiado pelo Magistério, infalivelmente adere à fé transmitida, aprofunda-se nela com um julgamento correto e a aplica mais plenamente na vida (cf. Constituição Dogmática Lumen Gentium, 12). Perguntemo-nos: “Estou aberto à ação do Espírito Santo? Peço para que Ele me traga luz, faça-me mais sensível às coisas de Deus? Esta é uma oração que devemos fazer todos os dias: “Espírito Santo, faça com que meu coração seja aberto à Palavra de Deus, que meu coração esteja aberto ao bem, à beleza de Deus todos os dias”. Gostaria de fazer uma pergunta a todos: “Quantos de vocês rezam todos os dias ao Espírito Santo?” Serão poucos, mas devemos cumprir esse desejo de Jesus e orar, todos os dias, ao Espírito de Deus para que Ele nos abra o coração a Jesus.
Pensemos em Maria, a qual “guardava todas as coisas, meditando-as em seu coração” (Lc 2,19.51). O acolhimento das palavras e das verdades da fé, para que se tornem vida, se realiza e cresce sob a ação do Espírito Santo. Neste sentido, devemos aprender de Maria, revivendo o seu ‘sim’, a disponibilidade total em receber o Filho de Deus em sua vida, a qual, a partir daquele momento, é transformada. Por meio do Espírito Santo, o Pai e o Filho permanecem em nós e nós vivemos em Deus e para Deus. Mas a nossa vida é realmente animada pelo Senhor? Quantas coisas coloco em primeiro lugar em vez de Deus?
Queridos irmãos e irmãs, precisamos nos deixar inundar pela luz do Espírito para que Ele nos introduza à Verdade de Deus, o único Senhor de nossa vida. Neste ‘Ano da Fé’, perguntemo-nos se, realmente, temos dado algum passo para conhecer mais Cristo e as verdades da fé, lendo e meditando as Escrituras, estudando o Catecismo, recorrendo, com frequência, aos sacramentos. Mas nos perguntemos também quais os passos temos dado para que a fé oriente a nossa existência. Não podemos ser cristãos de momento, só em certas ocasiões, em certas circunstâncias, em algumas escolhas. Devemos ser cristãos em todos os momentos! Totalmente! A verdade de Cristo, que o Espírito Santo nos ensina e nos revela, para sempre e totalmente, interessa para sempre à nossa vida diária.
Invoquemos, mais vezes, o Espírito Santo para que nos guie no caminho dos discípulos de Cristo. Invoquemos todos os dias. Faço-vos esta proposta: invoquemos todos os dias o Espírito Santo, assim Ele vai nos aproximar, cada vez mais, de Jesus Cristo.
 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Catequese do Papa Francisco sobre o Espírito Santo 08/05/2013

Brasão do Papa Francisco
 
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
 
O tempo Pascal que, com alegria estamos vivendo, guiado pela liturgia da Igreja, é por excelência o tempo do Espírito Santo dado “sem medida” (cf. Jo 3:34) por Jesus crucificado e ressuscitado. Este tempo de graça termina com a festa de Pentecostes, quando a Igreja revive o derramamento do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos reunidos em oração no Cenáculo.
Mas quem é o Espírito Santo? No Credo professamos com fé: “Creio no Espírito Santo, que é Senhor e nos dá a vida.” A primeira verdade a qual aderimos no Credo é que o Espírito Santo é Kyrios, Senhor. Isto significa que Ele é verdadeiramente Deus, como são o Pai e o Filho, objeto, de nossa parte, do mesmo ato de adoração e glorificação que elevamos ao Pai e ao Filho. O Espírito Santo, de fato, é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, é o grande dom do Cristo ressuscitado que abre as nossas mentes e nossos corações à fé em Jesus como Filho enviado pelo Pai, que nos leva à amizade, à comunhão com Deus.
Mas eu quero focar no fato de que o Espírito Santo é a fonte inesgotável da vida de Deus em nós. O homem de todos os tempos e todos os lugares deseja uma vida plena e bela, justa e boa, uma vida que não seja ameaçada pela morte, mas que possa amadurecer e crescer até sua plenitude. O homem é como um viajante que, atravessando os desertos da vida, tem sede de água viva, abundante e fresca, capaz de saciar seu profundo desejo de luz, de amor, de beleza e paz. Todos nós sentimos esse desejo! E Jesus nos dá essa água viva, o Espírito Santo que procede do Pai e que Jesus derrama em nossos corações. “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”, Jesus nos diz (Jo 10,10).
Jesus promete à samaritana uma “água viva”, com abundância e para sempre a todos aqueles que O reconhecem como o Filho enviado pelo Pai para nos salvar (cf. Jo 4, 5-26; 3:17). Jesus veio para nos dar esta “água viva” que é o Espírito Santo, para que a nossa vida seja guiada por Deus, animada por Ele, alimentada por Ele. Quando dizemos que o cristão é um homem espiritual, queremos dizer exatamente isso: o cristão é alguém que pensa e age segundo Deus, segundo o Espírito Santo. Mas me pergunto: e nós, pensamos segundo Deus? Agimos de acordo com Deus ou nos deixamos guiar por tantas outras coisas que não Deus? Cada um de nós deve responder a isto no profundo de seu coração.
Neste ponto, podemos nos perguntar: por que esta água pode saciar plenamente a nossa sede? Sabemos que a água é essencial para a vida; sem água morremos, ela sacia, lava, torna fecunda a terra. Na carta aos Romanos encontramos esta expressão: “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (5:5). Água viva, o Espírito Santo, dom do Ressuscitado que habita em nós, nos purifica, nos ilumina, nos renova, nos transforma para que nos tornemos participantes da própria vida de Deus, que é Amor. Por isso, o apóstolo Paulo afirma que a vida do cristão é animada pelo Espírito e seus frutos, que são “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5:22-23). O Espírito Santo nos introduz à vida divina como “filhos no Filho Unigênito”.
Em outro trecho da carta aos Romanos, que já mencionamos outras vezes, São Paulo resume tudo nestas palavras: “Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. E vós… recebestes o Espírito que nos torna filhos adotivos, pelo qual clamamos: ‘Abba, Pai’!. O mesmo Espírito, em união com o nosso espírito, comprova que somos filhos de Deus e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, se sofremos com Ele, para que também sejamos glorificados com Ele” (8, 14-17).
Este é o dom precioso que o Espírito Santo coloca em nossos corações: a própria vida de Deus, vida de verdadeiros filhos, uma relação de confiança, liberdade, confiança no amor e na misericórdia de Deus, que tem como efeito também um novo olhar ao outro, próximo ou distante, cada vez mais visto como irmão e irmã em Jesus, a ser respeitado e amado.
O Espírito Santo nos ensina a olhar com os olhos de Cristo, a viver a vida como Ele viveu, a entender a vida como Ele entendeu. É por isso que a água viva, que é Espírito Santo, sacia a nossa vida, porque nos diz que somos amados por Deus como filhos, que podemos amar Deus como filhos e que por sua graça podemos viver como filhos de Deus, como Jesus. E nós, escutamos o Espírito Santo? O que podemos dizer em relação ao Espírito? Dizem: Deus te ama. Dizem isso a nós. Deus te ama. Nós realmente amamos Deus e os outros como Jesus?
Deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo, que Ele nos fale ao coração e nos diga isto: que Deus é amor, que Deus nos espera, que Deus é Pai, que nos ama como um verdadeiro Pai, nos ama verdadeiramente e isso somente o Espirito Santo nos diz ao coração. Sintamos o Espírito Santo, escutamos o Espírito Santo e vamos em frente pelo caminho do amor, da misericórdia e perdão. Obrigado.
 

Celebração mariana

Neste mês dedicado a Maria postaremos uma celebração que teve como motivaçào a Mãe de Jesus e nossa mãe -Maria.
 
 
Abertura:
 
(Oração espontânea invocando a pessoa do Espírito Santo)
 
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
 
Canto: Maria de Nazaré
 
Maria de Nazaré, Maria me cativou/ fez mais forte a minha fé/ e por filho me adotou.
As vezes eu paro e fico a pensar/ e sem perceber me vejo a rezar/ e meu coração se põe a cantar pra Virgem de Nazaré.
Menina que Deus amou e escolheu/ pra mãe de Jesus, o Filho de Deus/ Maria que o povo inteiro elegeu/ Senhora e mãe do céu.
 
Refrão: Ave Maria(3X), mãe de Jesus!
 
Acolhida: Maria foi a mulher escolhida por Deus para ser a mãe do Salvador. O "sim"de Maria abriu a porta da salvação para a humanidade, por isso dizemos que Maria é porta do céu.
 
Quem é Maria para você? O que você sabe sobre Maria? Por que a chamamos de "santa"? Você sabe por que Maria tem tantos títulos?
 
Proclamação da Palavra
 
Canto de aclamação
Texto bíblico: João 2,1-12

Conversa catequética: Maria ocupa um lugar especial em nossa vida de cristão. Por isso a tratamos com carinho e devoção. Não adoramos Maria, pois sabemos que Maria é aquela que intercede por nós a Jesus. Maria intercede na hora certa, traz o vinho bom para nós! Ela não faz milagres, mas é a medianeira de todas as graças!

Coroação de Maria: (neste momento coroar Maria apenas com o manto, coração e coroa. A medida que estes objetos vão sendo apresentados ir falando espontaneamente sobre cada objeto ofertado)

A coroação de Nossa Senhora é uma celebração que tem como objetivo saudar, louvar e honrar a Virgem Maria, reconhecendo a sua maternidade divina e a maternidade espiritual de toda a humanidade. Ela é a mãe de Jesus, mas também é mãe da Igreja. Portanto, Maria é nossa mãe constituida por nosso Senhor Jesus Cristo, no derradeiro momento de sua vida, quando antes de morrer entregou sua mãe ao discípulo amado.

(Os catequizandos um de cada vez entram com os objetos que serão ofertados, ao final cantar)

Canto: Coroação de Nossa Senhora (Adriana )

Oração final:

Catequista: Maria é a mãe de Jesus e nossa mãe. O povo cristão possui um amor especial por Maria. A oração mais conhecida de nossa Senhora é a ave-maria, que agora rezaremos com muito amor:

Leitor 1: Deus Pai que quis escolher uma mulher para que gerasse seu Filho, por isso mandou o Anjo Gabriel para anunciar a Maria que ela seria a mãe do Salvador. Então ele disse:
Todos: Ave Maria, cheia de graça o Senhor é convosco.

Leitor 2: Após o anúncio do Anjo, Maria visita sua prima Isabel que também estava grávida. Aquele menino que isabel esperava era João Batista. Nós saudamos Maria Santíssima com a alegria de Isabel.
Todos: Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre ,Jesus.

Leitor 3: Maria Santíssima é a mãe de Deus e nossa também e , como mãe intercede por todos nós junto a Jesus.
Todos: Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores.

Leitor 4: Em todos os momentos de nossa vida Maria estará sempre presente.
Todos: Agora e na hora de nossa morte. Amém.

Canto:
Maria que eu quero bem, Maria do puro amor/ Igual a você ninguém, mãe pura do meu Senhor.
Em cada mulher que a terra criou, um traço de Deus Maria deixou/ um sonho de mãe Maria plantou/ pro mundo encontrar a paz.
Maria que fez o Cristo falar, Maria que fez Jesus caminhar/ Maria que só viveu pra seu Deus/ Maria do povo meu.

Refrão: Ave Maria(3X), mãe de Jesus!

Gif de florAlgumas fotos deste momento realizado na catequese:




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Catequese do Papa Francisco- 01/05/2013

Palavras do Papa no Regina Coeli - 28/04/2013


Caros irmãos e irmãs,
Bom dia!
Hoje, 1º de maio, celebramos São José Operário e iniciamos o mês tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora. No nosso encontro de hoje, quero focar estas duas figuras importantes na vida de Jesus, da Igreja e nas nossas vidas, com duas breves reflexões: primeiro, sobre o trabalho, segundo, sobre a contemplação de Jesus.
No Evangelho de São Mateus, em um dos momentos em que Jesus retorna à sua região, a Nazaré, e fala na sinagoga, destaca-se o espanto de seus compatriotas por sua sabedoria. Eles se perguntam: “Não é este o filho do carpinteiro? “(13:55). Jesus entra em nossa história, está entre nós, nascido de Maria pelo poder de Deus, mas com a presença de São José, o pai legal, de direito, que cuida d’Ele e também lhe ensina seu trabalho. Jesus nasce e vive em uma família, na Sagrada Família, aprendendo com São José o ofício de carpinteiro, na carpintaria em Nazaré, dividindo com ele seus compromissos, esforços, satisfação e as dificuldades do dia a dia.
Isso nos lembra a dignidade e a importância do trabalho. O livro de Gênesis nos diz que Deus criou o homem e a mulher dando-lhes a missão de encher a terra e sujeitá-la, o que não significa desfrutá-la, mas cultivá-la e protegê-la, cuidar dela com o seu trabalho (cf. Gen 1:28; 2 15). O trabalho faz parte do plano de amor de Deus, somos chamados a cultivar e cuidar de todos os bens da criação, deste modo participamos da obra da criação! O trabalho é fundamental para a dignidade de uma pessoa. O trabalho, para usar uma imagem concreta, nos “unge” de dignidade, nos plenifica de dignidade, nos torna semelhantes a Deus, que trabalhou e trabalha, age sempre (cf. Jo 5:17), dá a capacidade de nos manter, manter nossa família, contribuir para o crescimento da nação. E aqui penso nas dificuldades que, em vários países, se encontra hoje o mundo do trabalho e da empresa, eu penso naqueles que, não apenas os jovens, estão desempregados, muitas vezes por uma concepção puramente econômica (mecanicista) da sociedade, que busca o lucro egoísta, fora dos parâmetros de justiça social.
Eu gostaria de estender a todos o convite à solidariedade e, aos chefes do setor público, convidá-los ao encorajamento, a fazer de tudo para dar um novo impulso ao emprego, isso significa se preocupar com a dignidade da pessoa mas, acima de tudo, vos exorto a não perderem a esperança; São José também teve momentos difíceis, mas nunca perdeu a confiança e soube superá-los, na certeza de que Deus não nos abandona. E agora gostaria de falar especialmente a vocês, meninos e meninas, a vocês jovens: se esforcem em suas tarefas diárias, no estudo, no trabalho, nas relações de amizade, contribuindo com os outros, o vosso futuro também depende de como vocês vão viver esses preciosos anos de vida. Não tenham medo do compromisso, do sacrifício e não olhem para o futuro com medo, mantenham viva a esperança: há sempre uma luz no horizonte.
Acrescento uma palavra sobre uma outra situação de trabalho que me incomoda: refiro-me ao que definimos como “trabalho escravo”, o trabalho que escraviza. Quantas pessoas no mundo são vítimas deste tipo de escravidão, em que é a pessoa que serve o trabalho, enquanto deve ser o trabalho a oferecer um serviço à pessoa, para que tenhamos todos dignidade. Peço aos irmãos e irmãs na fé e todos os homens e mulheres de boa vontade, uma escolha decisiva contra o tráfico de pessoas, contexto no qual se constitui o “trabalho escravo”.
Faço referência agora ao segundo pensamento: no silêncio das ações cotidianas, São José, juntamente com Maria, tem um centro comum de atenção: Jesus. Eles acompanham e protegem, com empenho e carinho, o crescimento do Filho de Deus feito homem por nós, refletindo sobre tudo o que acontecia. Nos Evangelhos, Lucas enfatiza duas vezes a atitude de Maria, que também é a de São José, “guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração” (2,19.51). Para ouvir o Senhor, devemos aprender a contemplá-Lo, perceber sua presença constante em nossas vidas; precisamos parar para dialogar com Ele, dar-lhe espaço na oração. Cada um de nós, vocês meninas, meninos e, jovens, em grande número reunidos aqui nesta manhã, deve se perguntar: qual o espaço dou ao Senhor? Eu paro para falar com Ele? Desde que éramos crianças, nossos pais nos acostumaram a começar e terminar o dia com uma oração, para nos ensinar a perceber que a amizade e o amor de Deus nos acompanhavam. Vamos nos lembrar mais do Senhor em nosso dia!
E neste mês de maio, eu gostaria de lembrar a importância e a beleza da oração do Santo Terço. Recitando a Ave Maria, somos levados a contemplar os mistérios de Jesus, refletir sobre os principais momentos de Sua vida, para que, como foi com Maria e São José, Ele seja o centro dos nossos pensamentos, da nossa atenção e de nossas ações. Seria bom que, especialmente neste mês de maio, rezássemos juntos, em família, com os amigos, na paróquia, o Santo Terço ou alguma oração a Jesus e à Virgem Maria! A oração feita em comunidade é um momento precioso para tornar ainda mais forte a vida familiar, a amizade! Aprendamos a rezar mais em família e como família!
Queridos irmãos e irmãs, rogamos a São José e à Virgem Maria que nos ensinem a sermos fiéis a nossas tarefas diárias, a viver nossa fé nas ações do dia a dia e dar mais espaço ao Senhor em nossas vidas, a parar para contemplar Seu rosto.
Obrigado.
 

História da Ovelhinha Pom-pom


Gif de ovelhaEsta história utilizamos na missa com crianças para apresentar a mensagem do Evangelho do dia: Jesus, o bom Pastor que cuida de nós, suas ovelhinhas. Ela foi inspirada em uma  música que encontrei na internet- link ( A História da Ovelhinha Pom-pom)
 


 
 
Gif de ovelhaMaterial necessário
 
Ovelhinha de EVA
 
 
 
 
 
Caixa de papelão grande- Em cada lado da caixa foi feito um cenário da história e na medida que vai contando a história vai virando a caixa.
 
Cenário 1- Verdes campos

 
 
 
(No cantinho da caixa colar um velcro onde de acordo com a história será colocado o sol e a nuvem de chuva)
 
 
 
Cenário 2- Casinhas das ovelhas
 
   
 
 
Cenário 3- Penhasco
 
 
 
Cenário 4- Casinha da Ovelhina Pom-pom
 
 
 
Gif de ovelhaHistória da Ovelha Pom-pom
 
Narrador- Pom-pom era uma ovelha suave e branca como algodão, saltitar pelos verdes campos era sua diversão. Mas a Pom-pom as vezes era desobediente , preocupado então o pastor a ela um dia lhe falou:
 
Pastor: Ei Pom-pom olha o perigo, não vai para longe fique comigo! É melhor me obedecer. Sou o pastor sei o que fazer.

 
 
 
 
 
Narrador- Em un dia lindo de sol Pom-pom foi passear por ai nem ligou quando o seu Pastor chamou para ele seguir. Estava tão distraída que nem ao menos notou que estava vindo uma tempestade,  esqueceu o que o pastor falou: (troca-se neste cenário o sol pela nuvem de chuva)
 
Pastor: Ei Pom-pom olha o perigo, não vá longe fique comigo, é melhor me obedecer. Te quero muito sei o que fazer!  

 
 
 
Narrador: Já de volta em casa o pastor suas ovelhas contou, faltava uma em casa sentiu a falta da Pom-pom. Saiu a procurá-la bem no meio do temporal , preocupada o pastor orou para que nada acontecesse de mal.
 
Pastor: Ei Pom-pom cadê você, me responde preciso te ver! Te quero muito não fuja assim... ei Pom-pom volte pra mim!
 

 
 
 
Narrador: Na beira de um despenhadeiro Pom-pom caiu e rolou rolou. Caiu em meio a um espinheiro e tão sozinha chorou chorou. De ser teimosa ela se arrependeu e ficou com medo do que aconteceu.
 
 
 
Depois de tê-la encontrada o pastor então a levou ele havia se arriscado de salvá-la de tamanho horror! E a partir deste dia Pom-pom obediente ficou ela não desobedecia e sempre ouvia o que o Pastor falou:
 
Narrador: Ei Pom-pom olha o perigo, não vai para longe fique comigo! É melhor me obedecer. Sou o pastor sei o que fazer. Pom-pom olha o perigo, não vá longe fique comigo, é melhor me obedecer. Te quero muito sei o que fazer!