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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Santa Mônica- a mãe que não desistiu de seu filho

 

Gif de florNeste mês de agosto a nossa Igreja celebra a vida de uma santa muito querida de nossa Igreja: Santa Mônica. Exemplo de cristã e de mãe. Exemplo de fé e perseverança. Por longos anos orou por seu filho e por sua perseverança na oração recebeu das mãos de Deus o milagre de ver sua família convertida. Aprendamos com santa Mônica a sermos perseverantes na oração e confiantes de que Deus é fiel e no momento Dele agirá.


No dia 27 de agosto a Igreja celebra  a memória desta grande santa, que nos provou com sua vida que realmente "tudo pode ser mudado pela força da oração." Mônica nasceu em Tagaste (África do Norte) a uns 100 quilômetros da cidade de Cartago no ano 332. Seus pais encomendaram a formação de suas filhas a uma mulher muito religiosa mas de muito forte disciplina. Ela desejava dedicar-se à vida de oração e da solidão (como seu nome indica) mas seus pais dispuseram que tinham que casar-se com um homem chamado Patrício. Este era um bom trabalhador, mas com um terrível mal gênio, e além disso mulherengo, jogador e sem religião e nem gosto pelo espiritual. A fez sofrer o que não está escrito e por trinta anos ela teve que agüentar os tremendos estalidos de ira de seu marido que gritava pelo menor motivo, mas este jamais se atreveu a levantar a mão contra ela. Tiveram três filhos : dois homens e uma mulher. Os dois menores foram sua alegria e consolo, mas o mais velho Agostinho, a fez sofrer por dezenas de anos. Como cristã exemplar que era, Mônica preocupava-se com a conversão de sua família, por isso se consumiu na oração pelo esposo violento, rude, pagão e, principalmente, pelo filho mais velho, Agostinho, que vivia nos vícios e pecado. A história nos testemunha as inúmeras preces, ultrajes e sofrimentos por que Santa Mônica passou para ver a conversão e o batismo, tanto de seu esposo, quanto daquele que lhe mereceu o conselho: "Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas". 
 

A conversão do filho
 
Em Milão: Mônica se encontrou com o Santo mais famoso da época, Santo Ambrósio, arcebispo dessa cidade. Nele encontrou um verdadeiro pai cheio de bondade e de sabedoria que foi guiando-a com seus prudentes conselhos.Além disso, Agostinho ficou impressionado por sua enorme sabedoria e a poderosa personalidade de Santo Ambrósio e começou a escutá-lo com profundo carinho e a mudar suas idéias e entusiasmar-se pela fé católica.E aconteceu que no ano 387, Agostinho, ao ler umas frases de São Paulo sentiu a impressão extraordinária e se propôs a mudar de vida. Enviou longe a mulher com a qual vivia em união livre , deixou seus vícios e maus costumes. Se fez instruir na religião e na festa da Páscoa da Ressurreição desse anos fez-se batizar.
Agostinho, agora convertido, dispôs voltar com sua mãe e seu irmão, a sua terra, na África, e foram ao porte de Ostia a esperar o barco.Mas Mônica já tinha conseguido tudo o que esperava nesta vida, que era a conversão de seu filho. Já poderia morrer tranqüila. E aconteceu que estando aí em uma casa junto ao mar, à noite ao ver o céu estrelado conversando com Agostinho sobre como serão as alegrias que teria no céu ambos se emocionavam comentando e meditando as alegrias celestiais que os esperavam.
Em determinado momento exclamou entusiasmada: “E a mim, o que mais pode me amarrar à terra? Já obtive meu grande desejo, o ver-te cristão católico. Tudo o que desejava consegui de Deus”. Pouco depois invadiu-lhe uma febre, e em poucos dias se agravou e morreu. A única coisa que pediu a seus dois filhos é que não deixassem de rezar pelo descanso de sua alma. Morreu em 387 aos 55 anos de idade.Por esta razão, o filho Santo Agostinho, que se tornara Bispo e doutor da Igreja, pôde escrever: "Ela me gerou seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade".
Milhares de mães e de esposas encomendaram-se em todos estes séculos a Santa Mônica, para que as ajude a converter a seus maridos e filhos, e conseguiram conversões admiráveis.

Oh! gloriosa Santa Mônica, espelho de esposas, modelo de mães, e viuvas, mulher admirável, a quem Deus infundiu o espírito de oração e concedeu aquele dom de lágrimas com que soubestes fazer apiedar-se ao Deus das misericórdias para que se compadecesse de vossos gemidos, escutai vossas orações e nos concedera o fim de todos os vossos desejos! A vossos pés viemos hoje, nós que sofremos e choramos nos tristes caminhos da vida, a suplicar-vos que nos alcanceis o espírito de oração que vos tivestes e a compunção que merecem nossas culpas, para que, derramando com humildade nosso coração ante o Deus de toda piedade e misericórdia, alcancemos a graça de viver a santa vida que vos vivestes na terra, e mereçamos a glória que vos tens agora no céu, em companhia de nossos pais, esposos e filhos, e de todos os que pelo sangue e o afeto nos pertencem e são em Jesus Cristo, Senhor nosso, amados e queridos de nosso coração. Amém.

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