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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Como é feita a escolha de um Papa

Com a renúncia do Papa Bento XVI a Igreja se reúne para a escolha de um novo Papa . Mas como ocorre a escolha do sucessor de Pedro?



A escolha do novo Papa é feita através de um conclave, que é uma reunião fechada onde os cardeais se desligam de tudo para discernir, através da oração , qual é a vontade de Deus para quem deve assumir a Igreja. A escolha é feita pelos cardeais com menos de 80 anos, que dentro de no máximo 20 dias deve começar. Naturalmente, Deus já tem o escolhido, eles apenas descobrem, através de muita oração, aquele que Deus já escolheu para essa missão. A eleição é feita por votação.
Esta palavra (Conclave) aparece pela primeira vez num documento do papa Gregório X (1271-1276), no II Concílio de Lion, Julho de 1274. O título do documento era •Ubi periculum.• (Quando houver algum perigo). Tentando diminuir tal interferência de pessoas estranhas, ele ordenou que os cardeais fossem fechados na sala com chave – “Conclave”. E tem sido assim desde então.A escolha é feita pelos cardeais com menos de 80 anos, que dentro de no máximo 20 dias deve começar. Naturalmente, Deus já tem o escolhido, eles apenas descobrem, através de muita oração, aquele que Deus já escolheu para essa missão. A eleição é feita por votação.Caso ninguém seja apontado por ao menos dois terços dos membros votantes do colégio cardinalício, nos dias seguintes ocorrem duas votações de manhã e outras duas à tarde. Os cardeais são mantidos em total isolamento do mundo exterior: não podem usar telefone, receber jornais, ver televisão, dentre outros.
Eles se reúnem e é necessário que se tenha 2/3 de aprovação para que esta eleição seja aceita e validada. Após três dias de votações sem resultado, ocorre uma suspensão de um dia para uma “pausa de oração”. Em seguida, as votações voltam a ser realizadas e, se ainda assim o pontífice não for escolhido, será efetuado outro intervalo, seguido por sete tentativas.Enquanto a decisão ainda não foi tomada, as cédulas de votação são queimadas numa lareira junto com palha úmida, produzindo no Vaticano uma fumaça preta que indica que o processo continua em andamento. A fumaça branca, produzida coma a queima apenas das cédulas, indica que o novo papa foi escolhido.

 
Uma vez eleito o carmelengo pergunta se ele aceita. A partir do momento que o futuro papa aceita e escolhe o seu novo nome, ele é revestido de toda autoridade perante a Igreja. A aceitação dele é a consagração da função, mas ele poderia recusar.
A tradição de os Papas adotarem um novo nome data de 533, quando um padre chamado Mercúrio foi eleito bispo de Roma. Por achar que Mercúrio era um nome pagão demais para um Papa, adotou João II. Até então os Papas eram simplesmente chamados por seu nome de batismo. Lembro ainda que foi o papa João Paulo, em 1978, o primeiro a utilizar um duplo nome. Por ser um grande amigo e admirador, o seu sucessor, continuou esse procedimento, assumindo como João Paulo II.
Procede-se depois a uma curta procissão até uma janela da Basílica de S. Pedro que dê para a Praça, onde o novo Sumo Pontífice é revelado e faz a sua primeira bênção: Urbi et Orbi. Minutos antes, o cardeal mais velho anunciará o que é esperado: Annuntio vobis gaudium magnum: Habemus Papam (Anuncio-vos uma grande alegria: Temos Papa), dando o nome de batismo e o nome adotado pelo novo papa.
Após esse momento, os sinos da Basílica de São Pedro começam a soar, e a seguir os das igrejas de todo o mundo..
Do Brasil, cinco cardeais poderão participar do conclave: Dom João Braz de Aviz, Dom Claúdio Hummes, Dom Odilo Pedro Scherer, Dom Geraldo Majella Agnelo, Dom Raymundo Damasceno.

 

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